Nas nossas retro-análises começámos com o primeiro jogo, Sonic The Hedgehog (1991) e depois visitámos a sua aventura para a Mega CD, o videojogo de viagens no tempo: Sonic CD (1993). Pelo que está na hora de analisar uma das sequelas numeradas mais aguardadas de sempre: Sonic The Hedgehog 2 (1992).

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Origens

A produção do videojogo começou pouco tempo depois de Sonic 1, em solo americano com a Sonic Team, em colaboração com outros membros da Sega dos Estados Unidos. Usando o primeiro videojogo como base, foram testados vários conceitos novos e tipos de conteúdos diferentes, que se foram perdendo ao longo da produção, ficando apenas o melhor que se podia fazer no espaço de um ano.

O enredo, como todos os videojogos desta Era que não eram épicos de RPG, é muito simples. Sonic tem de travar as forças do seu arqui-inimigo, Dr. Ivo “Eggman” Robotnik, que desta vez está a invadir a ilha de West Side. Desta vez, com a ajuda do seu novo amigo Miles “Tails” Prower, uma pequena raposa de duas caudas.

Começamos Sonic The Hedgehog 2 e temos logo uma boa amostra do que está para vir. O mundo está mais colorido e com tons mais naturais. A música, composta novamente por Masato Nakamura, está mais enquadrada no ambiente do videojogo. Visto que agora o mesmo já detinha uma melhor ideia do que era Sonic, além do que era mostrado em arte conceptual.

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Novidades

O ouriço em si, continua com a mesma jogabilidade do primeiro videojogo, focada num híbrido de corrida e mesa de pinball. Mas agora ele tem uma nova habilidade: spindash. Ficando completamente estático, carregamos baixo, várias vezes no “A, B ou C” (dependendo da intensidade desejada) e Sonic sai disparado para a frente enquanto está a rebolar.

Esta técnica é óptima para recuperar velocidade facilmente, para eliminar inimigos com facilidade, e até mesmo para descobrir locais secretos espalhados pelos níveis. O spindash ficou assim associado a esta personagem, e tornou-se extremamente popular. Ao ponto de até ser mesmo implementada nas novas versões do primeiro videojogo, onde se costuma sentir a sua falta.

Acompanhando o nosso protagonista, temos Tails, que tem praticamente todas as habilidades de Sonic. Esta personagem pode ser controlada pelo computador ou por um segundo jogador. Na ausência de um jogador humano, a raposa tem a tendência a imitar as nossas acções. O que nalgumas situações atrapalha mais do que ajuda. Nas mãos de outro jogador, a câmara continua a focar-se apenas no primeiro jogador, deixando, na maior parte do tempo, o teu amigo fora da acção de jogo. E apenas volta quando a personagem reaparece a voar (habilidade que não é controlável neste videojogo).

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Mudanças Significativas

É algo bom para alguém que não está habituado a jogar com companhia. Mas para alguém que quer ter o mesmo pé de igualdade é horrível. A não ser que queiras demonstrar a alguém o quão o odeias de forma passiva-agressiva. Para isso é óptimo! A implementação de Tails foi mais por marketing. Ter mais uma mascote engraçada e demonstrar as capacidades que a Mega Drive tinha com duas personagens com esta física a funcionar ao mesmo tempo. Mas para nós, os jogadores, mais vale desligar este modo no menu de opções.

As zonas foram encurtadas de três para dois actos, ajudando a evitar que o aborrecimento assente pela falta de variedade. O level design, em si, também está mais optimizado para o estilo de plataforma veloz que Sonic oferece. Fica o estilo de nível mais medonho, como Marble Zone do primeiro videojogo, mesmo para trás.

As batalhas contra o Doutor são mais originais agora, usando maquinaria mais variada. Os bónus continuam a necessitar de termos pelo menos cinquenta Anéis, mas agora são activados nos checkpoints em vez de ser nos finais dos níveis. O que nos dá mais oportunidades para adquirir as famosas Chaos Emeralds.

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… Mas Não Menos Agradáveis!

E agora estas gemas dão uma recompensa muito mais interessante. Passam agora a ser sete em vez de seis (tal e qual as bolas de cristal de Dragon Ball). Esta é a capacidade de nos transformar em Super Sonic. Com um brilho amarelo, a nossa personagem fica completamente invencível e extremamente veloz. Ao ponto de ser muito mais difícil de controlar. É só mesmo para os melhores, e um claro tributo ao Super Guerreiro de Dragon Ball.

Temos também acesso a um modo competitivo de dois jogadores. Mas não tem mesmo nada notável a apontar. É a mesma situação descrita acima, para mostrar o que o hardware consegue fazer em splitscreen . E mais uma desculpa para pôr umas frases publicitárias na parte de trás da caixa do videojogo.

Conclusão

Com as regras de jogo já definidas anteriormente, bastou cortar na massa gorda para conseguir uma experiência muito mais agradável. Se queres saber o melhor que este roedor ofereceu à história dos videojogos, Sonic The Hedgehog 2 é um videojogo que não podes mesmo perder. No entanto, o verdadeiro magnum opus da série ainda estava para vir…

Existem inúmeras versões do videojogo em diferentes plataformas, além da versão original na Mega Drive. Uma das mais notáveis é a antiga versão para iOS e Android, com resolução widescreen e uma nova zona secreta para encontrar, produzida por Christian Whitehead da fama de Sonic Mania. A qual, infelizmente, foi arruinada pela Sega só para enfiar publicidade nos telemóveis.