A segunda entrada da série Hyrule Warriors já chegou à Nintendo Switch, prometendo levar um pouco mais do mundo de The Legend of Zelda: Breath of the Wild, agora com a formula Musou, recheado de acção e aventura! Mas será que o jogo correspondeu às nossas expectativas, ou até mesmo as superou? É isso mesmo que vamos descobrir!

A História em Hyrule Warriors: Age of Calamity tem inicio no meio da grande batalha contra o Calamity Ganon, onde Link e Zelda lutam com as suas últimas forças para o derrotar, na tentativa de restaurar a paz. Zelda, ao activar os seus poderes, de certa forma desperta um pequeno Guardian, guardado numa caixa, no Castelo. Este pequeno ser mecânico, ao presenciar toda aquela destruição soube o que tinha a fazer: e para meu espanto, este toca uma melodia que abre um misterioso portal. Num último instante, antes de ser eliminado por um Guardião invasor, o pequenote entra no portal, regressando ao passado, na tentativa de avisar a princesa Zelda do tempos que se avizinham.

Com isto, uma nova linha temporal é criada, na qual toda esta aventura é focada. Mas será nesta nova linha temporal que Zelda e Link serão vitoriosos? Por cá ficarei de boca fechada!

Hyrule Warriors Age of Calamity 2  

Dado que inicialmente pensava que esta linha temporal estava directamente ligada aos eventos de The Legend of Zelda: Breath of the Wild, estava de certa forma a prever quase tudo o que se iria suceder. Contudo, dado que o pequeno Guardian se encontra numa nova linha temporal, eventos da história alteraram-se, dando-te algo verdadeiramente novo, ou até mesmo, uma história nova.

O mais agradável na história é ver novamente os grandes Champions e as suas ligações com Link e Zelda, nas várias sequências cinematográficas (cutscenes) que surgem entre missões. E dado que isto tudo acontece 100 anos antes dos eventos de Breath of The Wild, ver algumas personagens como a Impa mais novas é algo sempre muito curioso e interessante de se ver!

O conceito de jogo a que já estás habituado

Se já estás familiarizado com o conceito musou, ou com o jogo antecessor Hyrule Warriors, então este jogo não te vai parecer estranho. O conceito passa por realizares missões, obedecendo a determinados objectivos que vão surgindo ao longo das batalhas. Estas passam por levar determinados aliados a um ponto especifico no mapa, a teres que eliminar centenas, ou até milhares de inimigos! Este é não só um belo método para aliviar stress como também um indutor de cãibras nos dedos de tanto pressionar nos botões.

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Hyrule Warriors Age of Calamity 1  

Ao longo da aventura podes contar com uma mão cheia de personagens do mundo de Breath of The Wild. Zelda, Impa e os quatro Champions são apenas algumas das forças com que podes contar. Cada um tem uma maneira bastante distinta de se jogar, com combos e habilidades secundárias aliciantes. Um poderoso espetáculo visual!

Ainda que não possas jogar a tempo inteiro, haverão momentos onde poderás jogar com as míticas Divine Beasts, para uma onda de destruição massiva!

Para além das missões principais, o jogo presenteia-nos com missões secundárias, onde és convidado a resolver vários desafios, como derrotar alguns Bosses dentro de um tempo limite, derrotar um determinado número de inimigos, escoltar aliados, entre outros. Mas isto não termina aqui! Com os materiais que vais recebendo das missões e de inimigos derrotados, podes utilizá-los para desbloqueares mais combos de ataques as tuas personagens e corações, ou até novas receitas que poderás confeccionar antes de cada missão, que te dará efeitos benéficos no campo de batalha! Agora imagina isto tudo espalhado num mapa gigantesco, é muita coisa para fazeres num só jogo!

Cada personagem tem um leque de armas disponíveis que vai ganhando como recompensa. Estas poderão ter alguns efeitos benéficos em combate, como por exemplo mais dano ao executar certos combos e, no caso destes efeitos estarem associados a uma arma mais fraca, poderás ainda manipular esses efeitos, transferindo-os para outras armas. Ainda assim, no caso de teres alguma arma favorita, poderás ainda melhorá-la, fundindo-a com outras, melhorando o seu ataque e em certos casos ganhando efeitos.

Os problemas que carecem de melhorias

No que toca à performance, é aqui que Hyrule Warriors demonstra dificuldades. Para além da taxa de frames ter sido reduzida para 30, quando comparado com o seu antecessor, que possuía uma taxa média de 50 frames, este ainda apresenta quebras regulares que vão para baixo dos 30 frames, contribuindo para uma má experiência de jogo. Contudo, e estranhamente, o jogo parece funcionar melhor em modo portátil, possivelmente pelo facto de o jogo carregar texturas com menos qualidade e menor resolução.

Hyrule Warriors Age of Calamity 3  

Se há desilusão ainda maior, é o seu modo multijogador. O opção de poder partilhar a experiência de jogo com alguém é fantástico, pelo menos em papel (e desde que tenha um par de Joy-Con ou Comando Pro adicional). No entanto é aqui que de imediato sentes as quebras de frames constantes, e que vão ainda mais além do imaginário. A isto associa-se a dificuldade em ver determinados elementos do jogo, como a barra de vida dos Bosses, devido ao ecrã ser dividido horizontalmente.

Algumas animações também não se encontram no seu melhor. Por exemplo a acção de desvio de Link está bastante seca, parecendo quase um sapo a desviar-se. 

Contudo, não podemos só focar-nos no negativo. Hyrule Warriors: Age Of Calamity apresenta-nos um fantástico mapa mundo, que acolhe tudo que temos disponível para fazer, bem como também uma artwork divinal para as personagens do jogo, acompanhadas de uma descrição sobre cada uma delas, relembrando o seu propósito no mundo de Breath of the WildE como já referi anteriormente, as cenas cinematográficas (cutscenes) estão muito boas, criando um maior impacto no jogador, despontando sentimentos e emoções que não seriam possíveis através de uma simples parede de texto no meio de um gameplay.

Hyrule Warriors Age of Calamity 4  

A música também outro um dos grandes pilares do jogo, elevando a experiência para algo verdadeiramente brilhante e emocionante. Certamente, se já jogaste The Legend Of Zelda: Breath of the Wild, vais notar certas peças musicais do mesmo, ambientando-te num dos mais belos mundos de Hyrule! Em relação a outras faixas, sem dúvida que convivem perfeitamente com as já mencionadas, não causando estranhamento ao passar de uma faixa para a outra nos vários momentos do jogo. No que toca à dobragem de personagens, podes contar com a mesma equipa de Breath of the Wild, ou pelo menos assim o achei. Contudo, estando disponível a língua japonesa (como áudio) neste jogo, dei preferência ao mesmo, pois estranhamente gostei mais destas vozes do que das Inglesas. A fim ao cabo, será tudo uma questão de preferência pessoal.

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Hyrule Warriors: Age Of Calamity já se encontra disponível em exclusivo para a família de consolas Nintendo Switch.