Eu sempre tive medo de pegar em filmes e séries adaptadas de animes ou até de jogos. As adaptações sempre foram, para mim, algo que raramente consegue superar a expectativa da história original. Como, por exemplo, o filme de 2005 Doom – Sobrevivência com o Dwayne “The Rock” Johnson.

Mas existem sempre os casos que fogem à norma como, na opinião deste analisador, o filme de 2016 Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos, que consegue captar a história dos jogos iniciais de Warcraft.

No caso desta produção da Netflix, Death Note de 2017, devo dizer que fiquei bastante surpreendido!

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O filme, com produção de vários estúdios (de salientar a Vertigo Entertainment que nos trouxe a recriação de It em 2017), segue a história geral do anime e manga de Death Note.

Neste constam grandes nomes do cinema como William Dafoe (voz de Ryuk) e LaKeith Stanfield (L). A história segue um rapaz chamado Light (Nat Wolff) que recebe um caderno com poderes sobrenaturais, em que, seja qual for o nome da pessoa nele escrito, esta morrerá em apenas alguns momentos.

As diferenças entre os dois (esta adaptação e o anime) são logo aparentes.

Para começar, a acção do filme decorre nos Estados Unidos seguindo Light Turner, enquanto que o anime segue Light Yagami, no Japão. As personalidades de ambos, e até a forma como conseguem o caderno, são também obviamente diferentes.

Grande parte da história foi mudada, ou até cortada, para conseguir uma adaptação direccionada para um mercado ocidental. O que, sendo fã do anime original, me deixou um pouco triste. No entanto, quanto vi o resto do filme, deixei de me preocupar.

Death Note

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Onde a história e as personagens mudam, o resto sobressai pela positiva.

O trabalho de direcção de Adam Wingard (O Bosque de Blair Witch, The Guest), e a geral produção do filme, têm de ser devidamente aplaudidos. O lindo trabalho de câmara, excelente uso de contrastes de luz e ainda os efeitos visuais conseguem fazer com que o filme passe de uma amalgamia da história original e história alterada para uma experiência de hora e meia que deixará o espectador de boca aberta.

Isto, inclusive, nas várias mortes que o filme mostra, onde sangue e entranhas voam sem escrúpulos!

A música é algo de se salientar também. A composição dos irmãos Atticus e Leopold Ross consegue dar um ar de neo-noir ao filme. Com músicas de synthwave a tocar, consegue-se um ambiente perfeito de mistério e suspense.

Por fim, tenho que salientar o que realmente me captou na história de Charley Parlapanides (Imortais, Zero Footprint), Vlas Parlapanides (Imortais, Zero Footprint) e Jeremy Slater (O Efeito Lazarus, The Exorcist): o final. Um fim tão perfeitamente curvo que não só faria várias estradas de Portugal chorar, mas faria o M. Night Shyamalan chorar por completo pelo quão keikaku doori (planeado) este final viria a ser!

Conclusão da Análise
Uma linda adaptação para se ver enquanto se come batatas fritas ou uma maçã sumarenta.
7.5
Recente escritor profissional a escrever um pouco de tudo. Uma paixão por video jogos, filmes e escrita levou-me a escrever para vocês e para manter-vos a par de tudo filmes e series!

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