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Em aquecimento para o novo filme Dragon Ball Super: Super Hero que chegará às nossas salas de cinemas portuguesas no próximo dia 18 de Agosto, tanto na versão Dobrada como na versão original legendada, decidi em conjunto com outro membro da Squared Potato o Afonso Vicente (que poderão ler mais tarde a sua análise ao novo filme) darmos algumas impressões dos nossos filmes favoritos da franquia até hoje neste artigo que fizemos em conjunto.

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Como no total Dragon Ball já tem mais de vinte filmes incluindo ainda dois especiais relacionados com Trunks do Futuro e Bardock, fizemos uma pequena selecção pessoal cada com pequenos comentários por ordem cronológica de lançamento, e sim não se preocupem que isto não inclui a ovelha negra chamada Dragon Ball Evolution na nossa lista. Estejam descansados!

Dragon Ball Filme 1: A Lenda de Shenlong (1986)

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Afonso Vicente: Onde tudo começou. Estamos de volta ao clássico Dragon Ball, onde encontrar as esferas do dragão demoravam uma temporada inteira em vez de um episódio. Neste filme temos o regresso do Goku em criança e alguns dos personagens clássicos que o acompanham, e claro da disputa pelas famosas bolas de cristal, que concediam um desejo a quem reunisse as sete existentes. Um filme nostálgico para todos os fãs da franquia.

Dragon Ball Filme 2: O Castelo Fantástico (1987)

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Ricardo Salavisa Simões: O Castelo Fantástico manteve-se desde então não só como o meu favorito da fase clássica de Dragon Ball mas era também uma daquelas VHS que repetia vezes sem conta no meu leitor. Aqui ao contrário do filme 1 e 3, houve oportunidade de criar uma aventura nova utilizando alguns elementos de continuidade após o seu antecessor como a introdução de Krillin e Lunch o que lhe dá mais liberdade criativa em vez de tentar recriar certos arcos do anime original.
Mas o que salta mais à vista é o seu tom mais obscuro ao usar elementos mais sobrenaturais como castelos amaldiçoados, criaturas da noite e até o vilão principal ser um demónio chamado Lúcifer acompanhado pelo seu mordomo (que também parece saido de um filme de terror ou à Frankenstein).

A rivalidade entre Goku e Krillin é muito divertida de se ver aqui com a sua energética competição até ao castelo incluída, mas como já referi antes o lado sobrenatural desta história permitiu recriar backgrounds aterradores mas fascinantes ao lado de uma banda sonora de arrepiar do habitual Shunsuke Kikuchi.

É como se Dragon Ball e Castlevania tivessem sido misturados num só filme de terror em certa medida mas sem esquecer o lado cómico característico de Akira Toriyama.

Dragon Ball Z: Bardock – O Pai de Goku (1990)

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Afonso Vicente: Bardock, o pai de Son Goku, derrotado durante a destruição do planeta Vegeta pelo maníaco Freeza, é o protagonista deste filme, que não só introduziu esta personagem, uma das minhas favoritas, mas trouxe também mais conhecimento sobre os últimos momentos do mesmo, mostrando o seu heroísmo ao tentar salvar o seu planeta-natal da destruição iminente.

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Dragon Ball Z Filme 8: Broly – O lendário Super Saiyan (1993)

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Ricardo Salavisa Simões: Aqui somos apresentados a um dos maiores perigos que os Z Fighters já enfrentaram, Broly o lendário Super Guerreiro. É um dos filmes mais longos da franquia o que traz vantagens ao permitir deixar a história respirar e mostrar o passado de Paragus (o pai de Broly) e os seus motivos de vingança contra Vegeta e o resto dos Saiyajins.
Apesar da razão de Broly odiar Goku ter envelhecido terrivelmente mal e ser um dos pontos mais fracos, este foi sempre aquele filme de Dragon Ball que realmente senti o peso da ameaça que era Broly.

Esta versão antiga de Broly era literalmente um monstro sem razão e limites nenhuns, o que o tornava uma força da natureza monstruosa. É claro que vilões terem motivos pessoais torna sempre as coisas mais interessantes, mas é igualmente interessante quando estamos perante uma pura máquina de matar que não tem mesmo nada a perder o que pode tornar a situação mais fatal e imprevisível.

Um dos detalhes que sempre gostei também foi este ser um dos raros casos de vemos um Vegeta completamente assustado, impotente e sem esperança nenhuma ao estar consciente do poder do adversário. Apesar da resolução não ser totalmente convincente, não deixamos de ver Goku e o seu grupo a ser literalmente um saco de pancada quase o filme inteiro como se fosse mesmo impossivel vencer um monstro como Broly até ao último segundo.

Mas os seus 70 minutos aproximadamente permitem deixar desenrolar esta sensação apertada de desespero e onde o silêncio em certas cenas dá outro toque pois é um daqueles filmes em que achamos que os nossos herois vão mesmo perder.

Como diria Alfred em The Dark Knight “Some men just want to watch the world burn.”.

Dragon Ball Filme 12: Fusion Reborn (1995)

Nota: Aqui tanto eu como o Afonso escolhemos Fusion Reborn (bom gosto!)

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Afonso Vicente: Este foi o nascimento da fusão Gogeta, entre Son Goku e Vegeta. Ao contrário de Vegito, a fusão que usava os brincos potara, esta foi através dos famosos movimentos imortalizados por Goten e Trunks. Assim, Goku e Vegeta, com o seu poder imenso, facilmente derrotaram o vilão Janemba, que apesar de não ser um dos melhores da franquia, vai ficar na minha memória como parte de um dos melhores filmes de Dragon Ball.

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Ricardo Salavisa Simões: Provavelmente o meu segundo filme favorito da fase Z fortemente influenciado pelo fanservice da fusão de destaque e da fase onde se situa do Z, a nova ameaça dá lugar no outro mundo onde temos o inferno e o paraiso, um espaço que até nem tinha sido muito utilizado como arena de combate dos nossos personagens numa maior escala. É também um dos melhores filmes na minha opinião no que toca à animação em geral especialmente nos combates contra Janemba, aqui o traço dos anos 90 estava em altas o que me deixa realmente com saudades de ver mais animação desta época no que toca a Dragon Ball com tantos pormenores e fluidez.

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Destaque para o character design badass de Janemba na sua forma final que remete literalmente a um demónio que apesar de ter pouco ou quase nada de profundidade de personagem, continua memorável duma maneira ou outra como o meu colega Afonso referiu antes e bem.

De destacar também que este filme tem um dos meus temas de Dragonball favoritos de sempre, a canção créditos “Saikyou no Fusion” cantada pelo veterano Hironobu Kageyama para acabar em beleza. É um tema electrizante que aconselho a qualquer fã ouvir ou conhecer da versão japonesa.


Dragon Ball Z Filme 13: Wrath of Dragon (1995)

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Ricardo Salavisa Simões: Wrath of Dragon é então o meu filme favorito de sempre de Dragon Ball até hoje.
Situa-se igualmente na minha fase favorita do Z (entre a saga Majin Buu) e dá um óptimo uso dos seus personagens desde Gohan e Videl, Goku, Bulma, Goten e Trunks (que sempre adorei ver ambos em ação especialmente em Gotenks) entre outros mas é ao introduzir o lendário novo personagem Tapion em que o filme brilha.

Apesar dos seus 50 minutos, o filme de 1995 sabe contar uma história emocionante e emotiva e que faz-nos apegar ao memorável Tapion de uma forma mesmo muito natural. É interessante também a relação de proximidade que Trunks e Tapion constroem, um porque nunca teve irmãos (antes de Bra) e o outro devido a perder tudo incluindo o seu irmão mais novo, bem como todo o fardo que carrega relacionado com o monstro Hirudegarn que é o vilão principal.

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Juntamente com o tema icónico da ocarina de Tapion, a banda sonora composta por Shunsuke Kikuchi também é marcante passando a melancolia existente nas costas de Tapion, Wrath of Dragon assim como o filme acima tem um dos traços de animação mais bonitos de Dragon Ball no seu auge dos anos 90.

Tapion sempre foi e será um dos personagens dos filmes que merecia ser canon e ainda existe um easter egg relacionado com a espada que até hoje é debate entre os fãs.

Dragon Ball Super: Broly (2018)

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Afonso Vicente: Com uma animação inacreditável, que deu aso a algumas das mais incríveis cenas de luta de Dragon Ball, tivemos o regresso do Super Guerreiro Lendário, Broly, influenciado por Paragus, o seu pai, para se vingar de Vegeta. Na minha opinião, a luta entre a fusão Gogeta e Broly foi a melhor até agora, com uma demostração de poder incrível de ambas as partes.

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Um agradecimento especial mais uma vez ao membro Afonso Vicente por ter contribuido para este artigo!

Cinéfilo, gamer, cosplayer e ainda adorador de praia, piscina e tudo o que envolva água, e cenas aquáticas ao mesmo tempo que é um louco por Studios Ghibli desde gaiato. Pretende um dia voltar a pegar numa prancha de Bodyboard e recordar outros tempos de preferência sem tubarões do Spielberg pelo mar.