O momento finalmente chegou e após 13 duros longos anos de espera Avatar – O Caminho da Água estreou neste mês de Dezembro (uma prenda de natal para os fãs do original que esperaram muito por isto). Nesta análise ao segundo capitulo daquilo que está previsto serem cinco filmes até 2028 (pelo menos confirmados contando com o original claro) da saga de James Cameron, não irei estar sozinho pois vou contar também com a colaboração de outro membro aqui da Squared Potato, Luis Coelho ( que podem espreitar algumas análises feitas para o site).

Iremos então analisar o filme por partes (devidamente identificadas claro) sobre a nossa experiência com o filme na versão IMAX 3D que foi a que assistimos.

A nossa experiência com Avatar de 2009 antes da sequela

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Ricardo Salavisa Simões: Para mim Avatar saiu na altura certa em 2009, pois foi um período em que eu sentia falta de ver uma Ficção científica em grande escala (é certo que tivemos nesse mesmo ano o reboot de Star Trek que foi uma agradavel surpresa mesmo nunca tendo tido grande ligação com a franquia, e ainda o maravilhoso Distrito 9) mas não preencheram-me as medidas. Estava ainda a “ressacar” por assim dizer de Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith de 2005 como um épico final desse género ainda em épocas que supostamente achávamos que os filmes tinham terminado. O James Cameron já tinha realizado duas das minhas sequelas favoritas das sagas sci fi de Terminator e Alien, então quando tomei conhecimento que vinha ai um projecto novo dele fiquei muito entusiasmado e à medida que iam saindo as primeiras imagens.

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Tirando já o elefante da sala, sim a história do primeiro Avatar foi uma nova abordagem de um tema que já foi não sei quantas vezes retratado mas a verdade é que Cameron sempre soube entregar um espéctaculo visual e de entretenimento de qualidade, e assim como Ferngully, Princesa Mononoke entre outros exemplos que retrataram temas semelhantes, está na maneira como se conta essa mesma história numa nova forma, visão e criatividade e já vimos isso acontecer até mesmo em outros géneros e temas.

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Assim dito, Avatar foi uma experiência fascinante que vi e revi várias vezes (mais tarde até comprei o Blu Ray da versão estendida) e que juntava muitos ingredientes na qual eu sempre gostei muito: misturando Sci Fi com fantasia numa escala épica e ainda a banda sonora de James Horner ajudando à festa claro. Sempre achei que James Cameron fez aqui algo que precisamos principalmente nos dias de hoje e isso sempre valorizei que foi criar um worldbuiling do 0 que dava pano para mangas de ser desenvolvido em sequelas, algo completamente original dele (em termos de mundo em si) e por isso foram treze duros anos de espera mas aqui estamos finalmente diante de mais Pandora a ser explorada nos próximos anos!

Luís Coelho:  Confesso que nunca fui um grande fã de Avatar. Reconheço que é uma forma estranha de começar uma análise escrita ao segundo filme desta saga, mas creio que seja uma forma eficaz de dizer que não tinha expectativas para este filme. Desde o seu lançamento em 2009, Avatar sempre foi um filme que nunca tive interesse em rever. Apesar do seu worldbuilding interessante (Pandora, já em 2009, foi algo incrível), Avatar nunca foi um filme que me apelou, sendo sempre um que nunca revi. Além disso, a história do estrangeiro que salva a tribo dos índios é uma que, se não for tratada com o devido cuidado, pode resultar numa obra de mensagens vazias. Quando o vi pela primeira vez, achei que não fez nada de novo, além da temática alienígena e do subtexto ambiental. 
O que não ajudou à minha falta de expectativas para este filme foi o facto de que, comparativamente ao seu antecessor de 2009, O Caminho da Água teve um lançamento mais “calado”. Se há 13 anos, os efeitos especiais foram o grande chamativo do filme, hoje a sua proposta e execução já é algo banal, sendo criticado pelos fãs mais puristas da sétima arte. 
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Mas ao rever o primeiro filme em preparação para esta análise, a minha visão mudou. Achei que a ficção científica foi muito bem executada e com ideias e perspetivas bastante interessantes, as personagens mais envolventes do que nunca, uma câmara bastante mais introspetiva do que me lembrava e uma narrativa que, apesar de previsível, é auxiliada pela melhor personagem do filme: Pandora. A vida, a cor, a ideia de Pandora é achei inspiradora. Esta é a visão do paraíso de James Cameron, e isso nota-se a cada cena da película. Isto fez despertar uma expectativa em mim que não achei que tinha. Contudo, também senti algum receio, já que não víamos algo novo deste universo desde 2009. E, além disso, já não seria a primeira vez que James Cameron retornaria a um dos seus universos e produzia uma obra que ficaria aquém das expectativas (não é Exterminador Implacável: Destino Sombrio?).

História

Luís Coelho: Posto isto, como se deu Avatar: O Caminho da Água? Sem rodeios, deu-se bastante bem. Em 3 horas e 10 minutos, Avatar: O Caminho da Água conseguiu expandir o rico universo de Avatar em praticamente todos os aspetos. Creio que essa seja a palavra d’ordem aqui: expansão. Ey’wa nunca me pareceu tão real. 
A começar pela história. Se Avatar possuía uma história algo rasa e previsível, O Caminho da Água apresenta uma história muito mais intimista, com nuances sociais e psicológicas importantes para os dias de hoje, embora a sua premissa ainda resgate alguns pontos narrativos da sua antecessora. Após os eventos do primeiro filme, Jake Sully está verdadeiramente integrado nos Omaticaya. Ao abandonar as suas raízes humanas, o Toruk Makto constituiu família com Neytiri, uma união que gerou 4 filhos, sendo uma dessas crianças um “presente” da Dra. Grace Augustine. Viviam-se períodos de paz em Ey’wa. 
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Todavia, esta paz estava a acabar, já que os humanos regressam a Pandora, instalando-se imediatamente e causando danos irreversíveis a este paraíso tropical. E apesar da guerra ser a única alternativa à exploração e destruição de Pandora, esta opção não é viável para os Na’vi, o que leva a uma série de fracassos bélicos que culmina no abandono de Jake Sully e dos seus familiares dos Omaticaya. As personagens, então, procuram refúgio no clã dos Metkayina, uma tribo Na’vi situada nas regiões aquáticas de Pandora, de forma a fugir da destruição dos humanos, ainda ressentidos com a derrota sofrida no filme anterior.  Assim, a vingança dos humanos será a principal ameaça aos nossos heróis, e Jake Sully, mais uma vez, terá de evitar que a natureza humana destrua Ey’wa, do qual agora chama casa. A história é boa, e deixa alguns pontos em abertos que serão abordados nas próximas sequelas desta saga bilionária. Se por um lado gostava de um filme mais fechado narrativamente, por outro mal posso esperar para ver o que Pandora tem para oferecer.

Ricardo Salavisa Simões: Em comparação com o primeiro filme, achei que O Caminho da Água manteve-se lado a lado mas com a diferença de ser mais intimista até mesmo no terceiro ato do filme que envolve novamente o conflito contra os humanos. Se Avatar nesse climax final apostava as fichas todas na acção recorrendo a muitos elementos de Pandora, aqui sente-se efectivamente o mesmo mas em menor escala. Contudo é no lado mais pessoal e no “ajuste de contas” estabelecido entre Jake e Neytiri contra Quaritch que o filme eleva deixando uma tensão no ar muito presente que nos deixa colados para saber o que acontece aseguir.

Lê mais:  Avatar | A aventura épica da James Cameron regressa às salas de cinema
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É exactamente na última hora do filme que Cameron transporta toda a carga dramática no seu expoente máximo com as jornadas dos seus personagens fazendo assim juz àquilo que já disse atrás de ser um capitulo mais dramático, pessoal e triste. Foi aqui que o filme me fez aquele “click” de atingir mesmo no peito.

Outro aspecto que gostei foi a transição de tempo entre os dois filmes que em vez de começar logo no presente vai mostrando-nos visualmente o decorrer da vida das personagens que conhecemos ao longo dos anos que decorrem. Acaba por ser uma maneira natural de fazer a passagem de tempo que nem costuma ser recorrente em certas sequelas recorrerem a essa forma, partindo logo para o presente com apenas breves explicações.

Personagens

Desta vez temos um leque de personagens novos, seja os filhos de Jake, ou mesmo a Tribo dos Metkayina, entre outros ao longo das três horas de filme, e aqui neste ponto do O Caminho da Água supera o primeiro filme ao fazer um desenvolvimento mais a fundo nas personagens que já conhecemos de 2009 como nas novas que são apresentadas. Gostei muito da prestação de Zoe Saldana como Neytiri que apesar de achar que ela teve muito menos screentime aqui, as suas cenas foram completamente eficazes e certeiras puxando ao máximo das emoções à flor da pele da própria mas também o seu lado materno e protector. Neytiri especialmente no terceiro ato do filme fez-me até ficar com medo da personagem em que o seu “instinto animal” vem mais ao de cima.

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De destacar também a componente “familia” aqui presente e a preocupação de Jake em mantê-la unida pois se no primeiro filme ele era um soldado, aqui tem muito mais a perder e por isso deu para desconstruir essa firmeza e confiança do próprio. Mas Quaritch (interpretado novamente por Stephen Lang) leva a taça desta vez a regressar do “inferno” como ele próprio diz.

A decisão de trazer de volta Quaritch podia ter corrido mal, sendo um pouco rebuscada, mas acho que foi feita com nota positiva trazendo até novas camadas para este novo “eu” ao melhor estilo Sci-Fi de James Cameron. Não falo só do fisico, força e resistência na sua versão Navi, o que lhe dá mais peso e desafio como vilão, mas sim na própria personalidade sendo a cena do crânio e a simbologia ali metida talvez a minha preferida do filme. É um personagem que suspeito que veremos novas abordagens nas próximas três sequelas da saga (talvez até meio inesperados que já ficam plantados aos poucos aqui).

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Contudo, Spider para mim foi um personagem novo meio conflituoso em que não dá para ler totalmente pois certos comportamentos e atitudes do próprio não condizem com a urgência da situação do filme ali pelo meio. Só consegui gostar mais dele no terceiro ato do filme que aí sim senti que ele teve os pés assentes na terra e este conflito faz lembrar o personagem Mac de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal num ponto ou outro.

Luís Coelho: Mais uma vez é abordada a questão da adaptação a um novo espaço, mas desta vez Sully terá de abandonar a sua lenda, de modo a poder ser aceite por uma nova cultura. Contrariamente ao anterior, dei por mim a perguntar onde é que a história me ia levar, que personagens é que ia conhecer e que aspeto novo do planeta ia descobrir. A descoberta dos costumes dos Metkayina é muito bem executada, com muitos momentos para as personagens (e nós, espectadores) absorverem algum novo aspeto desta estranha cultura.
As personagens são interessantes e realmente é interessante ver como estas reagem às situações com as quais são confrontadas. A única exceção é Spider Socorro. A ideia da personagem é bastante interessante, um humano que cresceu em Pandora, sem conhecer a própria família biológica e cuja companhia é a dos seus “inimigos”, é uma ideia bastante interessante. Infelizmente, o espectador passa os primeiros dois atos desta película a questionar todas as suas ações e motivações. Ainda assim, a melhor personagem continua a própria Ey’wa.
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Quero dar destaque às atuações que, na sua maioria, são boas e passam todas as emoções que a cena precisa naquele momento. Mas a minha salva de palmas vai mesmo para a Zöe Saldaña, que interpreta mais uma vez a personagem Neytiri, par romântico de Jake Sully. Esta é uma personagem que, apesar de um pouco apagada neste capítulo da história, protagoniza algumas das cenas mais agoniantes e tristes do filme, não havendo membro da audiência que não fique indiferente relativamente á sua dor enquanto mãe e nativa de Pandora. Em cenas de mais intensidade dramática, Saldaña consegue expor emoções entre linhas apenas com o seu tom de voz ou com um olhar mais intenso.

Banda Sonora

Ricardo Salavisa Simões: Este era um dos aspectos que mais ansiava por ouvir, mas deixa-me igualmente intrigado por saber como seria o resultado final dado a tragédia em 2015 com o falecimento de James Horner que compôs o primeiro filme. No final, acho que Simon Franglen esteve à altura do desafio, conseguindo captar a essência de Horner mesmo que reutilizando alguns dos seus temas principais (decisão que eu achei acertada para manter uma familiarização musical durante o segundo capitulo de Avatar). Pessoalmente não gosto muito de quando de um filme para outro, seja em qualquer saga imediamente o compositor muda e o seu estilo musical também, e tanto no trailer como aqui no filme esse medo evaporou-se ao continuarem o “feel” de 2009 muito característico, o que por si só já era uma tarefa em mãos difícil para Simon.

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Pontos extras também para Zoe Saldaña que teve oportunidade de cantar uma canção “The Songcord” em linguagem Navi para o filme, e que é utilizada em cenas distintas mas bem emotivas pois foi uma forma de aproveitar ainda mais o talento da atriz. E ainda The Weeknd com a canção “Nothing Is Lost (You Give Me Strength)” que serve de música tema de créditos para o filme utilizando um pouco do trabalho de Simon Franglen como background. James Cameron parece que aqui nesta última parte vai trazer de volta uma tradição do Peter Jackson nos filmes da Terra Média em que cada filme tinha o seu próprio tema musical durante os créditos.

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Aspectos Técnicos

Luís Coelho: O que nos leva, inevitavelmente, aos efeitos especiais. Afinal de contas, Avatar foi um marco dos efeitos especiais, não haveria hipótese de o departamento de efeitos especiais dececionar. E não dececionou. Em mais de um momento esqueci-me de que muito do que estava a ver tinha efeitos especiais. Foi uma coisa sem explicação. A pele das personagens tem poros. Os cabelos fogem dos seus penteados. As criaturas possuem uma textura representativa do seu espaço. Sem contar, claro, o design dos Na’vi, que, muito mais do que no filme anterior, é muito mais individual. Nunca o uncanny valley foi tão desafiado como aqui.
Realmente, não havia melhor altura para voltar a Pandora. Cameron, mais uma vez, retrata um paraíso ambiental, onde a natureza impera e a sua beleza está à vista de todos. Se em 2009 o realizador nos apresentou a um paraíso tropical perdido nos céus, com vastas florestas repletas de animais extraordinários, em 2022 esta visão expande-se aos mares. Estes oceanos estão repletos de diversos tipos de peixes, baleias, tubarões, corais e outros tipos de vida aquática que, apesar de incomuns ao homem, são verdadeiramente Na’vi. Mas este paraíso está mais dividido do que nunca, tanto territorial, como socialmente. Territorial, já que o expectador tem a chance de experienciar os costumes dos Metkayina, e socialmente, já que não são apenas os humanos que discriminam os Na’vi. Já tínhamos tido um vislumbre disto no primeiro filme, através de alguns comentários por parte dos humanos, incapazes de distinguir os Na’vi entre si. Agora vemos o oposto, onde a distinção entre eles é motivo de desacatos e alguns comentários e atitudes preconceituosos.
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Um dos destaques deste filme é o clã da água. Os Metkayina são claramente influenciados pela cultura Maori da Nova Zelândia e Austrália. Não só pelas suas tradições e costumes se prenderem muito ao mar, mas também é visível no seu incrível design. Mais uma vez, é uma expansão incrível de universo. Já estamos habituados ao design dos Na´vi. Este clã de Na’vi possui tons de pele mais claros, antebraços mais cheios e uma cauda adaptada ao meio aquático. Não obstante, continuam Na´vi e continuam conectados com Ey’wa, mesmo que a sua conexão seja feita através da água. É muito bonito.

Ricardo Salavisa Simões: Desde 2009 tem havido sempre o debate de Avatar ser mais sobre os efeitos especiais do que uma história complexa o que não é uma mentira mas também nunca foi um ponto negativo. Para James Cameron, o cinema sempre foi também sobre o entretrenimento, a experiência de assistir ou viver um filme e sairmos um pouco do nosso mundo. Em Avatar: O Caminho da Água ele volta a presentear-nos com um trabalho incrivel nesse aspecto técnico com toda uma sensação de que tudo aquilo em Pandora é real. Mas um realismo em que acima de motion capture ou paisagens, os próprios pormenores parecem reais.

A pele dos Navis em 2009 por exemplo já parecia palpável e fresca ou até mesmo do resto da fauna e flora à volta, e aqui por exemplos com os Tulkuns as formas, as texturas e até mesmo o interior de um deles parece tudo muito real. Numa atualidade em que a abundância de efeitos especiais nota-se cada vez mais e isso tem as suas repercussões, há ainda aqueles que se destacam quando tiram-nos completamente da ideia que aquilo é falso ou digital.

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E dando um excelente disso volto atrás no tempo em 2006 com o personagem Davy Jones de Piratas das Caraibas, pois assim como em Avatar resume tudo aquilo que disse atrás. Ainda no aspecto técnico realço só um ponto negativo que pode incomodar algumas pessoas que é a questão dos 48 frames por segundo pelo menos nas versões IMAX 3D. Em alguns momentos incomodaram-me, pois notava-se a diferença na fluidez em cena (especialmente em algumas entre humanos) o que pode distrair um pouco do filme quando não está aplicado mesmo que em compensação principalmente nas cenas aquáticas esteja extremamente fluido.

Para uma projeção de três horas de filme com óculos 3D pelo meio, isto pode cansar a vista de algum público e seria melhor se o filme estivesse convertido totalmente e não apenas em cenas especificas que para alguns não será problema mas para outros (gamers até) vão identificar logo.

Considerações Finais

Luís Coelho: Acho que o melhor elogio que posso dar a este filme é o seguinte: para quem não era fã do universo de Pandora há uns meses atrás, agora estou rendido. O Caminho da Água apresentou tudo aquilo que eu não sabia que queria ver, e um pouco mais. A história é envolvente e interessante e com certas lacunas a ser preenchidas no próximo filme. Admito que gostava que este filme fosse um pouco mais fechado, mas não foram estes buracos na história que me tiraram do filme. Nem das histórias das personagens, que estão mais interessantes que nunca. Sem contar, claro, com os efeitos especiais abismais. Tens de comer muitos Danoninhos, Marvel, se quiseres brincar aos efeitos especiais como gente crescida! Mal posso esperar por voltar a Pandora.
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Ricardo Salavisa Simões: Mesmo que o “O Caminho da Água” repita algum do formato do seu antecessor, novamente foi lançado numa altura certa por duas razões. A primeira sendo uma lufada de ar fresco no meio de uma era de overdose do género de superherois no cinema que continua a dominar as massas mas pecando na criatividade e paixão em alguns dos seus projectos. E a segunda é que este filme lembrou-me muito a situação da guerra da Ucrânia quando vemos na perspectiva das tribos Navi e da familia de Sully a tentar manter-se unida mesmo com a destruição à sua volta sendo lá está “familia” um tema chave aqui.

O tempo de espera de 13 anos pode ter deixado algum público perder o interesse, mas nem todos os dias vemos um criador demorar tantos anos a fazer aquilo que realmente quer, do jeito que quer, sem interferência de estúdio e ao ponto de querer esperar para poder trabalhar com as ferramentas e tecnologias certas que permitam trazer a qualidade que deseja especialmente em filmagens aquáticas neste 2. Não falamos claro de um só novo filme mas sim quatro em geral sendo feitos ao mesmo tempo.

Goste-se ou não, dou todo esse crédito ao James Cameron e mal posso esperar pelos próximos capitulos.

CONCLUSÃO
Se já gostavam do anterior em 2009, também vão gostar do novo e vice-versa
8
Cinéfilo, gamer, cosplayer e ainda adorador de praia, piscina e tudo o que envolva água, e cenas aquáticas ao mesmo tempo que é um louco por Studios Ghibli desde gaiato. Pretende um dia voltar a pegar numa prancha de Bodyboard e recordar outros tempos de preferência sem tubarões do Spielberg pelo mar.
avatar-o-caminho-da-agua-analise-em-conjunto Avatar: O Caminho da Água é uma sequela que valeu a pena a espera e deixa num mood já a querer Dezembro 2024 pelo próximo. Assim como Harry Potter, é uma saga que parece que vai pelo mesmo formato de cada capitulo ter o seu inicio, meio e fim mas deixar sementes para os próximos e algumas questões no ar. Histórias simples não significam que sejam filmes maus e estamos a perder cada vez mais essa noção nos dias de hoje.