É um dos rumores mais recentes que está a invadir a Internet hoje em dia. A possibilidade de jogar jogos antigos num consola de “next gen” é um sonho para muitos jogadores, e é algo que a Microsoft têm vindo a concretizar bastante bem com as suas consolas. Porém, a Sony têm vindo constantemente a adiar esta ideia.

A verdade é que a Xbox veio a marcar a sua posição no mundo dos videojogos, com “Backwards Compability” ser a palavra chave que distingue as suas consolas das outras. A Microsoft teve muito tempo para adaptar esta ferramenta ao longo dos anos, e as suas últimas criações, a Xbox One e o projecto “Scorpio“, são exemplos perfeitos disso.

No entanto, a Sony foi se deixando ficar para atrás, limitando-se a estrear remasters ou remakes para a sua nova consola. A PS4 Pro também acabou por ser outra estratégia medíocre que praticamente servia como uma extensão da PS4, mas sem adicionar quase nada de inovador, com a excepção de ter melhores gráficos. Apesar disto, a Sony continua a vender definitivamente mais que a Xbox, mas no futuro, as suas decisões repetitivas poderão começar a desgastar-se, e a levar os jogadores a procurar outras opções…

Muitas teorias andam a circular sobre a PS5 ser a oportunidade que a Sony tanto esperou para renovar a sua marca, e estar ao mesmo nível que a Microsoft. Mas será que esta ideia poderá tornar-se mesmo real?

PlayStation 5

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Os factos e provas mais recentes

Apesar da Sony ter escondido a maior parte das suas evidências sobre a PS5 ter Backwards Compability, alguns esquemas conseguiram ser partilhados por outras fontes na Internet, e a página ocultada sobre a sua patente poderá ser vista aqui, para quem quiser saber mais.

“Um dispositivo pode ser executado em um modo de teste de temporização no qual o dispositivo é configurado para interromper o tempo de processamento que ocorre em um ou mais processadores durante a execução de um aplicativo com um ou mais processadores. O aplicativo pode ser testado para erros enquanto o dispositivo está em execução no modo de teste de temporização. ” – pode ler-se na página.

De acordo com este parágrafo de resumo e com a página de patentes da Sony, podemos concluir que a nova patente iria ter como objectivo, minimizar os erros que poderiam ocorrer quando uma consola corresse qualquer jogo, no caso de possuir um processador mais ou menos potente. Por exemplo, um jogo actual que requeira um processador mais recente teria dificuldades em correr, resultando em muitos erros gráficos e som distorcido, ou um jogo leve, ao correr numa consola de última geração, poder ter comportamentos inesperados devido à grande velocidade do processador. Esta patente é de um sistema que a Sony irá provavelmente incorporar em futuras gerações de consolas e que permitirá mais facilmente a funcionalidade de Backwards Compatibility.

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O gráfico da figura 1, foi o primeiro a ser lançado pela Sony, e mostra a maneira como a consola decide qual o processador apropriado para correr o jogo. No caso de ser um jogo do próximo “gen”, o processador será utilizado de forma normal, já no caso de uma aplicação “legacy”, ou seja, um jogo para consolas anteriores, será atribuído um processador modificado para correr o mesmo.

No gráfico seguinte, após a consola saber se o jogo é “legacy”, a mesma entra num modo para teste de tempo. Este modo define a velocidade a que o processador deve correr o jogo, permitindo que este corra da forma pretendida. Embora estes esquemas evidenciem Backwards Compability, isto não quer dizer que sejam definitivamente implementados na PS5, mas é muito provável que isto possa vir a acontecer.

Outra prova que sugere esta evidência foi o relatório da Sony no dia IR de 2018, em que foi citado que a empresa pretenderia “mitigar o impacto de ciclo de vida da plataforma comparado ao ciclo anterior”. Isto sugere que a ideia dos jogadores poderem reutilizar jogos antigos numa nova consola, poderá estar muito perto de acontecer, pois iria equilibrar o ponto de vendas dos videojogos entre uma consola antiga em relação a uma nova.

Para além disto, o facto dos chips do processador da PS4 utilizarem os mesmos da Xbox One, (ambos criados com tecnologia AMD) também significa que a sua arquitectura não se afastará muito quando a PS5 surgir no mercado, e por isso a chance de possuir Backwards Compability é ligeiramente mais alta.

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É de lembrar que também já não seria a primeira vez que a PlayStation utilizaria o Backwards Compability no seu sistema. Por exemplo, no caso da PlayStation 2, dependendo do modelo, esta conseguia correr jogos da PS1, com a desvantagem de ter de guardar o jogo utilizando um cartão de memória da PS1 e não da PS2. Alguns modelos inicias da PS3 também eram Backwards Compability, contudo estes depressa deixaram de ser fabricados por serem potenciais alvos de pirataria.

Actualmente a PS4 só oferece disponibilidade a jogos antigos através da PS Store ou do serviço da PS Now, e apesar da Sony ainda não ter confirmado o Backwards Compability na PS5, eu espero que este artigo possa-vos ter guiado um pouco melhor acerca dos rumores que envolvem esta patente.

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