Moonlighter, desenvolvido pela Digital Sun, é um RPG de acção Rogue-like, com gráficos ao estilo da era 16-bit, e que chegará à Nintendo Switch no dia 6 de Novembro. Publicado pela 11 bit studios ainda no início deste ano para as restantes plataformas, este é um indie que não passou despercebido nos nossos radares. Não querendo perder a oportunidade de dar-te a conhecer este jogo, eis que chegou a hora de trazer-te a sua análise.

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História

Antes de mais, falemos sobre a sua história, simples e directa. Mukashimukashi (Há muito, muito tempo atrás) 5 grandiosos portais foram descobertos numa exaustiva escavação arqueológica. Portais esses, que levaram exploradores a descobrir novas dimensões e reinos absolutamente únicos, mas assombrados por monstros e bosses. Para ajudar os corajosos a enveredarem nestas masmorras, e resgatarem tesouros incalculáveis, alguns mercadores juntaram-se e criaram nas imediações, a vila de Rynoka. É nesta vila, que até hoje se insere a nossa Moonlighter, uma lojinha bem pacata que é passada de geração em geração.

Perante o desaparecimento repentino do seu antigo dono, esta encontra-se à beira da falência, pelo que cabe agora ao membro mais novo da família aprender rapidamente a gerir e reabilitá-la. No entanto, quando conhecemos Will, o nosso personagem, descobrimos que este tem uma queda especial por se meter em sarilhos e em desventuras. Will sonha conseguir desbravar os 5 portais. Feito nunca antes alcançado, e que perante infortúnios do passado, se tornou cada vez menos provável. Pois um a um, os mesmos foram selados. É no entanto com as vendas dos tesouros escondidos que consegue reunir dessas dimensões, que o nosso personagem consegue manter a loja de pé.

Assumindo o papel de um simples mercador que vende artefactos durante o dia, e envergado o fado de um heróico aventureiro durante a noite, Will não tem mãos a medir. Como disse, a história é bastante simples, e directa, deixando imediatamente o controlo nas tuas mãos.

Moonlighter

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Controlos

Tendo já experimentado jogar Moonlighter de tantas maneiras, digo-te que não é à toa que os developpers aconselham jogar este jogo com um comando. Digo-te isto, para o caso de ficares interessado em experimentá-lo num computador com o teclado. De todas as formas jogáveis, o teclado foi a forma que deixou-me um pouco desconfortável, quando comparado com os comandos Xbox, Dualshock 4, e com os Joy-Con, que tive disponíveis. Não só por uma questão de conforto, mas também porque o mapa de botões no teclado parece um pouco random.

Quanto aos controlos em si, estes demonstram-se bem responsivos e algo legitimamente satisfatórios, muito com a ajuda das animações que estão bem conseguidas. Os controlos preenchem quase todo o mapa de botões disponíveis num comando. Isto para o jogo que é, até parece exagerado, mas a verdade é que grande parte do teu tempo, estarás a defrontar monstros nas masmorras. Assim só te preocupas em andar com o analógico esquerdo, atacar, fazer dodge com o trigger esquerdo, e monitorizares o inventário de tesouros da tua mochila. Acho contudo que o tutorial inicial poderia dar-te uma melhor explicação à cerca das restantes acções que podes fazer, até porque há outras coisas que mal te são explicadas e verdade é que não progrides sem elas.

Moonlighter

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Jogabilidade

Isto para falar em jogabilidade. É neste campo que Moonlighter verdadeiramente surpreendeu-me. Tirando a história, que até sejamos francos, é dispensável, o jogo tem a oferecer-te uma experiência rogue-like em estilo dungeon crawler. Muito semelhante a Binding of Isaac, só que com um visual deslumbrante que faz-te querer passar os dias a relaxar no sofá, testando os teus skills nas masmorras. A certo ponto admito que houve uma altura em cheguei a fritar os miolos… Não só por morrer umas quantas vezes e por isso perder instantaneamente todos os tesouros que até então tinha reunido; mas porque nada te explica de forma directa como é que podes investir no desenvolvimento da vila, e consequentemente criar postos, para fazeres upgrades aos equipamentos.

Uma vez que já detenhas todo este conhecimento, Moonlighter torna-se uma espécie de rotina. Tens de conseguir trazer tesouros para venderes na loja, e ao mesmo tempo precisas de ser selectivo e encontrar determinados materiais para poderes produzir os teus equipamentos. Uma vez produzidos, mais vale dares uns enchantments antes de defrontares o boss, and you’re good to go. Tudo claro, custa um balúrdio, por isso estás sempre a revisitar as masmorras.

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Contudo é importante referir que o jogo ajusta-se conforme evoluis. Ao passo que os itens ficam mais caros, também os tesouros que arrecadas de cada nova dimensão, são mais valiosos. Outro aspecto é também os próprios equipamentos, que embora possuam enchantments, ao fazeres upgrade,  os status dos mesmos voltam ao normal. Podendo mesmo o equipamento ser muito inferior ao que tinhas com os encantamentos. No entanto, uma vez nas masmorras, começas a deparar-te com drops de equipamentos do nível inferior, pelo que sempre dá para manteres os velhos e fazeres upgrade nos novos.

Também aqui tens poções de  vida que deverás saber racionar muito bem. Mas verdade seja dita, até neste ponto tens o jogo equilibrado, pois cada masmorra tem quatro andares, cada um constituído por rooms aleatórios, e algures entre esses há sempre uma fonte que te permite recuperar vida. No caso de sentires que tens uma forte possibilidade de morrer no próximo room, podes sempre transportar te para a vila, levando contigo os tesouros até então recolhidos na masmorra.

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Arte

Com um estilo pixel art que nos remonta para a era dos 16 bits, Moonlighter apresenta-se como um verdadeiro deleite para os nossos olhos. Procurando sempre um design simples e limpo, com uma paleta cromática bem saturada, o visual do jogo é bem apelativo e rigorosamente competente. Os seus cenários, por exemplo, conseguem conter todo um detalhe, de alimentar a nossa imaginação e curiosidade. Embora o UI seja mais intrusivo, consegues ter uma ampla e esbelta visão de cada room, que te cobre o ecrã por inteiro.

Os conceitos dos monstros são criativos e bem marcantes, com uma boa diversidade de tipos de inimigos ao dispor de cada nova dimensão. Outra grande força aqui, é a animação, muito suave e rigorosa, é bem apelativa e pensada ao pormenor.

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Som

Com uma banda sonora orquestral, Moonligter transporta-nos para uma era medieval, com um ambiente mágico que pavimenta cada dimensão com a sua própria atmosfera. Cada sitio específico tem a sua própria faixa de som, pelo que como a Moonlighter é o sitio mais frequente que irás visitar, não estranhes se começares a assobiar a sua melodia. Pois esta entra no ouvido e não saí.

Moonlighter já está disponível para Xbox One, Playstation 4, e na Steam para PC, Mac e Linux, e está previsto chegar à Nintendo Switch no dia 6 de Novembro.

Conclusão da Análise
Mágico!
9.0
Apaixonada pelo mundo do cinema e dos videojogos. A ficção agarrou-me e não me largou mais! A vida levou-me pelo caminho da Pós-Produção, do Marketing e da organização de Eventos de cultura pop, mas o meu tempo livre, dedico-o a ti e à Squared Potato.