Para quem adora filmes de ação dos anos 80, trazemos hoje um videojogo que lhes presta a máxima homenagem.

Beat Cop traduz-se nas horas que os elementos da 11 bit studios passaram a ver filmes americanos da década de oitenta, inspirando-se nos actos heróicos, na realidade e na linguagem que tanto caracterizaram a época.

Lê mais:  Pokémon Sword / Shield | Análise

Beat Cop já havia saído em 2017 para o PC, Android e iOS, embora não tenha vendido tão bem quanto a primeira aposta da 11 bit studios, This War of Mine. No entanto, existiram compras e pedidos suficientes para um port para a Nintendo Switch acontecer, e assim foi.

Encarnamos Jack Kelly, um detective da NYPD (Departamento Policial de Nova Iorque), cuja carreira foi tramada num caso relacionado com diamantes. Este percalço levou a que fosse despromovido, voltando ao estatuto de beat cop (um polícia que patrulha constantemente o mesmo bairro).

Ingressando agora num turno rotineiro, ficamos a conhecer as manhas de um bairro de Nova Iorque, onde iremos lidar com topo o tipo de situações: desde homicídios a subornos por parte da Máfia.

Beat Cop

Lê mais:  Indie World | Nova Apresentação Marcada para Amanhã

À medida que vamos cumprindo turnos, vamos conhecendo as personagens que dão vida ao quarteirão. Os estereótipos, tal como mencionado no início do jogo, estão à vista: italianos que servem pizzas, árabes donos de lojas de electrónica… Tudo sátiras que servem como motivo de chacota ao panorama do videojogo e que vão de encontro à mensagem transmitida cada vez que iniciamos Beat Cop: não levem o jogo a sério.

Isto é algo que resulta ao longo da curta longevidade que nos é apresentada. Vamo-nos rindo com situações que nos aparecem do nada, ou vamos aceitando subornos para pagar a pensão de alimentos que tanto nos assombra.

Beat Cop lança-nos à rua e obriga-nos a servi-la da melhor maneira possível, gerindo conflitos entre gangues locais e civis que pedem para não serem multados.

Lê mais:  The Legend of Zelda Link's Awakening | Análise

A certa altura, estas tarefas podem tornar-se um pouco repetitivas. Mas é suposto, considerando que encaramos o dia-a-dia de um polícia onde muitas vezes nada acontece. Com isto não quero dizer que tudo tenha de ser repetitivo, porque assim não o é.

Algo que também podiam ter melhorado é a mensurabilidade do tempo ao longo do dia. É simplesmente demasiado curto para a quantidade de tarefas que nos são dadas.

Para mais, os controlos desta versão são simplesmente avassaladores para uma fórmula tão simples. O facto de nem podermos usar as setas para nos movimentarmos num side-scroller é inaceitável.

Beat Cop

Lê mais:  Harvest Moon: One World | Novo Jogo Anunciado!

Este videojogo 2D tem visuais vibrantes, ao estilo de Grand Theft Auto 1, o que encaixa como uma luva no tema que a equipa polaca nos apresenta. Utilizando a própria rua como banda sonora, vamos encontrando referências (visuais ou sonoras) de filmes que caracterizaram a década de 80.

Beat Cop apresenta-se como uma sátira, e faz tudo para que a consideremos como tal. Desde a linguagem às situações que encaramos nos nossos turnos. As ruas de Nova Iorque jamais serão pacíficas, pelo que teremos de fazer o nosso melhor para encontrarmos um meio termo. Cabe a vós decidirem se um polícia se deve manter idóneo ou corrupto.

Beat Cop já está disponível para a Android, IOS, Nintendo Switch e na Steam para PC, Mac e Linux.

Deixa uma resposta

Por favor deixa aqui o teu comentário
Por favor deixa aqui o teu nome

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.