É sempre um enorme gosto e uma honra receber a oportunidade de mostrar em primeira mão o que se faz por cá a nível das indústrias do entretenimento. Especialmente numa época em que já conseguimos ver vários estúdios portugueses a não só ganhar terreno lá fora, como a pavimentar por cá o futuro, abraçando assim os sonhos e esforços de novas gerações de game developers que concluem as suas formações de norte a sul de Portugal.

Com isto, esta semana recebemos o convite da Nerd Monkeys para analisarmos Traffix, que chega hoje à Nintendo Switch. Este é fruto de uma colaboração entre a Infinity Games e o estúdio português, mais conhecido pelas suas pérolas e aventuras com Inspector Zé e Robot Palhaço a desvendarem O Assassino do Intercidades e um Crime no Hotel Lisboa.

Traffix no entanto, é um jogo que se afasta totalmente da necessidade de qualquer storytelling, e através do seu conceito sólido, desafia-te a puxares pela massa cinzenta até conseguires desvendar uma espécie de padrão motor e rítmico, que reflete a solução para cada nível apresentado. Aqui tens de fazer a gestão do tráfico nas cidades mais caóticas do planeta, dominando os semáforos e orientando os veículos de forma a seguirem os seus percursos em segurança, e sem serem acidentados.

Com efeito, são 32 cidades onde podes, numa primeira passagem, desbloquear a próxima cidade, bem como uma nova dificuldade caótica para a actual. Para que concluas com sucesso uma cidade, cada nível dá-te o objectivo de conseguires que um número de veículos atravesse em segurança a àrea de jogo. Além disto, não deves exceder o limite máximo de 10 penalizações. Nestas últimas entram para a conta o número de carros acidentados, e as buzinadelas dos condutores frustrados de esperar no trânsito, sendo que se algum veículo ficar parado durante determinado tempo, aparecerá uma espécie de timer até o condutor perder a paciência.

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Trafix pic 2  

Para controlares o trânsito, cada semáforo tem a si agregado um botão específico, que poderás pressionar uma vez para deixares um carro seguir, ou pressionares duas vezes seguidas para que o semáforo fique activamente verde. Parece fácil? Excelente, porque conforme vais progredindo nas cidades, o número de semáforos é só a sumar! Recordo-me perfeitamente de me ter atrofiado toda no Dubai onde tens de controlar o tráfico em 6 semáforos!

De um modo geral, diverti-me imenso com estes pequenos desafios, que me levaram a explorar o mundo cidade a cidade, culminando esta aventura na caótica Lisboa. Com os seus momentos de jogar as mãos ao céu, é indiscutível o nível saudável de desafio que Traffix nos apresenta. Por muito que tentes fazer umas pausas, o jogo leva a que dês por ti volta e meia de comando na mão, pronto para mais uma sessão de tentativas para concluir o nível. No entanto, não penses que a curva de dificuldade será sempre a progredir, pois a Nerd Monkeys colocou algumas cascas de bananas pelo meio, nomeadamente para o pessoal do continente Americano, que não sabe como é que funcionam as rotundas. Talvez agora, já fiquem a saber.

Trafix pic 1  

A aliado a este conceito sólido, temos um visual minimalista onde só sobressaem os gradientes das estradas, num tom muito semelhante às cores e arte da cidade de Miami, em contraste com o branco do fundo e do tom monocromático dos carros. Uma conjugação visual que funciona como um regalo para os olhos, e que pode ser sobretudo apreciado devido ao UI igualmente simplista. A cereja no topo do bolo? Uma musiquinha de elevador que parece que troça contigo enquanto navegas pelos menus. Já quanto aos níveis em si, esses apresentam puro som ambiente de tráfico.

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Traffix já se encontra disponível para aquisição, em formato digital, nas plataformas Android OS, PC, MAC OS e a partir de hoje para a Nintendo Switch.

Conclusão da Análise
Desafiante
8
Apaixonada pelo mundo do cinema e dos videojogos. A ficção agarrou-me e não me largou mais! A vida levou-me pelo caminho da Pós-Produção, do Marketing e da organização de Eventos de cultura pop, mas o meu tempo livre, dedico-o a ti e à Squared Potato.