A comemorar os 35 anos de história, The Legend of Zelda é, com justiça, uma das sagas de videojogos mais idolatradas pelos fãs, e não é para menos: todos os seus títulos são especiais, singulares, com uma magia muito especial e envolvente, e que nenhuma outra série consegue ver replicado de forma tão consistente nas suas obras. The Legend of Zelda: Skyward Sword HD não é excepção!

Lançado precisamente pela altura do 25º aniversário de Zelda em 2011, para Nintendo Wii, The Legend of Zelda: Skyward Sword foi, como esperado, um grande sucesso, e um dos jogos que mais influência deu a beber na criação do Breath of the Wild. Com uma abordagem arrojada, este título dependia obrigatoriamente dos movimentos do Wii Remote, o que, para muitos fãs, foi um autêntico suplício, tal era a dificuldade de controlar os movimentos de combate do nosso herói, Link. Dez Anos depois, é agora possível desligar todos esses movimentos, e controlar os ataques de Link apenas com o analógico direito do teu Joy-Con, tendo uma maior precisão da tua jogabilidade. Foi nesse modo que usufruí mais de 80% de toda a experiência, e é uma das melhores melhorias implementadas para esta versão de Nintendo Switch.

Antes de vos falar da jornada de Link e de todo o universo onde se situa The Legend of Zelda: Skyward Sword HD, permitam-me já informar-vos das restantes melhorias implementadas neste remaster. Além da opção de desligar o controlo de movimentos para os modos de exploração e combate (tal como mencionei no parágrafo acima), a polidez é agora levada ao limite, com 60 fotogramas por segundo, resolução full-HD, movimentação livre da câmara, e melhorias quality of life, como os ajustes aos tutoriais e à orientação geral para os jogadores ao longo da aventura, dados pela Fi, a espírito da Goddess Sword.

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The Legend of Zelda: Skyward Sword HD poderá ser, caso nunca tenhas explorado, a tua porta de entrada para a série Zelda, já que se trata da primeira história da cronologia oficializada pela Nintendo.

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A jornada de Skyword começa em Skyloft, um reino encontrado acima das nuvens, distante de tudo, com habitantes pacíficos denotados pelo geral desconhecimento e curiosidade sobre o mundo, principalmente pelo que se passa para além dos céus. Como sempre, e da forma tradicional do costume, acordamos com Link – com nome opcional caso assim o pretendas – o herói que, nesta jornada, canonicamente, é ainda um aprendiz e estudante da Knight Academy.  Após a Wing Ceremony, que consiste numa prova de rapidez e agilidade a bordo dos seus Loftwings, o pior acontece, e Zelda é capturada e transportada abaixo dos céus. Pela primeira vez, teremos que descer pelas nuvens em busca da grande paixão de Link, e é aí que tudo começa.

A sua jogabilidade é prazerosa, com um vasto leque de ferramentas para usares com o teu herói, e, mesmo sendo dos jogos Zelda com mais dificuldade de aprendizagem inicial, após apanhares o jeito, não voltas a largar. Um desses exemplos que me custou a acostumar: após desligar os controlos de movimento, e passar a controlar a câmara através de dois botões, o L pressionado, e o analógico direito do teu joy-con/pro controller. Pode parecer confuso inicialmente, mas mais tarde acabas por te habituar.

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O combate, ao contrário do restante conteúdo que envolve The Legend of Zelda: Skyward Sword HD, é talvez a sua vertente “mais real” de toda a experiência. Os movimentos terão que ser acertados e coordenados com o timing contrário dos inimigos. Por exemplo, se o inimigo bloquear do lado esquerdo, terás que aplicar um golpe com a tua espada no lado direito, e vice-versa. Existem também algumas acções especiais, mas que irão consumir a tua stamina, que após chegar ao limite deixa o nosso herói cansado, e por alguns segundos não o controlarás, até que recupere o folego.

Voltando às ferramentas, podemos contar com o Sailcloth. Este pano de seda é utilizado para amparar o Link nas suas quedas, e fazer com que não se parta todo no chão, literalmente. Esta foi uma das ferramentas mais tarde adaptada no Breath of The Wild.

Existe também um besouro voador (Beetle), que pode ser controlado através do teu comando, manualmente, ou com movimentos sensoriais. Este é um dos itens mais importantes do jogo, pois além de te abrir novos caminhos cruciais para progressão, ainda te irá ajudar na busca de cristais, e muitos outros segredos.

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Também está presente no jogo arco e flecha (Bow and Arrow), uma fisga (Slingshot), Clawshots, já presentes em Twilight Princess, e muito mais. A maior parte destas ferramentas serão cruciais e necessitadas em alguma parte do jogo. Apesar de ser um arsenal vasto, já vimos jogos Zelda com mais acessórios. Ainda assim, a diversão é garantida, e as funcionalidades de cada item funciona às mil maravilhas. O teu arsenal de guerra e armazenamento pode também ser melhorado no bazaar, através de minerais, cristais, e insectos que vais capturando ao longo da tua jornada.

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As dungeons de The Legend of Zelda: Skyward Sword HD são umas das favoritas dos fãs da saga, e não é para menos. São desafiadoras, imensas, complexas e cheias de segredos para descobrires. Os temas das maiores dungeons estão incluídas no visual artístico de cada ilha, e com faixas sonoras especiais e misteriosas, sempre prontas a acompanhar a experiência.

Visualmente, The Legend of Zelda: Skyward Sword HD é um deleite para os olhos, mesmo com o peso de 10 anos em cima. A sua arte cell-shading é detalhada, colorida, e muitas vezes fiquei com a sensação que estava a jogar numa tela pintada ao melhor estilo impressionista, não fosse este título inspirado nas obras de Paul Cézanne, pintor pós-impressionista francês. Aliás, é mágico o primor artístico gráfico que a Nintendo coloca nesta franquia, anos após anos.

The Legend of Zelda: Skyward Sword HD está disponível para a Nintendo Switch.


E tu, qual o teu jogo preferido de Legend of Zelda?

Conclusão da Análise
Magia em estado puro
9
Curioso, explorador, e fã de videojogos desde que me lembro, e em especial pela saga Metal Gear. Não jogo plataformas, jogo jogos.