Control é o último título da Remedy, os criadores de Max Payne, Alan Wake, e Quantum Break. Tal como os seus antecessores, é uma aventura intensa, bizarra e perturbante.

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Jesse Faden é uma rapariga de 28 anos com poderes paranormais latentes, que procura pelo seu irmão Dylan. A própria é conduzida a uma organização intitulada Federal Bureau of Control, um departamento secreto do governo norte-americano que existe desde os tempos da Segunda Guerra Mundial.

Jesse acredita que estes são os responsáveis pelo desaparecimento do seu irmão, de forma a manter a segurança de casos paranormais que persistem na sociedade, sob o olhar passivo da mesma. Contudo, o edifício da Federal Bureau of Control (FBC), encontra-se sob a custódia dos Hiss, uns seres parasitas de outra dimensão.

Devido a um rumo inesperado de acontecimentos, o director da FBC, Zachariah Trench, é assassinado, e a Service Weapon deste (uma pistola capaz de regenerar munição) apodera-se de Jesse, tornando-a na nova directora, e na responsável por parar a invasão dos Hiss enquanto procura por pistas pela localização do seu irmão.

Enquanto vasculha por todos os cantos do monumento, Jesse adquirirá mais poderes, tais como a levitação, a manipulação de mentes, e desviar-se de objectos a velocidades supersónicas. Conhecerá ainda alguns membros da FBC, abrindo a exploração e investigação das diversas áreas do jogo.

Control - Remedy

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A história desenvolve-se a um ritmo agradável e consistente. Além de dezenas de documentos que exploram a lore e acontecimentos de Control, a semelhança de Quantum Break é contada também através de pequenos segmentos gravados com actores de carne e osso, dando um aspecto que tem tanto de realista, como de bizarro e, por vezes, até cómico.

Embora Jesse seja marcada por um passado trágico, a perda do seu irmão, e encontrar-se trancada num edifício povoado por seres humanos governados por um regime ditador e demente, a própria Oldest House é o maior impulsionador da história de Control. Um vasto labirinto com centenas de escritórios, centrais subterrâneas, geradores nucleares e muito mais. Todo é uma hub enorme, a semelhança de títulos “metroidvanios” tais como o recente Bloodstained: Ritual of the Night.

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Felizmente, Jesse tem ao seu dispor um mapa de todas as áreas do jogo, que se actualiza enquanto explora as subsequentes áreas da Oldest House. Porém, torna-se mais complicada a sua conquista e exploração devido ao elevado número de hordas de Hiss, e outras ameaças.

É nestas alturas que os poderes latentes de Jesse são precisos. Além de estar munida com a sua fiel pistola, consegue utilizar praticamente todos os objectos no edifício. Este feito lapidou um dos grandes problemas deste título, ou seja, o combate com a sua Service Weapon. Este é muito limitado nos ‘padrões’ presentes. Jesse não se pode esgueirar ou abrigar-se, apenas consegue baixar-se, apontar e disparar. O mesmo é um pouco rudimentar, fazendo-me até transportar anos atrás até à jogabilidade de títulos de Playstation 2.

O mesmo não pode ser dito acerca de atirar sanitas, extintores de incêndio, computadores, e até o solo do próprio chão às fuças dos Hiss, enriquecendo e até negativando o factor negativo descrito acima.

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Também é incrível a fluidez com que Jesse consegue transitar de Service Weapons (de início temos apenas uma), enquanto levita e atira objectos, esquivar-se de balas e até manipular Hiss para lutar ao seu lado.

Como se não bastasse, tudo no cenário é praticamente interactivo, com efeitos físicos bem visíveis, criando aquele efeito clássico do tiroteio no lobby no célebre filme The Matrix. Devido a este efeito, o combate nunca se traduziu em monotonia. Por vezes, até me deparei a destruir o cenário, de tão gratificante, intuitivo, natural e “vivo” que realmente é.

O jogador pode ainda melhorar o mesmo com upgrades que Jesse utiliza nos vários pontos de Controlo, cujos actuam também como pontos de salvamento de partida. Os Hiss não só deixam recursos, como na Oldest House podemos encontrar pequenos artefactos que podem ser dispensados na troca de recursos que vão desde atribuir mais força física e poderes psíquicos, bem como melhorar e equipar melhores Service Weapons.

Também é possível obter alguns destes através da exploração e destruição dos nossos inimigos, estes são aleatórios, felizmente os seus escalões podem ser melhorados.

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Graficamente, Control é um espectáculo visual tremendo! Usando tecnologia de Ray Tracing de ponta presente na gama RTX da Nvidia, as sombras, reflexos, arestas de luzes, espelhamentos e até a destruição de cenários, permitiram um realismo sem paralelo, encontrado em mais nenhum título desta geração e que me entusiasmou por esta ser utilizada doravante na próxima. Embora Control seja visto como uma jogada de ‘marketing’ da Nvidia de forma a fomentar mais vendas, num período onde a competição está bem interessante, acreditem que esta tecnologia faz um mar de diferença no mundo de Control. Tudo é mais rico em detalhe e, diria até mesmo, único.

Inexplicavelmente e durante as conversações os modelos de personagens, não apresentam este cuidado. Os modelos e expressões parecem-me sem vida. Por vezes, até as bocas não coincidem com as falas.

A respeito de banda sonora, embora seja minimalista devido a sua própria natureza, surge nos pontos-chave de Control. De respeito é mesmo o trabalho dos seus actores que conseguiram polvilhar vida nas suas personagens. Um dos meus favoritos foi o Dr. Darling, um génio que se encontra manipulado pela FBC e por si mesmo preso a uma realidade, simplesmente por achar-se um génio acima de qualquer outro.

Control encontra-se disponível para as plataformas PlayStation 4Xbox One e Windows.

Conclusão da Análise
Fantástico!
8.5
Veterano nestas andanças, acompanhou de perto a guerra entre a SEGA e Nintendo, e sonha um dia com o regresso da estrela cadente Ristar.

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