Recentemente, através da The Voxel Agents, tive a oportunidade de jogar The Gardens Between. Um videojogo desenvolvido por este mesmo estúdio e que desde muito cedo despertou o meu interesse. O videojogo aborda questões como o tempo, as memórias, e a amizade. Tudo numa aventura tridimensional onde a solo o jogador deverá resolver uma série de puzzles. Sem mais demoras, vamos mergulhar nesta analise.

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The Gardens Between conta-nos a história de Arina e Frendt. Dois grandes amigos, que se vêem transportados para um mundo repleto de memórias e de puzzles. Juntos, terão de enfrentar uma jornada, onde redescobrirão o valor da amizade. Conhecemos as nossas personagens, abrigadas numa casa de madeira, em cima de uma árvore, em pleno temporal. A casa, em perigo eminente de sucumbir, é afectada por um estrondo enorme, e as personagens, vêem-se a cair nesta dimensão surreal.

Quando acordam, apercebem-se de que estão presos numa ilha, sem mais nada em vista para além do horizonte. Tomando a decisão de explorar o meio envolvente, nós como jogadores, nunca poderíamos prever a aventura em que nos metemos. Para dizer a verdade, só no final do jogo é que realmente sabemos o que se passa em concreto com as nossas personagens. Entretanto, desfrutamos de uma viagem que nos aquece com belos momentos que se descobrem a cada nova etapa da jornada.

Sem querer contar muito mais, tenho a dizer que, apesar de quase jogar este jogo em speedrun e levar com toda esta história em pouco mais de 2 horas, a jornada emocional que tive como jogadora, foi sentida. O seu final, acabou por tocar-me de certa forma. Assim, gostava de realçar também que este não é um jogo para ser jogado freneticamente. Este é um jogo para ser apreciado, com tempo.

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Apesar de o jogo ser um pouco curto demais para o que seria desejável, há muita coisa que salta ao olho na quantidade e no timing certo. Com isto, o que mais se destaca são as mecânicas, que ambientadas em todo um imaginário bem criativo, oferecem-nos situações sempre diferentes e com soluções engenhosas que não se sentem repetitivas. Sendo dado ao jogador o controlo do tempo, tudo o que podemos fazer é andar para a frente e para trás com a animação, e resolver os puzzles que impedem as personagens de progredir.

Com o controlo sobre o tempo, conseguimos influenciar também o espaço, de acordo com o momentum que criamos. Isto, em certas alturas, é mesmo de tirar o chapéu aos criativos que desenharam estes níveis. Pois apresentam-nos quebra-cabeças pensados fora da caixa e algo imprevisíveis, mas que tem a sua lógica e até detém de uma certa comicidade implícita.

Os comandos a acompanhar este jogo não poderiam ser mais simples. Com o manípulo esquerdo, o jogador controla o tempo, e com o direito a câmara. Em adição, tens ainda um botão para interagir com os objectos, e não precisas de muito mais para desfrutar desta aventura.

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Mas agora, quero falar-te da arte presente nesta obra, pois tenho-me estado a conter imenso para a meu tempo chegar finalmente a este tópico. Até neste aspecto achei o jogo verdadeiramente belo. Repleto de cores fortes, saturadas, que vibram com a emoção das memórias que vivem nestes cenários. The Gardens Between tem um visual tridimensional que nos deslumbra com a sua simplicidade e animação. A acompanhar estes cenários, temos o prazer de ouvir a banda sonora criada por Tim Shiel para esta obra. Um ambiente sonoro composto ao estilo Indie/Folk. Um estilo musical que nos deixa descontrair inteiramente e que parece parar o tempo enquanto jogamos.

Em suma, The Gardens Between foi uma aventura que se veio a revelar verdadeiramente prazerosa. Apesar da sua curta duração, deu-me em excelentes doses, todo um conteúdo extremamente criativo, divertido de se jogar, e uma história que conseguiu deixar uma marca. Um joginho que nutre uma grande simplicidade e uma estética maravilhosa, que sem dúvida irás apreciar ter à mão nos momentos mais mortos do teu dia.

The Gardens Between já está disponível para Nintendo Switch, Playstation 4 e na Steam para PC, Mac e Linux.

Conclusão da Análise
Simples e gracioso
8.0
Apaixonada pelo mundo do cinema e dos videojogos. A ficção agarrou-me e não me largou mais! A vida levou-me pelo caminho da Pós-Produção, do Marketing e da organização de Eventos de cultura pop, mas o meu tempo livre, dedico-o a ti e à Squared Potato.