A série de videojogos de simulação japonesa A-Train pode passar despercebida aos olhares ocidentais, mas a sua influência ainda se sente nos dias de hoje. A-Train III lançado em 1990 traçou muitas das convenções que influenciaram Sim City entre outros. O facto que a série tem perto de 20 títulos lançados, que provavelmente desconheces, é bem representativo do quão fora do radar este comboio realmente está. Nesta crítica vamos colocar o nosso olhar à entrada mais recente desta franquia, A-Train All Aboard! Tourism, exclusivo para Nintendo Switch.

Somos colocados com a responsabilidade de desenvolver uma companhia de caminhos de ferro, ligando vários pontos e localidades umas com as outras. Apesar da premissa fazer lembrar outros jogos de simulação de companhias de transporte, como a série de Transport Tycoon, eu diria que a jogabilidade está mais enraizada nos jogos de gestão urbana. Até temos várias personagens em estilo anime como NPCs que fazem lembrar os conselheiros da tal série da antiga Maxis.

Para fazer crescer a nossa companhia temos de desenvolver uma relação simbiótica com os governos locais. Ter em mente as zonas residênciais, turísticas… Os requerimentos impostos, eventos, etc… no nosso planeamento de construção para que as cidades se desenvolvam. Não ter isto totalmente em mente, pode ter consequência na perda de capital importante.

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Um pormenor que me surpreendeu foi a complexidade do videojogo, os fatores a ter em mente são imensos, tal como a informação acessível em forma de várias tabelas estilo Excel e um manual bem recheado. Este estilo de jogo de simulação normalmente é exclusivo ao ecossistema PC. Normalmente aqueles que apontam para várias plataformas tem mecânicas mais simples (o quão simples, depende mesmo só da série onde se inserem), talvez porque tem que se ter em mente as diferenças do hardware e dos controlos disponíveis. Talvez um factor que levou à degradação do género, no que se trata dos títulos mais sérios e o surgimento dos títulos que usam mais a paródia como tema.

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Pessoalmente um título deste tipo é bem-vindo a uma consola portátil como a Nintendo Switch, mas se olhar numa perspectiva mais crítica, levanto um pouco o meu sobrolho. Os controlos são pouco intuitivos e as funções mapeadas de formas estranhas. Botões direcionais não são usados para o seu propósito, os menus são uma dor de percorrer com analógicos e a câmara é controlada com os gatilhos, algo que nunca mais foi visto desde que os comandos passaram a ter dois analógicos. Deu-me muita vontade de tentar ligar um teclado e um rato à dock a ver se as coisas ficavam melhores…

Os gráficos são simplistas e competentes… Se estivermos a usar a vista por defeito. A-Train All Aboard! Tourism tem modos de câmara livre e outro onde podemos prender-nos ao comboio para viajar com o mesmo. Isto não acrescenta absolutamente nada ao jogo, é daquelas coisas que se perde 2 minutos e depois nos fartamos. É algo que cola à nossa frente, o quão maus os gráficos realmente são, e dá uma ideia extremamente errada da qualidade do videojogo e, infelizmente, causa uma má impressão aos membros do público que pudessem ficar interessados.

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A-Train All Aboard! Tourism está disponível para compra na eShop da Nintendo Switch.

Conclusão da Análise
Pouca Terra
7.1
Sou um mago vermelho da cromice, sou fanático de todos os média mas mestre em nenhum. No entanto os meus pontos estão alocados principalmente para os videojogos. Ao contrário do que é esperado da minha laia, eu adoro o ar livre, principalmente do campo. Adoro esticar as minhas pernas e apanhar muito sol... Será que algum dia vou conseguir a minha promoção para feiticeiro vermelho?