Adaptado do livro “O Mistério Da Casa Do Relógio” de John Bellairs, o director Eli Roth entrega-nos uma aventura arrepiante, repleta de magia e de sustos que nos fazem retornar à nossa infância.

Com um elenco que pode ser considerado de luxo, não existe nada que não nos faça passar um bom bocado, criando tanto em crianças como adultos, o fascínio pelo desconhecido e pelos saltos que não são poucos, e depressa apanham os mais desprevenidos.

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O elenco principal destaca-se possivelmente pelo jovem Owen Vaccaro, que veste a pele do nosso herói de apenas dez anos, Lewis Barnavelt, poderá ver aqui o seu lançamento para futuros filmes tão promissores quanto este o foi. Vaccaro faz uma excelente interpretação de um rapaz órfão, que consegue superar o seu terror perante o desconhecido, após alguns erros cometidos pelo caminho, e que conquista os nossos corações, por ser o dito cromo que abraça no fundo a sua estranheza e se orgulha dela.

Outro elemento do elenco que deve ser destacado é Cate Blanchett, a autoritária e incrível Florence Zimmerman, que mais uma vez prova que não existe nenhum papel que ela não consiga representar. Blanchett está muito longe de ser desconhecida de todos nós, tendo-se apresentado já como a misteriosa e poderosa Galadriel ou a terrível Hela. Perante esta multitude de papeis, é sempre agradável ver como ela se deixa mudar e se adapta a tudo o que lhe possam “atirar”. A sua personagem é possivelmente uma das mais intrigantes, e todos os seus momentos durante o filme parecem ter sido feitos para ela se poder desenvolver sem qualquer intromissão.

O Mistério Da Casa Do Relógio

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Por fim, e claro que não poderia ficar de parte, temos Jack Black, que toma o papel de Jonathan Barnavelt, o excêntrico tio de Lewis que o leva a conhecer um mundo que ele nunca sequer imaginara. Black mostra-se mais uma vez o alívio cómico do filme, apesar de serem vários os momentos assim, ele tenta ainda apresentar o mesmo lado sério e assustador que mostrou no filme Arrepios de Rob Letterman. Não se pode, no entanto, afirmar que Black se afasta da sua zona de conforto, já que por vezes parece estar simplesmente a repetir o papel que já representou em inúmeros outros filmes.

Tudo no filme foi feito para nos prender aos nossos lugares! A música desenvolvida por Nathan Barr embala-nos para a segurança, antes de nos fazer saltar com a precisão com que se mistura com as cenas do filme, entregando-nos o suspense necessário para nos deixar maravilhados.

Também os cenários e os elementos de CGI nos levam para um mundo de magia escondido, dando-nos criaturas fantásticas e peças de mobiliário, que nos encantam e nos fazem querer pensar que também desejamos poder fazer o mesmo que todos eles.

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