Finalmente chegaram as remasterizações dos dois jogos que caracterizaram a famosa saga Shenmue, e preparem-se, pois a viagem é nostálgica!

O filho pródigo de Masahiro Yoshimoto surgiu na Dreamcast, sistema que deu início à sexta geração de consolas. Shenmue foi uma das sagas que se destacaram na Dreamcast, infelizmente, como todos sabemos, foi sol de pouca dura pois a consola (à frente do seu tempo mas demasiado cara para o mercado) não sobreviveu à carnificina que a Playstation 2 fez cair sobre a mesma e os concorrentes.

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Shenmue foi o videojogo mais caro da sua era (cerca de cinquenta milhões de euros), o que criou uma grande expectativa relativamente ao que trazia de novo ao panorama dos videojogos. Ainda recebeu críticas bastante favoráveis, tendo pecado nas vendas, o que de certa forma originou uma espécie de culto em volta do jogo, em parte pela injustiça que foi ver tanto trabalho transformado em desvalorização comercial (como muitos outros).

Começamos então com Ryo Hazuki, herdeiro de um dojo homónimo, a testemunhar a morte do seu pai. Esse, morreu pelas mãos de um praticante de artes marciais chamado Lan Di, um lutador exímio na busca de espelhos antigos. Com uma quantidade de ódio não recomendada e um sentimento de vingança mais forte do que um Hulk (muito) chateado, Ryo parte numa demanda que tem início na sua cidade natal de Yokosuka, passando pelos anos 80 de Hong Kong já na segunda entrada da saga.

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Ora, já sabemos que Shenmue I e II foram dois titãs gráficos na altura em que saíram. O que levou a um esforço mínimo por parte da equipa de remasterização nesse aspecto, que mantendo assim tudo como estava, apenas tornou certas coisas mais polidas ou brilhantes. Creio que mesmo com os avanços que Shenmue já trazia relativamente aos outros títulos da geração, podiam ter melhorado mais a experiência visual.

Não consigo expressar o quão cringy é o diálogo de Shenmue. Quem estiver a ler esta crítica e que já tenha jogado os jogos, sabe do que falo. As conversas com os locais são da maior risada que podemos ter num videojogo. As dobragens mantêm-se as mesmas traduções horríveis, mas felizmente existe a opção de mudarmos para japonês, onde os diálogos ficam sempre melhores (Nani?!).

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Fruto da mínima remasterização, temos também os mesmos movimentos robóticos de sempre, com a câmara e as suas tradicionais voltas de 180 graus quando eu apenas queria ir para a direita, para seguir com a minha vida de jovem vingador. Posso, no entanto, afirmar que usar o L2 para olhar em volta é muito mais acessível, mas era preciso ser ainda mais trabalhado para termos uma experiência adequada a esta geração.

No geral é bastante satisfatório saber que uma empresa ouve o feedback dos fãs, pois ao lançarem estas duas remasterizações, possibilitam miúdos e graúdos a poderem ter em mãos ambos os jogos sem gastarem oitenta euros em cada edição.

Shenmue I e II HD já está disponível para Playstation 4, Xbox One e na Steam para PC.

Conclusão da Análise
Recomendado
7.5