Quando iniciado Jet Kave Adventure pela primeira vez na Xbox Series S ficou, imediatamente, aparente a paixão que a equipa 7LEVELS detém por títulos tão imensamente populares como Donkey Kong Country. Não é surpreendente, tendo em conta a (curta) biografia do grupo referir o objectivo de criar jogos de alta qualidade com os fãs da Nintendo em mente. Independentemente do que dizem ou apregoam falta, claro, reconhecer se o produto faz jus à intenção empregue.

Jet Kave Adventure narra a história de Kave, um neandertalóide aparatoso e protagonista altamente improvável. Este homem pouco evoluído, ex-chefe da sua aldeia, encontra, após uma caçada falhada, um jet pack depois de um confronto quase mortal com um alienígena. Acontece que esta raça forasteira deseja furtar uma fonte de poder escondida num vulcão. Um problema, pois este acontecimento irritará o vulcão, resultando numa implosão mortífera para o povo de Kave. Cabe a este homem das cavernas a árdua tarefa de salvar o dia, um nível de cada vez. Esta narrativa vai sendo demonstrada através de algumas sequências cinemáticas, tanto dentro da jogabilidade como fora, através de pequenas pinturas animadas.

Por falar em níveis: estão disponíveis mais de trinta pequenas aventuras que duram, sensivelmente, dez minutos cada uma. Acompanhadas com uma banda-sonora decente, sem grandes pontos a destacar, todas elas estão desenhadas à volta da engenhoca que Kave carrega às suas costas, permitindo vários cenários inventivos cujos desafios estão relacionados com uma ou outra mecânica do aparelho futurístico. Um dos níveis, por exemplo, vê Kave a ser propulsionado de uma ponta à outra, evitando obstáculos pelo caminho. Infelizmente existem dois ou três níveis em particular, onde Kave controla uma asa delta, em que o esquema de controlo não parece estar bem refinado; várias foram as mortes injustas.

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Felizmente controlar a personagem principal é um mimo. Como o neandertal ágil que Kave é, nenhum obstáculo é demais para o seu atletismo. Libertador é a melhor palavra para descrever o seu controlo. Todas as suas acções são flexíveis e naturais, permitindo um progresso divertido e constante durante os níveis. Exclusivo ao título, claro está, é o jet pack mencionado inicialmente. Este tanto permite pairar no ar como voar de uma ponta à outra num ápice. Com uma mobilidade por si só excelente, é natural este engenho vir com um contra-tempo: tempo de carregamento.

No entanto, com o decorrer do jogo, Kave vai coleccionando conchas para utilizar como moeda de troca antes de iniciar um nível. Por uma modéstia quantia estão abertos os bolsos a melhorias à quantidade de pontos de vida ou, por exemplo, ao alcance da arma pré-histórica. Nem tudo é um bom investimento, pois algumas actualizações, como o aprimorar do jet pack, são inconsequentes face a um título que já é bastante fácil.

Apesar de não ser um jogo exigente, o estilo artístico empregue em Jet Kave Adventure é, sendo simpático, simplista. Os visuais não impressionam e também não detêm algo característico. Toda a palete de cores utilizada é muito insípida, ficando pouco mais que se trata de um simples título 3D e nenhum elemento foge a esta regra, desde o mais pequeno inimigo até à personagem principal. Nota-se de longe que a equipa 7Levels beneficiaria de um orçamento muito maior, dado que a sua competência para jogabilidade está mais do que comprovada.

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Terminada a aventura principal é desbloqueado um modo “Arcade” que é consequentemente mais difícil, e utiliza um sistema de vidas limitadas à moda antiga. Existe também um apelo para voltar a completar os níveis sob três condições diferentes: terminá-lo o mais rápido possível, apanhar todos os colecionáveis e chegar ao final sem levar dano. É uma forma lúdica de introduzir alguma vida no que é um modo história curto.

Jet Kave Adventure já está disponível para Nintendo Switch, Xbox One, Xbox Series X e na Steam para PC.

Conclusão da Análise
Jocoso
7
Desde muito cedo um confesso apaixonado pelos mundos da PlayStation e consolas Nintendo. No entanto a vida dá muitas voltas e agora o seu amor foca-se nas novas Xbox Series. Nada como paixão à primeira vista, não é verdade?