O que acontece quando és contratado por uma agência Russa, para viajares até a uma estação espacial secreta em Jupiter, com duas lança-ventosas ao estilo Spider-man? Algo bem divertido! Vamos então conhecer o jogo de realidade virtual, Yupitergrad!

Desenvolvido pela Gamedust, Yupitergrad leva a aventurares-te numa estação espacial russa em Jupiter, com a missão de produzir PEKOL, um combustivel cósmico que supostamente será a chave para o sucesso da missão. No entanto, o que parecia tão fácil com o pressionar de um botão, torna-se na nossa verdadeira aventura! Isto depois de testemunhares em primeira mão, um desastroso espetáculo luminoso, que evidencia que alguns mecanismos na estação estão com avarias e necessitam de ser reparados. Aí está o teu objectivo do jogo, reparar a maquinaria numa estação espacial sem ninguém por lá, excepto a voz de uma assistente virtual russa que te vai guiar e dar dicas à medida que vais avançando. Espera, já te contei que para andares neste jogo tens que usar cordas com ventosas?

As mecânicas ao estilo Spider-man

Como acabei de referir à pouco, a tua única maneira de te moveres neste jogo é através do uso de dois lança-ventosas (a sério, não sei de outro nome melhor para lhes dar) que se fixam nas paredes e tecto, permitindo a locomoção da personagem no jogo. De forma a ajudar em algumas situações pontuais, podes contar também com dois mini jactos nas mãos, que servem para te moveres dentro de água, ou um pouco no ar/chão, sem a ajuda das ventosas.

A experiência inicial que tens ao utilizar as cordas é algo deveras único, pois cria uma sensação de liberdade de movimento bastante original e interessante. Faz muito lembrar as teias de aranha que Spider-man lança para se movimentar. E o melhor é que não leva muito tempo a habituar! Tens o controlo da quantidade de corda que queres, e da fisica de te catapultares ao puxares as cordas com força, só faltando a sensação do ar a atravessar a tua cara para te sentires verdadeiramente dentro do jogo. No entanto, o jogo não é para estares a divertir-te a baloiçar pelo tecto feito aranha, há trabalho a fazer!

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Yupitergrad convida-te a usares a cabeça para resolver alguns puzzles, dando uso às ventosas para conseguires atravessar obstáculos, puxar objectos, activar controlos e, principalmente, evitar seres morto por alguma coisa! O puzzles em si não são algo deveras difícil de decifrar, porém, o que importa verdadeiramente aqui são as tuas habilidades. Vais ter que saber cronometrar muito bem as tuas acções, ter muita pontaria e quebrar os medos de vertigens! Sim, porque quero deixar claro que este é um jogo VR com algum desconforto associado, nomeadamente o motion sickness (enjoo de movimento). Confesso que não sou pessoa de enjoar em VR, mas ao fim de 30min-45min tive que fazer uma pausa pois o jogo deixou-me um pouquinho enjoado, mas nada demais.

Desafios à vista, depois de uma curta aventura

O que realmente me deixou um pouco decepcionado com Yupitergrad foi o facto de a aventura não ser muito longa, conseguindo passá-la em cerca de 2h-3h. Senti que muito facilmente poderia ser introduzido mais um sector onde poderia aventurar-me por mais uma hora, já fazendo muita diferença. Felizmente, o jogo ainda nos oferece algo mais, o modo Time Attack!

No modo Time Attack, tens que percorrer uma sala de uma ponta a outra num curto espaço de tempo sem perderes. Uma vez que consigas chegar ao fim, o teu tempo é registado numa tabela global, competindo com os outros jogadores de todo o mundo. No total são 9 desafios disponíveis que te colocam a mexer esses braços como um verdadeiro Spider-man! Eu cá ainda tive alguma dificuldade em superar alguns níveis, e definitivamente não tenho orgulho nos meus recordes pessoais. Preciso de mais treino!

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Curiosos visuais e música com espirito russo

Yupitergrad oferece visuais cell shading que por algum motivo faz lembrar um pouco Borderlands mas com menos detalhe. Na minha opinião, acho que a escolha aqui não foi má de todo. Penso que até a utilização deste nível seja um factor crucial na performance do jogo, especialmente nos Oculus Quest/2, plataforma onde joguei.

Tocando no assunto anterior, a performance está no ponto, sem qualquer travagem de frames nem bloqueios. Pontualmente tive um pequeno bug onde fiquei preso, mas nada que um pequeno reset do nível não resolvesse! A adição de 90hz nos Oculus Quest 2 foi algo que veio ajudar bastante na experiência do jogo. Com uma taxa de refrescamento de ecrã maior, isto reduz o desconforto e concede uma maior fluidez e rapidez nos movimentos.

Por fim, temos a música, algo que certamente não fica atrás de tudo o resto. A banda sonora está bem implementada, com inspiração Russa, que te ambienta durante toda a aventura. Desde música calma a uma música mais mexida e energética, que se encontra nos desafios Time Attack, são notas que têm um grande valor do início ao fim da aventura.

Yupitergrad já se encontra disponível nas plataformas Oculus, PlayStation VRSteam VR e Vive Port.

Conclusão da Análise
Muito bom!
8.5
Um fanático por Nintendo, de nome "Nintendista", que procura mostrar ao mundo o lado mágico da empresa que o acompanhou durante toda a vida.