Ageless | O teu propósito

Num mercado onde os platformers em pixel-art saturam, o maior desafio para um jogo deste género é tentar destacar-se, quer seja com mecânicas criativas e únicas, ou com histórias que nos tocam.

Ageless, desenvolvido pela One More Dream Studios e publicado pela Team 17, apresenta-se como uma adição na crescente colecção de platformers em pixel-art, que, apesar de se parecer bastante com Celeste à superfície, penso que traz consigo ideias que o tornam bastante único.

Em Ageless, controlas Kiara, uma rapariga que viaja até à Gate of Gifts, onde espera conseguir o seu Gift, de modo a encontrar algum significado para a sua vida.

A história é bastante coerente e sólida, com personagens interessantes que vais encontrando durante a viagem de Kiara, e com algumas surpresas interessantes.

Ageless

Kiara é capaz de saltar das paredes, e de dar uns valentes pulos, mas o que a destaca é o seu arco. Através da sua mestria, consegue fazer qualquer ser vivo ficar mais velho ou mais novo com as suas setas, algo a que o jogo chama de age deage, respectivamente.

Penso que isto é a mecânica mais criativa do jogo, com as várias secções de um nível a serem focadas na mesma, como fazer crescer uma planta para poderes ter uma plataforma mais alta, ou até mesmo fazer um rinoceronte crescer para uma criatura bastante grande e ser usado como um trampolim.

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É também possível entrar no modo ageless, que transforma o nível todo a preto e branco, tal como um filme clássico, parando simultaneamente o tempo. A partir desta transformação, podes tocar em qualquer criatura e fazer um dash em qualquer direcção, empurrando a criatura para o lado contrário, fazendo deage à mesma.

Ageless

Estas duas mecânicas são o foco principal de Ageless, e penso que o jogo as utiliza de uma forma bastante criativa, que, juntamente com os níveis variados, mantém-se fresco do início ao fim.

Os níveis variam entre uma zona rochosa, com animais como rinocerontes bebés, que podem ser transformados em adultos, dando uma charge que pode ser usada para destruir obstáculos, ou uma zona florestal, com baleias que podes montar para andar na água mais rápido, ou subir uma cascata.

level design é simples, seguindo um caminho bastante linear, passando de desafio a desafio, com certas nuances, como por vezes encontrarmos um segundo caminho que leva para uma das várias salas opcionais espalhadas pelos vários níveis. Nestas salas, podes encontrar relics, que são os coleccionáveis do jogo.

Ageless

Apesar das ideias serem bastante originais, penso que Ageless sofre um bocado no que toca a precisão e controlos. Muitas vezes senti que os meus saltos e as minhas setas não foram para onde eu queria, e apontar o arco é bastante inconsistente, pois penso que, ao mexer o analógico, a pontaria é muito sensível.

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Apontar o arco no ar é também bastante difícil, apesar de o jogo ficar mais lento quando apontas, a inconsistência da mira, juntamente com a Kiara a cair, torna a tarefa bastante complicada.

O jogo tem também uma selecção de bosses variados, cada um com as suas mecânicas únicas. Geralmente, os bosses são dados como um autoscroller, onde tens de acompanhar o ecrã à medida que ele se vai mexendo no nível.

Ageless já se encontra disponível para PC na Steam e para Nintendo Switch.

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