Pokémon: Detective Pikachu, teve a sua aguardada estreia muito recentemente, e como não podia deixar de ser, o mesmo trouxe consigo uma onda de nostalgia electrizante que nos empurrou para as salas de cinema. Desta feita, nós na Squared Potato não resistimos a ir ver o filme, pelo que trago-te agora uma análise ao mesmo.

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Pokémon: Detective Pikachu é uma produção da Legendary Entertainment, The Pokemon Company e da Toho Company em associação com a Warner Bros., e se há coisa que te posso dizer desde já, é que esta é uma produção absolutamente fantástica, e que imprime um elevadíssimo respeito e conhecimento da franquia Pokémon.

Com isto, quero mesmo assegurar-te de que vais ser deslumbrado pela visão de imensos Pokémon a co-habitar o grande ecrã e a sentirem-se cheios de vida! De facto, são imensas as espécies de Pokémon que podemos encontrar ao longo do filme, tantas que muito dificilmente darás por todas elas! Desta feita, há que destacar os modelos CGI que recriam fielmente os nossos monstinhos de bolso, e que nos deixam absolutamente apaixonados pela fofura de uns e pela a peculiaridade de outros.

Ow, Pika-pika para ti também <3

Contudo, nada pode ser assim tão perfeito, e em termos de efeitos visuais, embora estes estejam num patamar bastante elevado, e com uma direcção artística incrível, notei algumas falhas, sendo alguns dos exemplos: a iluminação de um Machamp que está a gerir o trânsito num plano não estar totalmente bem concebida, ou o arrastamento de um frame estático, sem motion blur nem nada, para compensar uma acção que não foi bem reproduzida no plateau. Ditto isto, quero no entanto salientar que são escassos os erros de VFX, e que o filme superou as minhas expectativas neste campo, mostrando-nos uma utopia ideal onde os Pokémon se misturam com a humanidade.

Com grandes efeitos visais, vêm grandes cenas de acção, e até mesmo grandes momentos de emoção, com a assinatura de Rob Letterman (Goosebumps: Arrepios, O Gang Dos Tubarões) que aqui realiza e co-argumenta o filme! Eu já tinha mencionado que a direcção artística está incrível neste filme, mas só para teres ideia do pormenor, o contorno de uma lágrima a descer pelo preciso feixe de luz que ilumina os contornos de uma cara é um dos detalhes que me deixou impressionada.

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O que não me deixou igualmente impressionada foi contudo o argumento do filme. Aqui temos sobretudo um enredo com algum cliché, que estraga inclusive o plot twist final. Há aqui inclusive algumas situações que nos fazem questionar as mentes que conceberam esta história, como por exemplo o facto de invadirmos as instalações de uma gigante corporativa onde se pesquisam avanços tecnológicos, e nem prestarmos atenção à existência de câmaras de vigilância… Outra, algumas pessoas estarão aqui a questionar-se se vieram ver o Pokémon: Detective Pikachu ou um reboot muito estranho do primeiro Resident Evil, com um R Vírus e um tal de Clifford a substituir o Wesker.

A adicionar, temos vilões básicos, mas sendo este um filme que tem também como público alvo as crianças e não só os fãs da franquia de Pokémon, também se compreende a necessidade de manter as figuras algo simples e previsíveis.

Pokémon Detective Pikachu

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Contudo, nem tudo é mau. Temos uma trama forte sobre questões familiares e um humor inteligente que sabe dar cartas às diferentes faixas etárias do seu público. Claro, aqui entra o nosso Detective Pikachu, com Ryan Reynolds a saber deixar o fato de Deadpool de lado e a brilhar absolutamente num contexto mais familiar. Foi de facto uma surpresa agradável e um alívio ver o actor assumir este papel no grande ecrã com seriedade e a trazer algum do seu humor característico para entreter o público com a sua presença.

Justice Smith também deu-nos uma prestação digna como Tim Goodman, mostrando-nos as várias camadas emocionais da personagem, à semelhança de Kathryn Newton com a sua personagem Lucy.

Na banda sonora, Henry Jackman traz-nos uma obra inspirada nas aventuras dos monstrinhos de bolso, tendo até a atenção de deixar-nos pequenos trechos das composições originais mais conhecidas da franquia como easter eggs,dando-lhes apenas um ritmo diferente mas mantendo o mesmo tom 8-bit característico dos jogos do Game Boy. Muito bem jogado!