Como se dúvidas houvessem de que a Era dos Vikings está em alta no mundo do entretenimento, Ragnarock chega para se posicionar dentro do mundo dos jogos rítmicos da realidade virtual! Aqui na Squared Potato já te trouxemos Beat Saber, Synth Riders, Pistol Whip, entre outras experiências maravilhosas e bastante distintas dentro da jogabilidade rítmica, mas será Ragnarock merecedor de um lugar entre estes gigantes?

Ragnarock, assim como Beat Saber, Syth Riders e Pistol Whip, tem uma característica muito própria. Aqui o objectivo da experiência não é brincar com sabres de luz, seguir uma coreografia ou disparar tiros ao ritmo da música, mas sim colocar-te na pele de um verdadeiro baterista Viking!

Desde já deixo-te o meu “pro tip” (aquelas coisas óbvias, mas de que é necessário garantir que não te passam ao lado) de que é necessário que ajustes a altura e distância da bateria à tua posição. Parece óbvio, mas esta é uma opção capaz de passar despercebida, apesar de estar disponível sempre que inicias uma música, e, além disso, ainda pode parecer uma desculpa esfarrapada para o mau desempenho do jogador. No entanto, acredita que quer o meu 1,50m, quer o 1,74m de outras pessoas que testaram o jogo comigo, requerem uma personalização totalmente diferente para se conseguirem mover naturalmente e tocar esta bateria com todo o seu potencial. 

Ragnarock

Em termos de composição do instrumento, temos perante nós 4 tambores que recebem as nossas “marteladas” conforme o ritmo marcado pelas runas que surgem à nossa frente, de forma algo semelhante ao Beat Saber. O ritmo da nossa batida, é marcado pela sua chegada aos tambores, que por sua vez incentivam os nossos companheiros a remar a bom ritmo o nosso navio viking, sendo que, qualquer falha fá-los quebrar o passo e o navio desacelera. Tenta não falhar e logo o teu martelo irá tremeluzir e desbloquear uma batida especial. Qual Thor, nesse momento poderás bater com o martelo em dois pratos laterais e descarregar uma trovoada de energia sobre o navio, levando-o a ganhar terreno sobre o mar.

Mas para quê tanta necessidade de velocidade e ritmo? Perguntas-me tu. Pois bem, Ragnarock não é só mais um jogo que jogas a solo, ele desafia-te a venceres a corrida contra o tempo e contra os teus pares, tanto em modo PvP como remando nas tabelas de rankings do modo Solo. Podes inclusive, competir contra ti mesmo, sendo que a cada partida que faças e que superes, o jogo cria um ghost do teu gameplay, com o qual poderás competir. 

Ragnarock

Numa nota, aconselho-te a deixares sempre visível não só o teu próprio ghost, como também o ghost do jogador 5 níveis e 10 níveis acima de ti no ranking mundial. Estas são opções excelentes que te permitem sentir a competição a palpitar e incentivam-te a dares tudo de ti para melhorares cada vez mais. Tens, no entanto, outras opções, como competires com o ghost do melhor jogador da faixa musical a nível mundial… Mas é capaz de ser uma experiência um pouco desequilibrada de mais e nada incentivadora. Já no modo PvP estarás mesmo a competir contra mais 5 jogadores de toda e qualquer destreza em tempo real, pelo que o desafio poderá nem sempre ser tão equilibrado quanto se desejaria.

Mas o que realmente me puxou em Ragnarock não foi tanto a competição, devo dizer, foi a diversão, as músicas, o rock e o metal, e um ritmo que nos coloca não só a tocar mas também a dançar! Sim, dás por ti a divertires-te a tocar bateria e a dançar ao mesmo tempo em cima dela. É certo que não temos pedais com que nos preocuparmos, o que nos facilita imenso a experiência, mas é a exaltação e a adrenalina que sentes de tão boas que são todas as 24 músicas disponíveis e a experiência de as tocar, que tornam Ragnarock digno de merecer um tratamento semelhante a Beat Saber.

Genuinamente, espero ver packs e packs de novas músicas a juntarem-se à playlist onde já temos artistas como Alestorm, Celkilt, The SIDH, Sons Of O’Flaherty e tantos outros! Entretanto, caso te aborreças (sabe-se lá como) destas músicas, já tens disponível em BETA a função de criares mapas personalizados para as músicas que quiseres tocar, à semelhança do que acontece com o jogo dos sabres de luz.

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Ragnarock

Em termos gráficos, não temos tantos cenários quanto o número de músicas disponíveis, mas estes apresentam-se com ambientes variadíssimos e no estilo cartoonish a que os jogos em realidade virtual já nos habituaram. Uma coisa é certa, não tens muito tempo para os apreciares dado que tens de manter o foco nas runas que estão a chegar.

Ragnarock já está disponível em Early Access na Steam VR para PC.

Conclusão da Análise
AHOU!
8
Apaixonada pelo mundo do cinema e dos videojogos. A ficção agarrou-me e não me largou mais! A vida levou-me pelo caminho da Pós-Produção, do Marketing e da organização de Eventos de cultura pop, mas o meu tempo livre, dedico-o a ti e à Squared Potato.