Proveniente da mais recente adição à família Tinybuild, Hungry Couch Games, iremos hoje falar sobre Black Skylands!

A melhor maneira de descrever Black Skylands será imaginarem uma mistura entre Skies of Arcadia, Terraria e Legend of Zelda, trazendo claro, um pouco do melhor de cada um destes títulos. Na sua génese e tal como está descrito no site da equipa, trata-se de um sandbox de mundo aberto com uma temática skypunk. Então e em que é que isto se traduz?

Black Skylands 1  

Ora, encarnamos Eva Mills, irmã de Aaron e filha de Richard Mills. Estes nomes são importantes pois têm um grande impacto na história, estando esta centrada à volta da família e de como um pequeno erro requeira que uma cidade inteira se tenha de mobilizar para um sítio cujo destino é desconhecido.

Após termos a tradicional introdução à cidade e às mecânicas base, somos lançados ao mundo, não tendo qualquer limitação apenas o elevado nível dos inimigos, que nos transformarão em papa caso decidamos tentar derrubá-los. As missões são relativamente simples, na sua maioria fetch quests, misturadas com a vertente de construção que Black Skylands oferece.

Black Skylands 2  

Teremos a responsabilidade de estar encarregues da manutenção da Fathership, a nossa base, onde certos edifícios terão de ser reconstruídos após um acontecimento relacionado com a história.

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Ao mesmo tempo que vamos reconstruindo a base, teremos de lidar com os Falcons, um grupo inimigo cujos certos elementos querem manter tréguas, enquanto que outros não estão preocupados em abusar da ténue linha que pode desencadear uma guerra. A narrativa é consistente, não complexificando demasiado.

Black Skylands 4  

A jogabilidade é divertida, embora um pouco repetitiva. Acompanhados de uma visão top-down, passamos maior parte do tempo a guiar a nossa nave e/ou a guerrear contra Falcons. Temos várias armas à nossa disposição, com características diferentes, sendo que estas podem ainda ser melhoradas através de mod boxes. Aliadas às armas temos ainda um grappling hook que nos ajuda a manter em movimento entre várias plataformas, trazendo também um pouco de platforming ao jogo.

Teremos de libertar várias ilhas que se encontram cativas pelos Falcons, o que leva a que boa parte das missões passe por lá. Estas ilhas terão também um processo de manutenção, ou seja, se alguém as atacar, teremos de as defender, e com certeza irá acontecer, portanto preparem-se.

Black Skylands 3  

O jogo tem uma arte lindíssima, com cores vibrantes que caracterizam as diferentes áreas, e fundos que ajudam a dar vida ao mundo. O HUD é um pouco intrusivo, com miras enormes e informação que ao fim de um tempo podia deixar de aparecer, como os comandos para conduzir a nave (desaparecem depois de começarmos a andar mas aparecem sempre que entramos numa). A banda sonora é relativamente pacífica, exceptuando as partes com combate, onde aí o ritmo acelera de forma a acompanhar a acção que se desenrola.

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Black Skylands, para todos os efeitos, é um produto de uma equipa humilde, pelo que não o julgo com os mesmos critérios que julgaria um AAA. Não obstante, tem falhas (corrigíveis), que pelo que consegui perceber são rapidamente corrigidas pela equipa assim que são reportadas. Com uma Hungry Couch Games empenhada em melhorar, e um jogo aberto a inúmeras possibilidades, Black Skylands promete bastante.