Fazem quase 5 anos que pudemos jogar pela primeira vez Cuphead, um videojogo que emana uma sensação retro sem igual na indústria! Ora, tal foi o sucesso da primeira aventura da MDHR, como analisado pelo meu colega Bruno, que desde então já vimos sair uma série animada na Netflix e, embora estivesse planeado para sair mais cedo, fomos finalmente presenteados com o lançamento do DLC: The Delicious Last Course!

Antes de falar sobre o DLC em si, vi uma entrevista feita ao director da MDHR e gostava de deixar uma resposta a uma questão sobre o adiamento do lançamento vincada nesta análise:

“A saúde mental teve de ser uma prioridade, levando o tempo que fosse necessário, especialmente nos últimos dois anos. Dizíamos, “se o jogo demorar mais a sair, demora mais. Não queremos saber.””

Com uma indústria recheada de trabalhadores cuja sanidade mental se esgota incessantemente, não só pelo abuso que recebem nas redes sociais como por má gestão por parte dos chefes de equipa, creio que esta citação surge que nem um raio de luz no meio de tanta escuridão. Siga para o DLC!

Como já referi, passaram-se quase 5 anos desde que Cuphead saiu, o que significa que a porção de jogadores que jogou assim que saiu, sentiu alguma necessidade de ir desenferrujar as suas capacidades de forma a prepararem-se para mais níveis de alta perícia e concentração. Posso dizer-vos que acabei o jogo pouco antes de o DLC sair e ao fazer o primeiro nível (cerca de 2 dias depois de passar o último nível do jogo base) senti-me bastante enferrujado tais eram as novas mecânicas, portanto não temam, estamos todos no mesmo barco.

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Basta terem concluído a 1ª ilha para ganharem acesso ao DLC, este apresenta-se na forma de um NPC que vos indica que precisam de viajar, pois a Ms. Chalice necessita da nossa ajuda. Após uma curta introdução em forma de cutscene sabemos que a Ms. Chalice descobriu uma forma de sair do plano astral de vez, mas precisa da nossa ajuda a reunir os ingredientes para entregarmos ao padeiro de forma a que este execute a receita necessária.

Desbloqueamos de imediato um charm que nos permite jogar com a Ms. Chalice, tendo esta um tutorial dedicado, pois traz um leque de ações que não eram possíveis com Cuphead e Mugman. Ms. Chalice traz consigo 4 vidas iniciais, consegue fazer parry através de um dash no ar, é invencível enquanto rebola e consegue fazer um duplo-salto. Para além destas adições, ao chegarmos à Inkwell Island IV ganhamos acesso a novos produtos no Porkrind’s Emporium, sendo que existe uma relíquia que vai dar jeito no final do fim do jogo, e mais não digo para não estragar a surpresa.

Lançamo-nos então aos 5 bosses que possuem os ingredientes necessários para “puxarmos” Ms. Chalice permanentemente para fora do plano astral. Estes mantêm a mesma estrutura dos tradicionais, tendo várias fases mas não sendo tão difíceis como os originais, pelo menos eu tive mais dificuldade a habituar-me à jogabilidade da Ms. Chalice do que a derrotá-los, e não sou assim grande espingarda. Para alegria de muitos, alguns dos bosses são ideias que a MDHR não implementou no jogo original, mas que vieram a público e os jogadores gostaram tanto que a equipa (felizmente) lá decidiu colocá-los no jogo!

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Para além destes 5 encontros encontramos ainda King’s Leap: um castelo governado pelo King of Games onde teremos de passar vários desafios utilizando apenas o parry. Isto ajuda a refrescar entre níveis e não têm nem metade da dificuldade de alguns bosses. No fim de cada desafio somos recompensados com moedas e desbloqueamos o desafio seguinte até terminarmos todos. King’s Leap é acessível através de um escadote que se desenrola do céu, aparecendo em várias zonas da ilha.

O DLC no geral não é muito grande, mas só a quantidade de novas animações, diversidade de níveis e a introdução de uma nova personagem jogável servem para nos sentirmos mal por pagarmos tão “pouco”. 7,99€ é praticamente dado para este conteúdo, que embora não seja extenso, tem uma certa dificuldade a ser completado ao máximo (entenda-se, 100% ao invés de simplesmente derrotarmos o último boss).

Já falei das animações mas volto a falar porque realmente merecem. Não só trazem mais designs vibrantes e cativantes como ainda jogam com a banda sonora em certos bosses. Exemplificando, num dos níveis temos um gramofone a tocar com o boss a dançar à volta deste, e à medida que lhe vamos acertando, vemos várias ondas musicais a rodar no ecrã, sendo que de tempo a tempo a música distorce, e com isto, certas cordas também distorcem, obrigando-nos a desviar.

Agradecemos à popagenda e à MDHR por nos terem disponibilidade uma chave para análise.

CONCLUSÃO
Merecedor
9.6
cuphead-the-delicious-last-course-analiseNuma indústria em que várias empresas utilizam DLC como maneira predatória de agarrar os consumidores, a MDHR certificou-se que todos os cêntimos pagos valeriam a pena e devo admitir que não desiludiram. Cuphead prolonga a sua aventura com mais uma personagem jogável, estabelecendo uma nova base para futuras iterações, ficando nós ansiosamente à espera. The Delicious Last Course demorou mas chegou com imenso (e bom) conteúdo e amor da MDHR, e no fim, é isto que nos interessa.