Algo que está a ganhar popularidade novamente são, sem dúvida, os jogos de skate. Com jogos como Session, Skater XL e o remake dos clássicos Tony Hawk’s Pro Skater 1+2 a mostrar que ainda há espaço para o desporto radical na indústria dos videojogos.

Hoje trago-vos algo um bocadinho diferente. Temos um jogo de skate, com uma jogabilidade arcade como nos jogos de Tony Hawk, mas com uma diferença bastante óbvia.

Falo de SkateBIRD, um indie feito pela Glass Bottom Games, que veio apenas com um objectivo: diversão.

Em SkateBIRD, controlas um pássaro, cuja aparência e skate podes personalizar: podes dar-lhe um chapéu, cachecol, cinto, mudar a cor e padrão, mudar o desenho da prancha e a cor das rodas. A personalização é bastante divertida, pelo simples facto de a ideia de um pássaro a andar de skate em si já ser bastante cómica.

O jogo está dividido em vários níveis, sendo que ao início terás apenas um disponível, e ao completares missões em cada nível, desbloqueias o nível seguinte. É um sistema de progressão bastante simples, e funciona perfeitamente para o género de jogo, evitando frustração ou tempo perdido.

O design dos níveis é bastante interessante. Como controlas um pássaro, a arte e o design geral do jogo foca-se em manter a escala dos objectos realista, ou seja, irás ter rampas feitas com revistas e livros, irás fazer grind em vários utensílios de cozinha ou de escritório, como lápis, canetas, ou agrafadores, e também irás reparar que os níveis passam-se em divisões, como um quarto, ou um escritório.

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Tudo isto tem uma apresentação simples, mas eficaz, não espanta em termos técnicos, mas o facto de estarmos a ver tudo no ponto de vista de um pássaro torna a experiência e a arte interessantes de se ver.

Os níveis têm todos um foco mais de jogabilidade, em vez de realismo. Tens várias rampas e corrimões posicionados como um caminho para poderes executar um combo de truques sem grandes manobras, como também posicionamento conveniente de alguns objectos para criar verts e pequenos parques de skate tradicionais.

Isto faz dos níveis uma excelente plataforma para a jogabilidade. SkateBIRD segue a série do Tony Hawk no que toca a controlos e jogabilidade geral, com os truques a serem feitos geralmente com uma combinação de 1 botão e uma direcção no analógico.

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Apesar de terem simplificado um pouco, não havendo tantos truques e não exigindo tanto do jogador, os controlos podem ter alguma falta de precisão, muitas vezes originando quedas aleatoriamente, e também com algumas físicas inconsistentes, especialmente quando desces de uma rampa para ganhar balanço para um salto, por vezes ganhas muito balanço e dás um bom salto, e por outras parece que perdeste velocidade em vez de a ter ganho.

Felizmente, o jogo tem um sistema onde podes simplesmente marcar uma posição, e com o tocar de um botão voltares instantâneamente para lá, tirando alguma da frustração proveniente da precisão dos controlos.

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Nos vários níveis, irás ter uma série de objectivos, sendo que apenas são necessárias para progredir as missões. As missões consistem numa série de objectivos, como fazer um certo combo de truques, saltar para uma zona específica, como umas ventoinhas que te fazem “voar” para o outro lado do nível. Estes são apenas 2 exemplos, mas as missões têm bastante variedade e são divertidas.

Skatebird-3  

Se quiseres explorar mais um pouco, podes sempre ir à procura dos vários coleccionáveis escondidos e espalhados pelos níveis, tais como: tábuas com novos desenhos; novas cores para as rodas; roupas e também música.

E falando da música, temos aqui uma selecção bastante boa, com vários temas de rock e punk, algo que fortalece o ambiente de skate no jogo.

SkateBIRD vai aterrar no dia 16 de Setembro para a Xbox One e Xbox Series, com lançamento também no Game Pass, Nintendo Switch, Amazon Luna e PC na Steam, Itch e Game Pass.

Conclusão da Análise
Wingflip
8