O destaque desta semana vem colmatar, em parte, a lacuna existente nos platformers 3D. Adequado à data de lançamento (Halloween) nas restantes plataformas, e enfatizando o fantasmagórico, Pumpkin Jack apresenta-se com a veia de um afilhado de MediEvil.

Nota: Peço que tenhas em atenção que este jogo foi imaginado, desenvolvido e lançado por uma única pessoa.

Tudo estava bem na Terra, a humanidade vivia em paz, não existiam guerras nem fome, um pouco entediante, não? Foi o que o Diabo achou, decidindo então trazer a Eterna Noite, invocando criaturas para criarem o máximo de caos possível, perturbando assim o equilíbrio que perdurava. Em resposta a isto, os humanos pediram ajuda a um feiticeiro para travar esta investida maléfica, uma ideia que estava a correr bem, até o Diabo nos chamar à acção.

Invertendo os tradicionais papéis de herói vs. vilão, encarnas Jack, um espírito invocado para dentro de uma abóbora. A tua tarefa é simples: encontrar o feiticeiro e mandá-los aos peixes. Mas Nicolas Meyssonnier, o criador de Pumpkin Jack, engenhou várias maneiras de atrasar o nosso percurso, tanto com puzzles como obstáculos físicos.

O jogo traz bastante humor à mistura, vindo maioritariamente do corvo que nos acompanha ao ombro/cabeça. Os inimigos têm também trechos engraçados, o que ajuda a contrastar com o ambiente assustador, mantendo um tom equilibrado. Não existe diálogo, tirando o narrador, mas também considera-se o mesmo um acessório, o jogo resulta muito bem sem ele, pois limita as falas ao máximo para se concentrar no que interessa:

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A jogabilidade é bastante simples, utilizamos um único botão para utilizar a tua arma, sendo que esta pode ser uma multitude delas, mas acabam todas por ter um único combo, e esse mesmo combo não pode ser interrompido. Com isto quero dizer que se deres o primeiro golpe, mesmo que te afastes durante uns segundos, quando voltares a desferir outro, ainda será o segundo, o que por vezes não ajuda no controlo de multidões.

No fim de cada nível, encontras o tradicional boss, seguindo a mesma fórmula para todos: três pancadas e já foste. Cada boss tem a sua particularidade, variando tanto em design como em ataques, mantendo-se sempre coesos na integração com o jogo.

À medida que vais derrotando inimigos, também te deparas com bastante platforming (venham mais, nunca cansa), sendo este diverso, tanto nos obstáculos, como nas adições que pode trazer, como puzzles ou zonas escondidas. Deixo um aviso: não te aproximes da água. Não sei qual foi o feitiço que conjuraram sobre Jack, mas se tocares com uma unha num grão de areia que tenha água morres instantaneamente, portanto, um passo em falso e afogas-te em terra.

Para além destas diversões, tens ainda puzzles utilizados apenas com o espírito de Jack na abóbora, utilizando a mesma para jogar ao jogo da memória, ou marcar golos com a forma correcta (ainda bem que Nicolas é francês e sabe o que é futebol a sério). Estes puzzles estão repletos de referências à cultura pop, introduzindo ainda mais humor à mistura.

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Como já referi o tema do jogo é fortemente influenciado pelo Halloween, contrastando uma palette de cores escuras com objectos reluzentes, e acompanhado pela belíssima banda sonora de Yohan Jager, encontras um ambiente bastante imersivo. Esta apresentação visual e sonora, embora impressionante, acaba por limitar o cenário do jogo, fazendo com que certos níveis pareçam uma repetição do anterior.

Pumpkin Jack já se encontra disponível para Nintendo Switch, Android, Steam para PC, Xbox One, e agora também na PlayStation 4.