Este ano já joguei God of War, Spider-Man, Shadow of the Tomb Raider, Forza Horizon 4Assassin’s Creed Odyssey, e bolas, a Rockstar conseguiu mais uma vez mandar grande parte desses para a escuridão do esquecimento.

Para quem já jogou Red Dead Redemption, sabem que a maior dificuldade num jogo western é arranjar algo que mantenha o mundo constantemente atractivo, não no sentido gráfico mas na forma em como o mundo interage connosco. Ora, a Rockstar deu-nos um mundo para moldarmos, e que nos molda consoante as consequências do que decidimos.

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É bastante complicado um videojogo criar linhas de sucessão de acontecimentos através de várias personagens, mas a equipa que tanto nos maravilha conseguiu mais uma vez fazer-nos sentir que realmente importamos no mundo em que nos encontramos, e que a nossa presença não é só mais uma. À medida que exploramos o vasto mundo criado pela Rockstar, vamo-nos deparando com pessoas (Strangers) que requisitam a nossa ajuda, ou que nos decidem confrontar por estarmos ali. O que fazemos despoleta uma reacção que tanto pode ser instantânea como pode acabar por nos atraiçoar uns dias mais tarde.

O brilhantismo nas mentes por trás deste jogo vem ao de cima, deslumbrando-nos com a coerência apresentada ao longo de uma jornada percorrida por nós, no corpo de Arthur Morgan. Um membro do gangue Van der Linde, liderado por Dutch, um dos membros que tivemos de assassinar no jogo que precedeu este título. A história começa a um passo lento, mas vai pegando fogo à medida que vamos avançando. O que nos faz querer mais e mais do desenvolvimento das personagens para saber de que forma terminará o seu pathos.

Red Dead Redemption 2

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Além de uma história bem contada, as personagens têm vida, têm personalidades e são genuínas. Não encontramos ali ninguém que esteja por ser um estereótipo de antigamente, todas as pessoas contribuem de certa maneira para a recriação de um ambiente western fidedigno. Quem jogou Red Dead Redemption sabe que um dos pontos fortes eram as personagens secundárias, não falo dos habitantes das cidades mas antes quem nos ajudava nas missões, valiam tanto para a história como o protagonista, e desta vez não é diferente.

Em termos visuais, encontramos aqui o topo das paisagens a apresentar em 2018, rivalizando com God of War para melhores gráficos de 2018. Red Dead Redemption 2 apresenta uma qualidade gráfica soberba, com um sistema de iluminação brilhante, criando uma sensação realista nas nossas viagens, incluindo até um modo em que o HUD desaparece completamente, deixando-nos à mercê da nossa curiosidade e memória.

Red Dead Redemption 2

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Caso tenham visto o filme Hateful Eight do excelente realizador Quentin Tarantino, vão-se sentir bastante à vontade com a temática deste jogo em termos sonoros. Os sons tocados são característicos da altura e a banda sonora cria uma sensação de adrenalina incomparável no que toca à comparação temporal com outras eras. Apenas tenho a apontar que uma música de fundo enquanto passeávamos era bastante agradável, mas nada contra o som da mãe Natureza.

Creio que um dos problemas com Red Dead são os controlos. Eu acredito que seja difícil manter um realismo coerente num videojogo e ao mesmo tempo torná-lo acessível para qualquer jogador, pelo que esperava um sistema equilibrado. No entanto encontrei algumas dificuldades em movimentar-me quando em espaços apertados ou de forma a fazer hitch ao meu cavalo. Nada que tire a piada ao jogo mas que pode ser melhorado com um simples patch.

Red Dead Redemption 2

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A movimentação em si é exímia, tanto a pé como a cavalo, os detalhes são soberbos tal como qualquer jogo da empresa, levando a que estejamos constantemente a desafiar os limites da seriedade para vermos o que podemos criar naquele ambiente que saia fora do normal. Encontramos ao longo do jogo várias actividades onde podemos testar as nossas habilidades, sejam elas natação, caça ou por exemplo o tradicional póker. Temos um mundo repleto de diversão.

Creio que um jogo triunfa quando os pequenos pormenores nos fazem ficar boquiabertos de tão incríveis que são. E aqui, posso nomear um exemplo que me deixou a rir à gargalhada. Enquanto fazia uma caminhada à noite para pensar na vida (estava muito frio e não queria ir à rua real), encontrei um grupo de indivíduos com uma roupa extremamente branca, sabe-se lá onde foram buscar lixívia para ficarem assim, a realizar um ritual característico de uma seita satânica, ora não é que encontrei os meus amigos do Ku Klux Klan? Depois de uns minutos a observá-los, dou com eles a pegarem na cruz para a transportarem e com umas desavenças, fazem com que a cruz caia em cima deles e os mate, não sou a favor do homicídio pelo que fiquei bastante feliz com dinheiro sem ter de trabalhar.

Red Dead Redemption II já está disponível para PlayStation 4 e Xbox One.

Conclusão da Análise
Mortífero.
9.8