Hoje trago-te mais um momento VR. Desta vez, a aventura passa-se no espaço, a bordo de uma nave de combate inter-galáctica. Vamos então explorar o End Space e saber se esta aventura espacial é digna de se jogar.

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Desenvolvido pela Orange Bridge Studios Inc., End Space leva-te a uma aventura missionária, pelo controlo do Sector Tartarus. Para tal, tens que entrar a bordo da tua nave, Minos Starfighter, e erradicar os teus inimigos pelo espaço fora.

Em papel, isto poderia dar uma boa história, mas infelizmente não é isso que acontece. A narrativa não é forte o suficiente para se destacar. A história, com cerca de 3 horas, não chega a satisfazer, sendo que o destaque sempre esteve mais envolvido no gameplay do que propriamente nas falas. Mas isso não é muito mau, pois se fores daquelas pessoas que só querem é jogar, não tens que levar com longas sessões de conversa.

Uma agradável experiência de jogo, mas com perturbações

O gameplay em End Space baseia-se em missões. Á medida que realizas uma, desbloqueias a seguinte, e por aí fora. Sim, só isto, simples e conciso. Assim que seleccionas uma das missões, ouves o briefing, dado por um dos soldados e logo de seguida partes para a missão.

Assim que entras no espaço pela primeira vez, notas um grande choque, pois a posição da tua mira define a direção para onde a tua nave se desloca. Além disso, o teu comando, caso se trate de um comando com acelerómetro, podes controlar a mira dos teus misseis. Estas duas combinações são quase perfeitas, mantendo-te imergido dentro do jogo. No meu caso, para dar ainda uma experiência de imersão ainda maior, sentei-me a jogar numa cadeira giratória, o que deu uma sensação espectacular! Contudo, se não és pessoa de muita tecnologia, podes simplesmente pegar num comando normal.

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Seja em que comando estejas a jogar, tu chegarás a ter algum enjoo durante várias missões. Isto porque em algumas vais estar a fazer loops à caça dos inimigos, ao mesmo tempo que te tentas desviar. Apesar disto acontecer de vez em quando, esse enjoo dura por pouco tempo.

A nível de armas, estas podem ser melhoradas, comprando upgrades com o dinheiro que recebes por concluir missões. Apesar de serem muito poucos, os developers já anunciaram que vão lançar mais upgrades para a nave no futuro. Isto aplica-se também à armadura da nave. E falando nisso, há algo que de certa forma me decepcionou: o feedback do dano.

Durante as batalhas, a tua nave inevitavelmente recebe dano inimigo, não és nenhum ninja. Mas o que me dá aflição, é o facto de não existir um feedback motor ou visual desse dano. Senti a falta de uma vibração no comando, para me alertar de que acabei de levar com um missil, ou até mesmo um abanão na nave. A única coisa que reparo é nos vidros da minha nave a racharem-se. A interface referente às defesas da nave também não ajuda muito, pois estou demasiado focado na batalha.

Visuais e Performance

Nesta versão de End Space, optimizada para os Oculus Quest, é possível ver que a sua apresentação continua com bom aspecto, mesmo notando os downgrades. Contudo se há algo que me deixou de nariz torcido foi a intro do jogo. Esta estava com uma qualidade mesmo fraca, podendo ver “artefactos” por todo o lado. Compreendo que isto seja pelo facto de se tratar de um video 360, mas isto pôs em causa a minha primeira impressão do jogo.

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Em termos de performance, posso dizer-te que o jogo corre bastante bem, com muito poucas situações comprometedoras. Mas em termos de música, esta fica muito aquém do esperado. Querendo ser muito directo, o audio que ouço quando ligo os propulsores para avançar com a nave está mesmo mau, como se este estivesse “rebentando” com má qualidade. De resto, os outros sons e musica estão ok, sem grande espirito, dando apenas para acompanhar o gameplay.

End Space está disponível nas plataformas Oculus, Gear VR, PlayStation VR e Steam VR.

Conclusão da Análise
Bom
6.5
Um fanático por Nintendo, de nome "Nintendista", que procura mostrar ao mundo o lado mágico da empresa que o acompanhou durante toda a vida.