Introdução aos Videojogos Portugal criança de 7 anos Nintendo

Algumas das memórias que mais cedo e de tenra idade formei, estão ligadas aos videojogos. Na altura comecei a aprender o que eram estes fascinantes engenhos que misturam inputs físicos com o controlo de personagens e objetos, perto dos meus 4 anos de idade, e muito de mão dada com familiares e amigos, fui gatinhando até receber a minha própria consola aos 6 anos.

Nessa altura, os jogos chegaram a minha casa sob pretexto e por necessidade de ter algo que me fizesse de companhia durante as longas férias e tardes livres que tinha pela frente sozinha depois da escola e das minhas atividades. Embora ache que tenha tido muita sorte nas escolhas dos jogos que vieram parar cá a casa, a verdade é que hoje em dia não precisaria de ser assim. Com um artigo como este, talvez muitos padrinhos, irmãos e pais, possam ter um recurso que não os entregue à sorte, e ajude a efetivamente encontrarem o que procuram: uma forma saudável de introduzirem os videojogos na vida de uma criança e na sua casa.

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A Proposta

Se alguém pensa que dar uma consola, e alguns videojogos, a uma criança, irá deixá-la isolar-se e a criar menos laços com a família lá de casa, então é porque na realidade esse alguém não foi introduzido aos videojogos, ou então é porque fez tudo completamente errado. Nisto, devo dizer que o primeiro ponto, na minha ordem de objetivos para esta pequena (espero *oof ) série de artigos, é precisamente mostrar como os videojogos podem incentivar à criação de memórias e momentos em família, onde uma criança e todos os familiares podem aprender com os seus benefícios, e contribuir para a solidificação dos laços afetivos.

Coisa que me enche de nostalgia é relembrar os primeiros tempos de fascínio pelo mundo vibrante atrás do ecrã. Um mundo onde podíamos ser pilotos, jogadores de futebol, policias, enfim… Tudo o que o nosso coração procurasse ser na altura. O mundo da imaginação abre-se como um livro estendido, com páginas que tocam o horizonte, e com linhas de mais de 1000 histórias escritas e por viver, através de uma única máquina didática que nos permite viajar, e no entanto pasma-me o quão subestimada tem sido. Esta possibilita que aos olhos dos mais pequenos, os mais velhos se tornem visualmente nos seus heróis. Hoje em dia, com as famílias cada vez mais dispersas, é também uma excelente altura de re aprendermos a usufruir desta magia para reativar os laços perdidos ou mais distantes.

Por vezes, vemos alguns pais comprarem jogos sem saberem efetivamente o que estão a levar para casa, só por acharem que as crianças vão ficar entretidas e sossegadas no seu cantinho, e que assim deixarão os adultos descansar. Muitas vezes, nem reparam no selo PEGI que tem presença obrigatória na capa de qualquer videojogo, e que indica a partir de que idade a obra em mãos é indicada. Talvez esses pais também já necessitavam de desfrutar da brincadeira, sendo esta uma atividade lúdica e inclusiva.

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Se déssemos mais voz às crianças que recebem estes jogos, há algo que os pequenitos gostariam de puder dizer a estes pais: gostariam de dizer que queriam mesmo era puder contar com os pais e com a família para partilharem destas aventuras e jogarem com elas, passando tempo de qualidade juntos, como que um escape do dia-a-dia. Para a grande maioria dos nossos leitores na Squared Potato, já jogadores de longa data, a realidade e os conhecimentos que pretendo passar nesta longa introdução não são novidade nenhuma, e podem conferir tudo o que refiro. Por isso, estes podem saltar esta parte e passar diretamente para a lista de jogos. No entanto, quero referir enquanto mantenho a vossa atenção, que foco esta série de artigos pensando mais nas famílias que nunca jogaram e não têm conhecimentos sobre como começarem a dar estes passos, e daí a sua extensão até chegarmos à parte dos jogos.

Passados alguns estigmas, a sociedade começou finalmente a ver que os videojogos estimulam o desenvolvimento cognitivo e a coordenação das crianças, incentivam à cooperação para se entre-ajudarem umas às outras a superar os desafios mais difíceis destas aventuras, bem como à comunicação para falarem destas aventuras e dificuldades, mas também para se vangloriarem das suas conquistas. Aqui reforço esta última parte, porque as crianças querem muito falar sobre os seus videojogos favoritos, mas estarão os adultos abertos para as ouvir e conseguirem acompanhar sem jogarem? Não se forem o tipo de adultos que só lhes compra os jogos para as deixarem ficar sossegadas a jogar sozinhas e a um canto da casa.

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Além de tudo isto, os videojogos ainda têm também um enorme potencial para ensinar como nenhuma outra ferramenta de ensino alguma vez existiu na história da civilização humana. Aqui temos espaço para aprender História como se efetivamente o jogador tivesse estado lá, vivendo-a quase em primeira mão. Temos Estudo do Meio, que obriga a ter logo um pensamento consciente na maior parte dos jogos que o abordam, Geografia para quem quiser saber como os reinos e impérios evoluíram ao longo dos tempos até à atualidade, Física, Química e Ciências, porque para avançarmos nos videojogos temos uma curva de aprendizagem que aguça a lógica do jogador, para o ajudar a perceber como todo o seu mundo funciona. Matemática e por aí fora, mas também e sobretudo, umas boas doses de Inglês e ainda há espaço para se aprender e experimentar outras línguas estrangeiras! 

Imaginemos que queremos começar por introduzir os videojogos na vida de uma criança com 7 aninhos ou pouco mais, idade ideal na minha ótica. Este é o foco deste artigo, mas também é importante pesar a vida familiar em casa, e portanto escrevo com a ideia de que a mesma tanto pode viver num ambiente familiar muito ativo, com pais e irmãos sempre num cagaçal, como que pode apenas viver com um dos seus progenitores, e serem só os dois a se apoiarem no dia-a-dia. Ambientes muito diferentes, com as suas peripécias, mas que em ambos os casos, os videojogos podem funcionar como uma chave-mestre para desbloquear um novo hobby, para estarem todos presentes naquele momento e passarem tempo de qualidade juntos. 

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A escolha da Consola perfeita

A primeira questão a que temos de responder, é obviamente a escolha da consola perfeita para esta criança e para o seu ambiente. Embora eu planeie fazer uma abordagem diferente deste artigo para cada uma das marcas de consolas existentes do mercado, de forma a eventualmente aproveitar as que já possam existir aí em casa, é importante referir, francamente, que há uma resposta concreta e um bocado óbvia nesta questão.

Precisamos de uma consola versátil, que possa ser facilmente transportável e adaptável a diversas adversidades e maneiras de se jogar. Uma consola cujos comandos não sejam muito grandes para as mãozinhas da criança, que sejam fáceis de se substituir, e igualmente uma consola onde seja fácil juntarmos mais comandos para aumentarmos o número de jogadores. 

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Felizmente, hoje em dia há precisamente a consola ideal para tudo isto no mercado, e devo acrescentar que nunca houve consola mais perfeita para preencher todos estes requisitos: a Nintendo Switch, versão normal ou OLED. Esta vem logo com dois comandos, e pode ser jogável tanto numa televisão como no próprio ecrã táctil integrado na consola. Desta forma a família pode desfrutar dos videojogos durante as viagens ou em casa. Além disto, uma clara vantagem é que pelo mesmo preço de apenas um comando individual de qualquer outra consola, consegue-se comprar um novo par de comandos para a Nintendo Switch, e assim ficar com 4 comandos que já garantem espaço para toda a família.

Na altura de fazer as contas, isto permite economizar bastante, dado que para termos 4 comandos noutras consolas, seria preciso gastarmos o triplo do valor. Em boa verdade, com sorte também se apanham packs onde podem vir incluídos 2 comandos numa PlayStation ou Xbox, ou ainda, podemos explorar os mercados de segunda mão.

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No entanto é preciso ter atenção a esta última parte, dadas as burlas na internet. Nós aqui na Squared Potato, estamos atentos e repudiamos a forma como essas práticas têm infestado os mercados de segunda mão. Por isso também já abordámos dicas e regras para ensinarmos os nossos leitores a não caírem nesses esquemas e a saberem procurar negócios fidedignos. Espreita este artigo com atenção, se estiveres a pensar ir procurar consolas no OLX, Facebook Markets e afins..

Importa também referir que a Nintendo Switch é 200€ mais barata que a concorrência, e de todas é sem dúvida a consola desenhada a pensar nas famílias, ao passo que as outras tendem para uma biblioteca de jogos para o público mais crescido, e com tecnologia que não seria muito aproveitada pela criança. Com muitos pesos na balança é portanto com muita ponderação que indico esta consola.

Fiquem para já com uma apresentação da da Nintendo Switch OLED:

Nota: Apenas escolhi o vídeo do modelo OLED para poderem ver melhor as diversas formas de se jogar com a consola, sendo a versão não-OLED, a normal, uma perfeita escolha.

Ao abrirem pela primeira vez a consola, num local com acesso a wifi, serão guiados pela Nintendo na preparação da conta de utilizador da criança, uma Conta Nintendo que serve para agregar a biblioteca de jogos que iremos construir de seguida, bem como o serviço mensal que é opcional, mas muito interessante e que menciono mais no final deste artigo. Esta conta ficará ligada a um login que é preciso associar a um email, por isso é importante que os pais já tenham a ideia de qual utilizar em antemão.

Outro tema interessante a explorar nesta consola, é o Controlo Parental. Através de uma aplicação instalável nos smartphones dos pais, temos a possibilidade de definir as horas de jogo por cada dia da semana a que a criança terá direito a passar com a consola. Além disto, a aplicação também é útil para notificar os pais sobre quais os jogos que a mesma jogou e parece gostar mais, o que sempre abre alguns temas de conversa à mesa, mas relembro, a ideia deste artigo é pôr a família a participar e a jogar com a criança, e não simplesmente dar-lhe os jogos para ela jogar sozinha. Deixo abaixo o vídeo onde a Nintendo PT explica tudo sobre esta funcionalidade:

Lê mais:  Jogos PT | Xisto

Estando tudo configurado e pronto a funcionar, é hora de começarmos a pensar na biblioteca de jogos que queremos construir, e assim, e com a ajuda dos meus caríssimos colegas da Squared Potato, debatemos e pesámos uma lista dos 21 videojogos excelentes que são ótimas escolhas para introduzirmos a criança e a família a este novo hobby, pondo em destaque 3 grandes categorias: tempo em família, tempo com um progenitor, tempo sozinho. Sem mais demoras, vamos lá!

Os jogos perfeitos

1. Tempo em Família (2 a 8 jogadores)

Para as sessões em família, procurámos os jogos mais divertidos e intuitivos, de forma a que mesmo que alguns não tenham o idioma de português nas suas opções, e os pais não estejam confortáveis com o inglês, os jogos sejam de fácil compreensão e rápido acesso, nomeadamente reproduzindo o que vemos no ecrã.

1-2 Switch

Desde o início de vida da Nintendo Switch, este é um dos jogos mais requisitados para as festas e partidas em grupo, portanto é sucesso garantido aí para casa. 1-2 Switch consiste em diversos mini-jogos que dão azo à imaginação e onde podemos saltar do sofá para aproveitar o espaço da sala e fazer lutas de espada, duelos de cowboys, dançar, desfilar, e muito mais, graças à tecnologia dos comandos da consola: os joy-con. Estes medem os movimentos que fazemos (através de um acelerómetro e de um giroscópio integrado) e atestam da nossa pontaria e coordenação nos diversos mini-jogos para nos atribuir pontuações.

Também estes comandos conferem um feedback ao jogador, através do motor de vibração integrado, HD Rumble, que permite-nos sentir, explorar, e imaginar que estamos a pegar em objetos completamente diferentes dos comandos. Por exemplo, imagina que tens uma caixa com um certo número de berlindes lá dentro. Com o comando consegues sentir-te a mover a caixa e a tentar contar através do rolamento dos berlindes, quantos constam de facto na caixa. Outro jogo igualmente divertido é o jogo da batata-quente mas com uma garrafa de gasosa, onde agitamos o comando e passamos ao próximo jogador, sucessivamente entre todos os elementos do grupo. O comando vai imitar a vibração da pressão do gás a acumular e eventualmente calhará a alguém a tampa explodir.

Sendo muito intuitivo nos seus mini-jogos, tudo o que tens de fazer, é explicado e demonstrado na introdução de cada modalidade, pelo que mal notamos que o jogo não possuí a opção de idioma em Português.

Nintendo Switch Sports

Se a Nintendo Wii foi a consola preferia para pôr os avôs a mexer e a fazerem exercícios de mobilidade, a sua “sucessora” também não desfez do seu legado. Nintendo Switch Sports pode muito bem meter 3 gerações (ou mais para quem tiver essa sorte) a desfrutarem de uma partidas de Bowling, Volleyball, Badminton e Futebol.

Utilizando os mesmos sensores de movimentos referidos no jogo anterior, este é um jogo que implica atividade, coordenação, e pode muito bem ser decisivo na atribuição de algumas tarefas em casa à equipa perdedora. Felizmente tem opção para idioma em português.

Super Mario Party

Para quem gosta de jogos de tabuleiro e de dados, tempos aqui um desafio muito interessante! Imagina que pelo percurso no tabuleiro, os jogadores são desafiados a participar em mini-jogos muito originais, onde têm de cozinhar um naco de carne numa frigideira, dançar, jogar baseball, recolher pinguins, enfim, um imenso mundo de mini-jogos muito divertidos que roubam risos e estimulam coordenação e raciocínio rápido.

Super Mario Party não tem opção para idioma em português, mas como podes ver pelo vídeo acima é bastante intuitivo, demonstrando e dando sempre aos jogadores a oportunidade de testarem os controlos primeiro antes de cada partida começar a sério. Lê mais sobre Super Mario Party na nossa análise aqui.

Mario Kart 8 Deluxe

Temos pilotos de karting aí em casa? É o que iremos descobrir com Mario Kart 8 Deluxe, onde muitas personagens do universo Nintendo desfilam nos seus gloriosos veículos, rumo à 1ª posição no Grand Prix. Aqui temos toda a polpa saborosa dos jogos de corridas, com um leque de pistas vibrantes e onde há espaço para a trafulha.

Ao longo das corridas, os jogadores vão apanhando itens, que podem ser usados para seu benefício, mas também para armadilhar a prestação dos outros jogadores. Vão voar carapaças, quando descobrires quem largou aquela casca de banana!

Mario Kart 8 Deluxe tem o idioma de português disponível.

51 World Wide Games

Este é mesmo para os amantes dos jogos tradicionais de mesa, mas não só! Um excelente título para toda a ocasião, que ensina um pouco da história dos jogos tradicionais, incluindo as suas origens, com um leque de jogos recheado e mais que satisfatório. Desde o tradicional Xadrez, ao Mancala (que não sabes o que é mais vais adorar passar a saber), passando também por jogos de cartas como o clássico Batalha, rolar combinações de dados, entre outros são muitos os jogos que podes explorar aqui em família!

Este é também um excelente digestivo para os tempos mais aborrecidos, cativando os pequenitos a aprenderem sobre os nossos jogos tradicionais e desafiando-os no desenvolvimento do seu raciocínio.

51 World Wide Games não possuí idioma em português, mas antes de cada jogo ensina através da demonstração os jogadores a jogar. Podes ler mais sobre o mesmo na nossa análise aqui.

Snipperclips

Este jogo é um bocado estranho para os vizinhos… Ouvir um “reforma-me!” aqui, um “corta-me!” ali, vai levantar algumas questões da próxima vez que se cruzarem no corredor, mas garanto que é divertidíssimo! A premissa parte de que todas as personagens têm de conseguir formar juntas uma figura que aparece no ecrã. Para tal, os jogadores têm de comunicar e coordenar a forma como precisam de recortar e girar as suas personagens para encaixarem na forma correta.

Cada personagem funciona como um pedaço de papel, mas que ao sobrepor-se com outra personagem, pode recortar a mesma na forma sobreposta. Quando uma personagem é completamente corta, a mesma volta a se reformar.

Snipperclips não tem idioma em português.


2.Tempo com os país (2 a 4 jogadores)

Super Mario Odyssey

Este, muito provavelmente vai ser o vosso jogo favorito! Digo-o sem grande sombra de dúvida. A chave aqui está em explorarem com tempo os magníficos mundos de Super Mario Odyssey, numa viagem que tanto impacta quem nunca pegou num jogo do Mario, como quem o conheceu ainda na altura de se chamar Jump Man.

Lindíssimo nos seus cenários e brilhante nas mecânicas, este é um jogo que envolve alguma estratégia, ritmo e coordenação, enquanto enche os olhos. É por isso para ser jogado com paciência, para ser desfrutado ao máximo. Infelizmente e apesar de estar no entre os melhores jogos alguma vez criados, Super Mario Odyssey não possui idioma em português, e se houver alguma dificuldade com o inglês aí em casa, sugerimos tentarem jogar em espanhol.

Yoshi’s Crafted World

Um pouco à semelhança de Super Mario Odyssey, Yoshi’s Crafted World é mais um jogo que explora a vertente criativa, e uma verdadeira inspiração para trabalhos manuais! Com cada peça de cenário ou inimigos recriados a partir de feltros, cartões e cartolinas, bem como de materiais reciclados, este convida a um olhar atentos aos seus detalhes.

Yoshi’s Crafted World também não tem idioma em português, mas sendo algo intuitivo, se tiverem dificuldades podem experimentar jogar em espanhol.

Lê mais sobre Yoshi’s Crafted World na nossa análise aqui.

Kirby and the Forgotten Land

Tal como Super Mario Odyssey e Yoshi’s Crafted World, este é também um jogo para 2 jogadores e incontestavelmente o mais belo Kirby presente na Nintendo Switch. Kirby vê parte do seu mundo e dos seus amigos serem sugados para outra dimensão que parece algo abandonada mas cheia de vida a crepitar pelos cenários.

Igualmente um jogo muito colorido e delicioso para ficar na memória, Kirby and the Forgotten Land não tem idioma em português. Qualquer dificuldade com o idioma inglês que os pais possam ter, pode ser colmatada ao se mudar para o espanhol.

Lê a nossa análise a Kirby and the Forgotten Land aqui.

Hyrule Warriors: Definitive Edition

Dias intensos? É altura de descomprimir e puxar do Hyrule Warriors: Definitive Edition. Aqui os combates são deliciosos, e levam os jogadores a ceifar um mar de oponentes enquanto ganham terreno e completam objetivos pelo mapa. O mesmo leva-nos ainda a revisitar cenários e personagens de outros jogos de The Legend of Zelda, servindo de uma boa apresentação da franquia, que mais tarde irá fazer as delícias dos pequenitos.

Sem idioma em português, este é um jogo que requer alguma concentração para percebermos o que está a acontecer, pois ao longo de cada partida vão acontecendo eventos e são lançados objetivos a cumprir. Talvez jogar em espanhol também seja aqui uma forma de facilitar adesão a este jogo. Embora possa parecer um pouco difícil inicialmente, não se assustem, a verdade é que uma vez iniciada a primeira partida, tudo irá parecer mais fácil!

New Super Mario Bros. Deluxe U

Para uma experiência de um Super Mario Bros mais tradicional aí em casa, New Super Mario Bros. Deluxe U leva-vos ao emocionante e vibrante mundo de mapas 2D. Aqui irão enfrentar obstáculos ao longo de 164 percurso diferentes, e extremamente coloridos! A chave está na comunicação e coordenação, estudando a estratégia para avançar ao ritmo certo.

Lê a nossa análise a Super Mario Bros. Deluxe U aqui.

Kirby Star Allies

Eis uma excelente oportunidade para conhecerem Kirby e os seus amigos! Nesta aventura para até 4 jogadores, fica a conhecer as personagens mais familiares para qualquer amante das aventuras desta bolinha cor-de-rosa. Num jogo onde todos os jogadores podem usufruir do poder do Kirby, aproveitem para sugar inimigos e obterem os seus poderes elementais, com fogo, gelo, espadachim, entre outros. Estes serão a chave para resolver quebra-cabeças e desbloquearem o caminho, por isso vamos por essa massa cinzenta a funcionar!

No fundo, a união faz a força em Kirby Star Allies, e embora não tenha idioma em português, mal darás por isso.

Nintendo Labo Toy-Con 03: Vehicle Kit

E agora, um desafio diferente. Vamos colocar o ecrã um bocado de lado para recebermos as instruções, porque o foco agora vai ser a mesa onde maioritariamente iremos construir brinquedos novos com cartão, elásticos, e autocolantes. Estes vão depois ganhar vida com os comandos da consola e permitir que joguem não só os jogos que vêm incluídos no Nintendo Labo Toy-Con 03: Vehicle Kit, como também se já tiverem o Mario Kart 8 Deluxe sugerido acima, controlar os veículos com o Toy-Con mota e carro.

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A montagem divertida destes brinquedos, e depois o fascínio de os vermos a controlar os veículos no ecrã, é talvez um belo sonho de criança tornado realidade, mas o Nintendo Labo ainda esconde uma faceta didática e educativa muito ambiciosa mas igualmente impressionante aos olhos de uma criança em toda a sua experiência. Para desvendar o mistério de como todo o brinquedo consegue funcionar com a consola, país e filhos podem aprender como cada peça de tecnologia está a funcionar para permitir este “toque de magia”. Indo um pouco mais além, é também possível que aprendam a criar os vossos próprios mini-jogos de uma forma muito simplificada, mas que vos permita usufruírem destes brinquedos.

Alimenta a curiosidade e aprendam algo novo que vai começar a despertar ideias para novos projetos aí em casa. Nintendo Labo Toy-Con 03: Vehicle Kit tem idioma em português e podes ler a nossa análise a este jogo aqui.

Super Mario 3D World + Bowser’s Fury

Mais um Super Mario? Este é talvez o meu favorito a seguir ao Super Mario Odyssey, e se gostarem tanto de gatinhos como eu, é provável que seja uma escolha de sucesso aí para casa. Super Mario 3D World + Bowser’s Fury é na verdade 2 jogos pelo preço de 1, sendo o 3D World um divertido Super Mario, e Bowser’s Fury uma novidade onde o objetivo é ajudarmos o filho do nosso maior inimigo a recuperar o pai de um ataque de fúria.

Super Mario 3D World + Bowser’s Fury tem idioma em português e podes ler a nossa análise aqui.

Just Dance

Será que temos queda para a dança? Ou dança para queda? Just Dance, ano após ano, traz-nos um novo título recheado dos maiores êxitos musicais que marcaram a distância do lançamento anterior. Sendo a Nintendo Switch a plataforma de eleição do nosso dançarino de serviço e consultor sobre tudo o que é Just Dance, é também uma excelente oportunidade para animar as pausas em casa e resolvermos quem é que afinal fica com a lida doméstica.

A bom ritmo, e com idioma em português, este é um jogo bastante divertido e simples. Tudo o que têm de fazer é seguirem o exemplo dos dançarinos no ecrã que interpretam as mais habilidosas coreografias.

Lê a nossa análise ao Just Dance de 2020 aqui para teres uma ideia do jogo, e depois escolhe o ano que tem uma lista de músicas mais de acordo com o vosso gosto. O nosso consultor sugere no entanto o de 2019 pela lista de músicas.


3-Tempo sozinho (1 jogador)

The Legend of Zelda: Link’s Awakening

Tínhamos de conseguir trazer um The Legend of Zelda para esta lista, e Link’s Awakening em toda a sua glória é simplesmente perfeito para a hercúlea tarefa de despertar a criança e os país, para a descoberta de mais um grande herói na família de personagens Nintendo.

Esta será uma aventura desafiante para a criança, especialmente por não ter idioma em português. No entanto sendo um jogo muito intuitivo e visualmente deslumbrante, não faltará motivação para superar obstáculos, resolver quebra-cabeças e desenvolver coordenação e o seu planeamento estratégico.

Podes ler mais sobre The Legend of Zelda: Link’s Awakening na nossa análise aqui.

New Pokémon Snap

Se a criança gosta de animais, este é o título perfeito para a apresentarmos ao mundo de Pokémon! Aqui não há um vasto mundo por explorar, nem Pokémon para apanhar ou treinar, mas sim muitas espécies para fotografar. Numa espécie de safari, é possível visitar cenários únicos onde, com atenção, será nível possível encontrar Pokémon escondidos e até alimentá-los. Conheçam a vida selvagem da franquia de Pokémon em New Pokémon Snap.

O jogo não tem idioma em português, mas é super simples de se jogar. Lê mais sobre New Pokémon Snap na nossa análise aqui.

Captain Toad: Treasure Tracker

E agora vamos ver como é que a criança se safa com uns belos puzzles, que desafiam-na a pensar e a puxar pela estratégia. Aqui o jogador tem de chegar até ao objetivo do percurso, sendo que o caminho até lá, nem sempre é tão simples como aparenta. Um desafio que gera motivação, para superar níveis atrás de níveis, e testar a paciência do jogador.

Captain Toad: Treasure Tracker não possuí idioma em português, mas também é tão visual e intuitivo que não será obstáculo a partir nesta aventura.

Lê a nossa análise ao jogo aqui.

Stardew Valley

Um jogo para alimentar gerações! Em Stardew Valley o jogador acaba de herdar a antiga fazendo do avô e todo um terreno imenso ao seu dispor. O desafio está em restaurar esta velha quinta à sua glória e conseguir gerir estrategicamente os recursos para a nossa personagem viver da sua terra e prosperar. Tarefa difícil podemos pensar numa primeira instancia, mas é um jogo tão relaxante que rapidamente percebemos porque é que tantas gerações cresceram a amar o jogo a que o próprio presta homenagem: Harvest Moon. Um escape perfeito para o dia-a-dia da criança e para esta construir o seu pequeno paraíso, que felizmente tem idioma em português.

Animal Crossing: New Horizons

Por falarmos em paraíso, como estamos desses planos para as férias? Que tal visitarmos uma ilha onde o ritmo de vida desacelera e a tornarmos a nossa casa? Acho que é muito relevante mencionar que em pleno início de pandemia, logo no primeiro grande confinamento que tivemos de enfrentar, Animal Crossing: New Horizons foi o jogo que nos uniu enquanto jogadores e ajudou muita gente a cooperar com as notícias e o estado caótico do mundo real.

Aqui, a criança ajuda Tom Nook a desenvolver a sua própria ilha, embelezando-a e descobrindo alguns segredos, bem como recebendo novos habitantes. Os seus novos vizinhos são animais muito curiosos, cada um com as suas personalidade e gostos! Se tiverem mais que uma conta na consola, é até possível juntarem-se todos à criança e viverem todos na mesma ilha, mas não só. Animal Crossing: New Horizons deixa-te explorares outras ilhas para conseguires novos recursos, bem como visitar amigos. A cereja no topo do bolo, é que podem todos jogar em português.

Lê a nossa análise a Animal Crossing: New Horizons aqui.

Minecraft

Muito à semelhança de Stardew Valley, Minecraft é um gigantesco e colosso sucesso no que toca à criatividade e a abrir a imaginação dos mais pequenos, comprovado por gerações e legiões de jogadores. Este é talvez o título mais obrigatório de desta categoria de videojogos para deixarmos as crianças jogarem sozinhas, pois para além da comprovada eficácia do jogo e de este estar disponível em português, o mesmo possibilita a que esta molde todo um mundo a seu critério e aprenda a conjugar vários tipos de materiais diferentes para criar objetos que o ajudarão a dar forma a esse mundo.

Contudo, é sempre divertido depois vermos o que é que a criança anda a criar e talvez pedirmos umas visitas guiadas.

Klonoa Phantasy Reverie Series

Alguém pediu 3 jogos pelos preço de 1? Klonoa Phantasy Reverie Series junta 3 jogos muito amados pelas crianças que cresceram com as consolas da Sony no final da década de 90’s e início do milénio, mas com um visual refeito para a tecnologia atual. Embora tenhamos colocado este título nesta categoria, também à semelhança do Animal Crossing, este tem suporte multi-jogador (para nos máximo 2 jogadores), o que pode ser interessante para intervir nos níveis em que a criança tenha mais dificuldade, bem como para prestar algum apoio já que o jogo também não tem idioma português.

Lê a nossa análise a Klonoa Phantasy Reverie Series aqui.


Bónus

Sim, no meio desta extensão deste artigo ainda me dediquei a pensar numa recompensa ideal para os pequenitos (e muito possivelmente para os país) que se portarem bem, estimando a consola, comandos, os toy-cons, e os seus videojogos, e que tiverem demonstrando boas notas na escola. Mas o que será? Espreita abaixo:

É sempre uma constante na lista de desejos ao pai Natal, mas garanto que nunca houve um carrinho telecomando que nos confira uma experiência semelhante a esta, onde à semelhança dos Toy-Con do Nintendo Labo, interagimos com objetos reais enquanto os vemos dentro de um videojogo que é uma recreação do Mario Kart 8 Deluxe, mas onde os carros percorrerem as nossas casas.

Construam pistas em conjunto e se tiverem animais em casa, estes também vão ter uma reação curiosa às novas brincadeiras. O jogo é gratuito para ser descarregado na consola, no entanto é necessário adquirir o carrinho que irá ser emparelhado com a Nintendo Switch para poder ser controlado. Mario Kart Live: Home Circuit não tem idioma em português, mas para qualquer dificuldade em entender o inglês, há o idioma espanhol à disposição.

Nintendo Switch Online

Para terem acesso a uma biblioteca de jogos ainda maior, onde grandes clássicos que talvez nem os país tenham tido a oportunidade de jogar, o Nintendo Switch Online é qualquer coisa que vale a pena espreitar. Não só este nos dá acesso a uma biblioteca de jogos que vão desde a primeira consola oficial da Nintendo, a NES, como também se juntam alguns títulos das consolas da SEGA, e ainda recebem DLCs e passes para outros jogos que tenham, como o caso do Animal Crossing New Horizons que recebe ainda mais conteúdos e prolonga a estadia nesse paraíso de diversão.

Mas o grande benefício do Nintendo Switch Online, recaí sobre a última parte do seu nome, ou seja, precisamente a funcionalidade Online. Embora poucos sejam os jogos desta lista que possam usufruir dessa função, a mesma pode ser também engraçada para por exemplo competirem com outros jogadores de outros países no Mario Kart 8 Deluxe, visitarem as ilhas dos amigos em Animal Crossing New Horizons.

Vale a pena veres esta apresentação para te informares:

E assim chegamos finalmente ao fim deste artigo com 5220 palavras, 5222, 5223.. ups! Mais de 5220. Espero que em algo ajude quem esteja a ponderar fazer uma surpresa lá por casa ou que encha as vossas casas de risos e de muito boas memórias.

Apaixonada pelo mundo do cinema e dos videojogos. A ficção agarrou-me e não me largou mais! A vida levou-me pelo caminho da Pós-Produção, do Marketing e da organização de Eventos de cultura pop, mas o meu tempo livre, dedico-o a ti e à Squared Potato.