Quando falamos do hall of fame dos jogos de terror, saltam-nos algumas franchises à mente. Contudo, das várias franchises, não conseguimos apontar uma como referência principal. No entanto, eis que surge Amnesia, que embora não prevaleça como uma dessas sagas, cimentou o seu lugar individual no pódio pela simplicidade com que aborda a tortura e a incerteza psicológica.

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Escusado será dizer que estes jogos têm a obrigatoriedade de serem jogados com auriculares ou headphones. Caso não o façam, irão perder a essência do que é a antecipação e suspense de um jogo de terror.

Foi com um misto de alegria e medo que recebemos a Amnesia Collection na Nintendo Switch. Alegria por finalmente chegar ao modo portátil, e medo por ter de passar pela experiência aterradora de vaguear por aqueles corredores mais uma vez… Esta colecção engloba Amnesia: The Dark Descent, a sua expansão Justine e, a sequela lançada em 2013: Machine For Pigs, tendo em conta o valor pedido (€ 27,99), desde já é uma excelente compra.

Para quem nunca jogou, posso-vos dizer que este jogo nunca primou pela qualidade visual. Pois na minha opinião, quanto menos detalhe houver num videojogo de terror, melhor. Isto não invalida que o mesmo não tenha de cumprir certos requisitos, os quais cumpre, tendo em conta as limitações da altura. Podemos até dizer que o jogo corre tão bem na Switch como corre no PC.

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A apresentação é igual à que encontram na versão original, salvo uma mudança que podiam ter feito, que é o scaling do UI. Pois o texto em modo portátil torna-se um bocado difícil de ler.

A história de Amnesia é relativamente simples, acordamos num castelo caracterizado pela iluminação medieval (minimalista), com amnésia (surpresa?), onde vamos recuperando a memória aos poucos, à medida que nos aventuramos por vários corredores, alguns com surpresas de nos fazer a Switch saltar da mão, outros com mero desenvolvimento da história.

A jogabilidade foca-se na exploração. Temos de abrir inúmeras portas e interagir com os objectos que vamos encontrando pelos recantos do castelo. Com um grande foco na interacção, temos por exemplo portas que só se abrem com a rotação de válvulas, isso implica que terão de estar no vosso auge dos reflexos para evitarem sucumbir às entidades que vos perseguem.

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A interacção é uma grande parte do jogo, mas esta tem de ser feita cautelosamente, acções como abrigar-nos no escuro ou manter contacto visual com as entidades fazem com que a nossa sanidade mental comece a descer e, caso não a recuperem, desmaiam. Este sistema é removido na sequela de 2013, sendo que esta última se foca mais na realização de puzzles e desafios que nos são impostos, sendo essa a maior mudança, visto que Machine for Pigs segue o mesmo caminho que Amnesia.

Justine acrescenta a mecânica de morte permanente ao jogo. Embora relativamente curta,  a expansão coloca à prova a nossa capacidade de esperar pela oportunidade certa para avançar, o que poderá ser um desafio para certos jogadores!

Amnesia Collection da Frictional Games já está disponível para a Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One e na Steam para PC.

Conclusão da Crítica
Memorável
7.4