Finalmente chegou a segunda temporada de Titans! Depois de um primeira temporada cheia de grandes momentos e com build up constante, para acabar num cliff hanger, não esperaria menos qualidade da sua continuação, e em certa parte foi o que tivemos.

Consolidando os Titans

A segunda temporada arranca então com o desfecho do arco da Raven, que por sua vez dá-nos uma visão da estrutura que irá suportar a série de agora em diante. Com isto, temos as nossas personagens consolidadas e reunidas finalmente na torre dos Titans, e é então chegada a altura de percebermos o que é que correu mal com a primeira versão do grupo que Dick Grayson tentou reunir, há 5 anos atrás.

Titans

Não querendo dar muitos spoilers, digo apenas que por um lado gostei imenso de ficar a conhecer melhor o passado do grupo nesta temporada. E também, o seu futuro. Pois esta temporada, coloca os Titans perante uma assombração do passado, que ameaça voltar a destruir o grupo: DeathStroke. Uma personagem que também conseguimos ver aqui muito bem construída, e ser desenvolvida com foco em todas as camadas da sua personalidade: tanto como o assassino DeathStroke, como Slade Wilson, como um homem de família. É estranho mas até que dei por mim a torcer pelo personagem.

Um elenco com prestações sólidas

Á parte desta sólida interpretação de DeathStroke de Esai Morales, há que salientar que esta temporada traz-nos também novas personagens, igualmente memoráveis. Falo do caloroso Aqualad de Drew Van Acker, do doce Jericho de Chella Man, que brilhou imenso apesar do seu pouco tempo de antena, e claro que não me posso esquecer da letal Rose Wilson de Chelsea Zhang… que tendo em conta a caracterização inteira do elenco, é a única que parece saída de uma Comic Con. Parece que não se encaixa totalmente bem aqui, e muito honestamente… espero que na terceira temporada, a mesma venha a se tornar um elemento mais activo na série, em vez de um animal espiritual…

Titans

Mas vamos lá falar da grande estrela que rouba aqui, sem dúvida alguma, totalmente a atenção do espectador. É de mim, ou a produção de Titans criou mesmo um clone autenticamente perfeito para o papel de Superboy? Joshua Orpin é simples irrepreensível neste papel! O actor é uma cópia chapada do design da personagem nas bandas desenhadas. E ainda para mais, demonstra uma personalidade em total conformidade com a personagem que “nasce” com o ADN tanto de Lex Luthor como de Kal-El.

Sor Jorah Mormont, depois de uma morte dolorosa na Guerra dos Tronos, renasce aqui no papel do Cavaleiro das Trevas. Devido ao carisma do actor, devo dizer que Ian Glen não me pareceu uma escolha muito acertada para este papel de Batman (talvez fosse mais indicado para interpretar Alfed). Até porque para uma série que quer nos levar a crer que o morcego está completamente consumido pela sede de violência, a assertividade de Ian Glen e a sua maturidade no ecrã, não conjugam com os traços da personagem que foram construídos na primeira temporada.

A calmaria antes da tempestade?

No campo técnico, a produção desta segunda temporada mantém a qualidade visual que nos deslumbrou no ano passado. No entanto, é no enredo que esta temporada acaba por deitar tudo por água abaixo. Andamos a deambular lá para meio da temporada, com cerca de 5 episódios de puro tédio em que parece que a história perdeu o seu rumo. É claro que os últimos episódios acabam por valer a pena, mas muito sinceramente, foi com algum esforço que lá cheguei.

Titans

Verdade seja dita, faz-me alguma comichão pensar no final desta temporada, pois deixa-nos um certo sabor amargo, e ao mesmo tempo incerto, em relação ao futuro da série. Isto porque ao contrário de todo o enredo anterior, sempre tivemos em vista objectivos claros para o grupo. No entanto, agora, temos apenas algumas pontas soltas por resolver numa possível 3ª temporada. O que a meu ver, podia ter encaixado perfeitamente nos tais episódios de puro tédio que tivemos de suportar. Para estender o tapete a novos acontecimentos que viessem a dinamizar a série numa próxima temporada.

Mas enfim, sem dúvida a primeira temporada foi grande em termos de momentos mais especiais e com um build up constante, mas em contra partida, nesta nova temporada, tivemos uma visão mais profunda sobre os Titans, suportada em grandes prestações.

Conclusão da Análise
É possível que desistas a meio da temporada
7
Cedo me apaixonei pelo mundo do cinema e dos videojogos. A ficção agarrou-me e não me largou mais! A vida levou pelo caminho da Animação e Pós-Produção, mas nos tempos livres, escrevo para voçês.

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