Quem achava que os lançamentos para a Playstation 2 tinham acabado está enganado, pois ARK: Survival Evolved traz consigo um jogo de qualidade ao nível de 2001, com a jogabilidade de uma Spectrum e o grafismo de uma Playstation 2.

Quando pensamos em ports de videojogos, pensamos numa possibilidade de jogarmos o mesmo videojogo em plataformas diferentes, obtendo a mesma jornada, independentemente do comando ou do ecrã onde os jogamos. Pois, ARK para a Nintendo Switch, não é nada disso, é apenas uma desilusão. Aliás, não só uma desilusão, mas também uma afronta a todas as equipas que se esforçam diariamente para lançarem títulos de qualidade em qualquer consola, ou até mesmo em versão mobile.

É incrível como um videojogo se distorce tanta através de várias plataformas! Começando na Steam, ARK ganhou popularidade pela maneira como traz consigo um mundo enorme onde temos de sobreviver. No entanto não sobrevivemos isolados, temos a companhia de dinossauros e outras criaturas pré-históricas/mitológicas. A simples ideia de que isto se pode conjugar, já nos cria dúvida na cabeça: como é que fazemos algo deste género e não sobrecarregamos uma plataforma? Só há uma em questão onde isto pode ser feito, a génese do videojogo e o sítio de onde nunca devia ter saído, o PC.

O PC caracteriza-se por ser uma plataforma em constante evolução, batendo qualquer consola no hardware (perdendo vantagem em outros pontos mas essa discussão ficará para outro artigo). O que faz com que a mesma seja a plataforma perfeita para um jogo instável em termos técnicos, onde a equipa que o criou pode ir aperfeiçoando a fórmula, através do feedback próximo que os jogadores conseguem ter através das inúmeras plataformas de contacto. Isto apenas me leva a questionar o porquê de terem saído de lá, pois esse sistema era mais do que suficiente para se sustentarem, mas parece que por vezes o dinheiro fala mais alto do que a cabeça, como aqui vemos.

Começamos o nosso percurso através da criação da nossa personagem, esta é bastante detalhada, permitindo que nos divirtamos com os vários sliders, mantendo ao mesmo tempo um nível de criatividade elevado (ou não). Após a personalização, aparecemos no nosso mundo, desamparados, com uma vasta ilha pela frente, à espera de ser explorada e pilhada pelos seus melhores recursos.

Em termos técnicos, este port é fraquíssimo, não só atingindo níveis de performance horríveis, como por exemplo stutters ao abrir o menu! Não só isto, temos ainda uma latência enorme nos controlos da personagem, tanto a andar como a olhar para seja o que for, o que retira bastante imersão ao jogo. Os controlos foram adaptados à versão da Switch, pelo que se forem jogar, por favor utilizem o Comando Pro, caso contrário os joycon vão sofrer imenso.

ARK: Survival Evolved traz consigo uma decadência gráfica no que toca a esta versão, aproveitando o mínimo de recursos da Switch para que possa carregar um mundo adequado ao videojogo. O problema aqui é que este não carrega nada do mundo, apenas texturas que fazem a geração 8-bit parecer uma nova revolução tecnológica. Tenho a apontar que as criaturas estão de facto bem personificadas, e, apesar de algum blur excessivo, encontramos sempre um traço único em cada uma delas, tornando-as fáceis de identificar à distância.

Aliado a esta proeza gráfica temos o magnífico som que nos é apresentado em formato medíocre, seja pela qualidade emitida, ou pela especificidade do que fazemos. O mais simples salto, consegue soar a gelatina a cair no chão da cozinha. Os sons das criaturas são bem conseguidos mas apenas criam uma atmosfera momentânea, pois quando olhamos à volta vemos algo que nos decepciona.

ARK: Survival Evolved já está disponível para PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch, e na Steam para PC, Mac e Linux.

Conclusão da Análise
F*!#!"!
1.6