Antes de começar esta análise quero apenas dizer que nos últimos 2 anos a Insomniac tornou-se numa das equipas que mais quero ver vencer, visto que estão constantemente a lançar jogos de alta qualidade, mantendo a equipa (que já são perto de 400 colaboradores) feliz. Isto sim, é um excelente exemplo a seguir em gestão de equipas.

Vamos então ao que interessa, Ratchet & Clank: Rift Apart!

Completando 5 anos desde a última entrada na saga (o maior intervalo entre títulos até agora), este excêntrico par andou escondido do mundo. Com a Insomniac a explorar novos horizontes com Sunset Overdrive, mantiveram sempre os direitos sobre o IP, pelo que os jogos desta saga saem apenas quando a equipa acha que devem sair. Isto pode não parecer tão importante quanto é, mas acreditem que faz toda a diferença uma equipa ter noção de quando é que devem trabalhar em certo IP, traduzindo-se num produto de amor motivado para os fãs.

Com 13 jogos lançados nas consolas e 1 em formato móvel, Rift Apart dá início às hostilidades dos Playstation Studios na nova geração, e com isto quero dizer que é o primeiro jogo feito unicamente para a Playstation 5 por um estúdio interno da Sony.

A história retrata Ratchet e Clank a serem separados por um rasgo que provoca sobreposição entre dimensões, o que leva a que cada um vá parar a dimensões diferentes. É através desta separação que conhecemos uma nova protagonista da saga, Rivet.

Rivet é o equivalente a Ratchet na sua dimensão, uma heroína que adora divertir-se enquanto manda os vilões para a terra do nunca. Esta tem também a sua versão do Dr. Nefarius, pondo-a assim a par da narrativa sem corrermos o risco de sobrecarregar a história. Encontrando-se entre dimensões, ambos os Lombax trabalham para colocar um fim definitivo aos planos do Dr. Nefarius.

Lê mais:  Torneio FIFA 21 PS4 – Diogo Jota Challenge | Inscrições disponíveis a 29 de Novembro

A história diverte e entretém, com início, meio e fim. No entanto, parece-me que a Insomniac talvez tenha complicado um pouco a história quando abordou as várias dimensões. Embora o jogo seja direccionado a todas as idades, a população que mais vai jogar serão miúdos, e por vezes, menos pode ser mais.

Para além da história teremos ainda missões secundárias e um modo arena para testarmos as nossas capacidades de combate. Estes modos ajudam imenso no acrescento de conteúdo ao jogo, sem o tornarem maçudo.

Graças ao potencial da nova geração temos cenários incríveis para explorar, nos maiores mundos que esta saga já ofereceu. Com uma ampla diversidade, tanto nos tons como na arquitectura, a Insomniac aproveitou ao máximo todos os cantos que os mapas oferecem.

Existem vários mundos (não especifico para não estragar a história) que tanto podemos explorar quando lá entramos pela primeira vez, como podemos lá voltar depois de terminarmos a história, portanto não se preocupem se não conseguirem algum dos coleccionáveis.

O SSD brilha neste jogo, sendo utilizado de forma fluida tanto na transição de níveis como nos checkpoints.

O combate segue o caminho dos antecessores, com inúmeras armas para utilizarmos, cada uma mais engraçada que a outra, oferecendo uma variedade ímpar no género e na saga. Para cada arma teremos uma explicação hilariante por parte dos vendedores, demonstrando como e quando as utilizar na maneira mais totó possível.

Isto torna o combate muito mais divertido, eu por exemplo passei maior parte do tempo a inventar combos com as armas para ver o que acontecia e tive umas surpresas. À medida que coleccionamos parafusos dourados iremos também ter acesso a modificações ao combate que acrescentam insanidade ao mais alto nível!

Lê mais:  Jogos PT | Caapora - Oath of the Forest retrata os efeitos da desflorestação

Existe bastante platforming para fazermos, pelo que os fãs dos truques acrobáticos não terão com que se preocupar nesta entrada!

Encontrei pelo caminho uns quantos bugs (nada preocupante) que provavelmente serão corrigidos com um simples patch. Coisas como ficar preso no ar entre caixas, um bug visual numa das personagens (provavelmente devido a estar a jogar em Performance RT, que não foi tão testado como os outros) entre outras coisas que não irritam, mas quebram o ritmo.

Num tom mais pessoal e que não afecta em nada a nota, gostava que o desvio em combate de Ratchet/Rivet fosse dinâmico, pois este tem uma distância predefinida, o que às vezes não ajuda quando temos platforming e temos de usar o desvio. A outra nota é relativamente ao duplo salto, quando por vezes quero fazer duplo salto para a frente mas a personagem fica presa a meio da animação pois “pensa” que vai ser um off the wall.

Estes pontos acima não prejudicam a experiência, sendo todos corrigíveis, mas provavelmente podem encontrar um ou outro “percalço”.

Ainda falando em termos visuais, encontramos em Rift Apart uma pérola artística. Cada mundo tem a sua própria identidade, sendo também cada mundo igualmente belo, sendo que a Insomniac se dá ainda ao luxo de carregar dois mundos simultaneamente sem prejuízo de desempenho no jogo, um feito simplesmente incrível.

Com os mundos mais vivos que nunca, teremos cores vibrantes e detalhes incríveis que dão vida ao ecrã. Podemos optar entre 3 modos:

  • Fidelidade – 4K 30fps com raytracing;
  • Desempenho – 4K com as definições visuais no máximo;
  • Desempenho com RT – 4K (checkerboard) com raytracing e visuais reduzidos (p.e. densidade)