Os aficionados de Escape Rooms sabem que a sala que nos espera, esconde puzzles e desafios para serem resolvidos, revelando aos mais perspicazes e persistentes a sua solução. Com isto ou sem solução, o tempo acaba, e com ele, a realidade do jogo. Este não é bem o caso de Eu, tu e uma Garrafa, um projecto de Leandro Baptista com a produção de Os Sobreviventes, que começa na primeira vez que saímos de lá.

Diferente da tradicional Escape Room, o jogo começa com um grupo de pessoas, desconhecidas entre si (o jogo assim o incentiva) à excepção de um(a) possível companheiro(a) que podes levar contigo, e com a presença de mais uma personagem mistério interpretada de forma profissional.

“O que acontece na 45, fica na 45!”

A minha experiência com este projecto foi tensa e misteriosa: o personagem misterioso que entrou depois dos outros jogadores, falava de uma sala como que se de uma entidade tratasse, e à qual tínhamos que responder e satisfazer através de pequenas provas específicas para cada um. Havia também uma mística garrafeira e um confessionário, tolhido de mensagens e registos de outros jogadores que por lá passaram.

Neste jogo, a maneira como progredimos e passamos à próxima fase é ambígua, e a consequência das nossas falhas, resulta num teste onde temos a oportunidade de nos “redimirmos”. Para estes que falham, há um lugar onde serão condenados a “tentar outra vez” ou simplesmente a recomeçarem do zero. De que forma este lugar e outros se manifestarão noutras sessões é-me desconhecido, porque todas as sessões são completamente únicas.

Eu, Tu e uma Garrafa

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Estas mesmas sessões, duram à volta de 45 minutos, e são totalmente imprevisíveis. Pois cada jogador tem a sua narrativa, e todas elas são feitas de forma única, para se desenvolverem conforme os jogadores e as suas acções, tornando tudo aquilo que acontece influente para a progressão do jogo. Quem decide entrar na sala 45, decide com quem entrar, e terá que debater com personagens distintas, tarefas e objectivos peculiares que nem sempre se mostram claras à primeira vista. O conceito é verdadeiramente complexo e distinto, o que faria injusto da minha parte demonstrar todas as suas engrenagens e revelar o seu funcionamento, já que o jogo brilha fortemente pelo mistério.

Este cruzamento das artes performativas, com os jogos de interpretação de papéis (RPGs) e Escape Rooms, encontra-se no Centro Comercial Alexandre Herculano, no Porto. Contudo, a sua fachada apenas se mostra depois de marcarem a 1ª sessão de jogo a partir da sua página oficial, por onde podem entrar em contacto para marcar as vossas sessões. A entrada custa 5€, e equivale à primeira sessão de jogo, sendo que todas as próximas sessões posteriores, caso decidam continuar, serão inteiramente gratuitas. Além disso, estas permite levar mais uma pessoa que vos poderá acompanhar durante essa sessão e começar o seu próprio percurso gratuitamente! Pelo que como podem ver, esta é mesmo uma oportunidade espectacular para experimentarem algo diferente.

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