Progressivamente com o avançar dos anos, desportos de combate têm ganho um grande estatuto e interesse na minha vida, especialmente MMA (Artes Marciais Mistas), o desporto de combate mais completo que inclui tanto golpes de combate em pé, como técnicas de luta no chão, com diversas disciplinas de princípios técnicos como Jiu-Jitsu, Wrestling, Muay Thai, Sambo, Boxe entre outros.

UFC (Ultimate Fighting Championship) é a maior organização deste desporto, e o ápice que um lutador de MMA pode atingir. Actualmente e sem previsão de mudança, conta com os melhores lutadores do mundo deste desporto, no ano em que celebra o seu 30º aniversário.

A THQ vendeu os direitos de jogos do UFC para a Electronic Arts em 2012, e desde então, já são 5º edições distribuídas pela gigante americana. Joguei todos os títulos UFC tanto da THQ como da EA, desde o magnífico UFC Undisputed 3 ao ameno EA Sports UFC 4, e é uma honra trazer-vos esta análise de um apaixonado por este desporto que mistura tantas artes de combate.

A jogabilidade segue a base de UFC 4, que não foi de todo uma revolução na franquia desde que adquirida pela Electronic Arts. Os movimentos continuam idênticos, com algumas novidades que certamente melhoram a experiência, e trazem outra sagacidade para as estratégias a definir.

O sistema de grappling continua praticamente o mesmo, excepto no jogo de submissões. Agora, o minijogo de uma submissão tanto no ataque como na defesa, deixou de existir, facilitando imenso tanto os jogadores casuais, como os peritos em MMA com mais noção de gestão de stamina e controlo de golpes. Isto deixa um lutador de grappling mais vantajoso devido às suas habilidades de chão, mas ao mesmo tempo cauteloso em controlar todos os fundamentos que o possam levar ao cansaço.

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Outra das grandes novidades em UFC 5 são as lesões e interrupções pelos médicos. Nesta edição, as consequências de receber demasiado golpes no mesmo local, agravam os cortes e trazem consequências que te podem levar à derrota rapidamente caso não tomes as devidas precauções, como defender a zona mais afectada. Isto levando ao sentido literal para a explicação, se tiveres um dos olhos com um corte e continuares a levar golpes esse olho, não só agravará e abrirá ainda mais, como corres o risco de um knockdown e consequentemente knockout com apenas um golpe limpo e seco. E se os golpes forem no nariz, o personagem respira de forma mais pesada, e a sua stamina desgasta-se mais rapidamente. São pequenos detalhes exímios que trazem outra vivacidade a esta franquia.

Mas nem só cortes e sangue causam espetáculo, já que o UFC é responsável pelos knockouts mais espetaculares dos desportos de combate. O corpo e especialmente as pernas estão mais frágeis, e é cada vez mais importante defender os famosos e desgastantes leg kicks, uma peça fundamental no teu plano de jogo e que te limita imenso se não aprenderes rapidamente a defender contra um jogador com mais experiência.

Estes pequenos detalhes complementam-se com o visual que já era brilhante, ainda mais aprimorado pelo motor Frostbite, pela primeira vez na história do UFC desde a aquisição pela gigante americana. O detalhe de cada personagem chega ao realismo extremo, com o sangue e suor que podem ser quase palpáveis ao longo da luta. Os cortes e lesões são muito mais detalhados, com vários estágios de progressão, tudo a tempo real, golpe após golpe.

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UFC 5 tem agora reproduções cinematográficas dos nocautes em slow motion, para que possas sentir a glória de ver um gancho de esquerda bem aplicado no timing correcto, ou um pontapé rotativo a apanhar a zona frontal do peito. Os detalhes são distintos, e por muito que não vá modificar nada na jogabilidade, não deixa de ser uma boa adição.

Infelizmente não há grandes alterações nos tipos de jogo, principalmente no modo carreira. Algumas personagens são inéditas, mas não passa muito disso. A grande lenda do MMA feminino Valentina Shevchenko é uma das personagens que conta com diálogos em voz no jogo, e irá ser tua parceira de treino em algumas ocasiões.

O elenco de lutadores que marca presença no jogo também deixa imenso a desejar. Adicionaram as lendas como o Mike Tyson, Muhammad Ali e o sempre habitual Bruce Lee, mas lutadores rankeados como o nosso Manel Kape, ou o futuro prodígio Ian Garry não se encontram presentes no jogo. Resta-nos aguardar por uma actualização gratuita para vermos a bandeira Portuguesa no roster oficial do UFC.

O modo online continua o mesmo de sempre, sem grandes novidades tirando o modo carreira online. Neste modo, é possível criar um lutador do zero e encarar adversários controlados também por outros jogadores, na busca pelo estatuto de lenda. É uma funcionalidade interessante, principalmente para ver as criações doidas de outros jogadores.

Agradecemos à Electronic Arts por nos ter cedido uma chave para análise.

CONCLUSÃO
Adrenalina!
8.5
Igor Gonçalves
Curioso, explorador, e fã de videojogos desde que me lembro, e em especial pela saga Metal Gear. Não jogo plataformas, jogo jogos.
ea-sports-ufc-5-analiseO EA Sports UFC 5 não é perfeito mas é o melhor jogo de combate real no mercado actual. Com novidades significativas para a jogabilidade e uns gráficos de fazer cair o queixo, este é um título obrigatório para todos os fãs de desportos de combate, especialmente MMA.