Hoje seguimos para mais uma análise de um videojogo, destinado aos entusiastas da realidade virtual. Vamos então saber o que Red Matter nos reserva!

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Uma boa dose de Sci-Fi e Puzzles

Red Matter, desenvolvido pelos estúdios Vertical Robot, tem um nome bastante peculiar, chamando logo a atenção para algo vindo do espaço. E é isso mesmo de que o jogo se trata! Uma mistura de Sci-fi e Puzzles que te põe a cargo de uma missão ultra secreta, sob o nome de Agent Epsilon, da Atlantic Union.

O estória decorre numa base abandonada, numa das luas de Saturno. Lá tens que resolver uma série de puzzles, para conseguir progredir, ao mesmo tempo que recebes instruções do teu superior via intercomunicador.

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Conforme vais-te aventurando, o clima torna-se cada vez mais pesado, pois apercebes-te que houve um grande confronto entre os membros da equipa responsável pelo centro de pesquisa. De vez em quando, és recebido por eventos sobrenaturais, que te poderão dar uns quantos arrepios.

O único senão, é que achei a aventura um pouco curta, levando cerca de 3 horas a completar. Contudo, acredito que os desenvolvedores consigam criar a partir daqui um universo, envolvendo várias missões como esta.

Os Puzzles estão algo acessíveis. No entanto, caso sejas um/a azelha a solucionar quebra-cabeças, poderás acrescentar mais uma horinha ou duas à tua experiência de jogo. Contudo, não é algo que te vá realmente impedir de terminar a missão.

Uma dose de tecnologia e movimentos suaves

Logo ao chegar ao planeta, deparas-te com um problema: não consegues ler nada! Tudo está escrito numa língua chamada de Volgravian. Contudo, não desesperes! Pois um dos aparelhos que possuis, consegue instalar pacotes de línguas e traduzi-las! Mas que conveniente!

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Como algo saído de um Metroid, a tua luva consegue analisar quase todo o tipo de objectos. Desde portas e letreiros, a folhas com informações e pistas que te vão ajudar na aventura. Entretanto, o jogo não se trata apenas de fazer scan a tudo, temos que ter alguma interacção com o resto. E é com uma espécie de garra que vais agarrar e interagir com tudo. Por vezes, será necessário que utilizes os dois ganchos para que possas abrir portas, o que dá um pouco mais de realismo à coisa.

No que toca à mobilidade, o jogo dá-te dois tipos de movimento: Por teletransporte, ou por locomoção. Ao moveres-te por teletransporte, a tua personagem não se move instantaneamente, invés disso ela movesse flutuando, via proporção. Já na locomoção, o movimento é mais lento, mas tens sempre controlo, podendo parar sempre que queiras. A minha utilização foi sempre mista, dependendo da situação. Deixo claro que em nenhuma das formas presenciei enjoo.

Um extraordinário trabalho nos visuais

Se houve coisa que me deixou espantado do princípio ao fim, foram os belos visuais que Red Matter nos entrega. Digo isto em especial, por ter jogado este jogo nos novos óculos virtuais, Oculus Quest. A perfeita simulação de Ray Tracing está muito boa, questionando-me por vezes se o que estava a ver era mesmo algo real ou não. Contudo, é óbvio que vais ter partes em que as coisas possam ser exageradas ao ponto de quebrar esse realismo.

Podes ver uma demonstração aqui em baixo:

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Convencido? Eu certamente fiquei rendido. E é com estas demonstrações que acredito cada vez mais no futuro promissor destes novos óculos virtuais. Agora, só o tempo e o interesse dos desenvolvedores ditará se esse futuro estará assegurado.

Por fim, gostaria de falar sobre a banda sonora em Red Matter. Se os desenvolvedores fizeram um excelente trabalho com tudo o resto, porque é que então haveriam de falhar no departamento sonoro? Certamente que isso seria difícil, pois a música presente neste jogo não desilude nada. Esta encaixa que nem uma luva com o tema Sci-Fi e o mistério envolvido, ajudando-nos a ter uma experiência ainda mais imersiva!

Dito isto, se tens uns óculos virtuais, este é um jogo que deves experimentar!

Red Matter está disponivel para a gama de óculos virtuais Oculus Rift / S e Quest e ainda  na Steam VR e PlayStation VR.

Conclusão da Análise
Espetacular!
8.5
Um fanático por Nintendo, de nome "Nintendista", que procura mostrar ao mundo o lado mágico da empresa que o acompanhou durante toda a vida.