Assim que La Casa de Papel ou Money Heist estreou, deixei-a de lado porque a considerei ser uma “moda”, devido à febre das redes sociais e as mil histórias no Instagram sobre a mesma. Por isso, evitei-a ao máximo, até não ser mais possível, já que sou uma consumidora compulsiva de séries.

Esta produção televisiva espanhola é semelhante ao género de filmes de assalto, sendo categorizada como drama e suspense. Foi criada por Álex Pina (Kamikaze) e para a Vancouver Media Atresmedia que contou com nomes como: Sonia Martínez, Jesús Colmenar, Esther Martínez Lobato e Nacho Manubens. Por fim, o elenco que a protagonizou tem nomes como: Úrsula Corberó, Álvaro Morte, Itziar Ituño, Paco Tous e Pedro Alonso.

Este projecto começou por ser transmitido na Antena 3, mas foi reformulado, melhorado e adicionado ao catalogo da Netflix, que actualmente é uma dos principais produtoras e transmissoras de séries a nível mundial. La Casa de Papel conta com três temporadas e 27 episódios no total com duração entre 47 minutos e 70 minutos.

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La Casa de Papel Temporada 1

O enredo desenrola-se quando uns assaltantes entram na Casa da Moeda espanhola, e fazem de seus reféns algumas pessoas inocentes que ficam dias trancadas no local para fabricarem o seu próprio dinheiro. Os dias vão passando e surgem obstáculos, peripécias e dificuldades criadas pelas forças policiais, especialmente por Raquel Murillo, que acabam por ser ultrapassadas por Tóquio, Rio, Berlin, Denver, Nairobi…

Os ladrões seguem meticulosamente os planos do Professor, que do lado de fora arquitecta diversas situações para despistar a polícia e mantê-los informados para esquivarem-se de eventuais surpresas. Este será o maior roubo da história mas também o mais arriscado de todos.

Relativamente à minha opinião pessoal, apesar de ter ficado abismada com a série, por ser diferente, contagiante, viciante, empolgante, inovadora e imprevisível, fiquei um pouco decepcionada quando me apercebi das enormes semelhanças com o filme Inside Man. Para contextualizar, o filme – O infiltrado (2006) – conta a história de assaltantes vestidos com uniformes de pintor que invadem um banco em Nova York, e fazem prisioneiros no seu interior. As forças policiais chegam ao local com a expectativa de resolver a situação rapidamente, mas são surpreendidos com a inteligência e a astúcia do líder dos bandidos, que está sempre um passo à frente da polícia. Como podem ver, as semelhanças são demasiadas, o que me deixou decepcionada com a série.

La Casa De Papel

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Voltando à La Casa de Papel, senti que acabávamos por criar uma certa empatia e laços emocionais com os assaltantes, mesmo que isso não fosse o mais correto a se fazer. Eu como telespectadora, sentia algum carinho pelas personagens e queria muito que todos se “safassem”. Ao longo dos episódios, são nos mostrado as suas fraquezas e o porquê das suas atitudes e de se terem tornado ladrões. Esta série levanta outros temas como a crítica ao capitalismo e ao sistema, que considerei sem muito interessante, já que é algo que eu como cidadã faço diariamente…

Continuidade

A segunda temporada é uma continuidade da primeira, visto que é na segunda que descobrimos como o roubo termina e o que realmente acontece às personagens. Eu visionei a segunda temporada logo a seguir à primeira, por isso não senti aquela espera louca, como se faz sentir quando temos de aguardar um ano ou meses até saber o final do enredo. Já a terceira temporada, é o início de uma nova trama, com novas personagens, novas peripécias, novas aventuras e novos sentimentos. Eu gostei bastante da terceira e estou desejosa de assistir à quarta. Esta foi bastante semelhante à primeira, por isso, agarra o telespectador, prende, vicia…

Espero que esta seja uma ajuda para escolheres a próxima série que vais ver!

Conclusão da Análise
É de ficar colado ao ecrã.
8.4

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