Mais um ano, e não podia faltar um novo Call of Duty.

Call of Duty: Black Ops Cold War entra em cena entre um misto de gerações. Este ano temos a Treyarch e a Raven Software a meterem mãos à obra, deixando a Infinity Ward a trabalhar no que será o próximo (cremos nós). Este jogo, na linha temporal, serve como uma prequela a Black Ops II, e uma sequela a Black Ops (2010).

Encontramo-nos então nos anos 80, um período marcado pela famosa Guerra Fria. Para os que não conhecem, a Guerra Fria foi um período após a Segunda Guerra Mundial, em que se criaram dois blocos, o Oeste e o Este. O Bloco Oeste era composto pelos E.U.A. e os seus aliados (o que hoje conhecemos por OTAN), enquanto o Bloco Este consistia na União Soviética. Estes Blocos eram basicamente divididos por duas doutrinas, o capitalismo e o comunismo, o que levou a que entrassem em choque. Chamou-se Guerra Fria a este período pois era um clima de alta tensão, que felizmente nunca culminou numa Guerra Mundial.

Focamo-nos, então, num grupo de soldados que servem mais como mercenários do que oficiais do governo, fazendo parte do que se costuma chamar a “equipas sombra”. Algo que gosto bastante no novo rumo de Call of Duty é a maneira como varia a abordagem das suas missões, optando até por secções mais furtivas do que o normal guns blazin’.

Call of Duty: Black Ops Cold War

A narrativa acaba por ser um pouco previsível, embora não deixe de entreter. Teremos de tomar decisões que irão alterar o rumo da história, adicionando assim um pouco de replayability à campanha, permitindo assim várias consequências às nossas acções. Não será uma aventura que dure muito, tendo cerca de metade do tempo da campanha do seu antecessor, desapontante, no mínimo.

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Caso tenham jogado Call of Duty: Modern Warfare (2019), já estarão habituados às vistas que a campanha nos irá oferecer, sendo elas vastas e diversas, temos agora uma melhoria visto que entramos na nova geração. Sendo este um título cross-gen, ainda não aproveita ao máximo o SSD e a quase inexistência de loadings. É uma campanha que vale a pena jogar por diversão, no entanto não é uma campanha que justifique o preço pedido, claro que temos de ter em conta o multiplayer, portanto vamos lá.

Call of Duty: Black Ops Cold War

Em Call of Duty temos duas maneiras de jogar o modo multijogador: ou jogamos com amigos e nos divertimos, ou jogamos sozinhos e acabamos por não achar nada de interessante, levando assim à desistência. Porque é que menciono estas maneiras?

Temos este ano novos modos de jogo, incluindo um modo chamado Dirty Bomb, onde vários quartetos de jogadores terão de colecionar urânio que se encontram em baús, ou nos corpos caídos dos adversários de forma a criar bombas. O objetivo do jogo passa por chegar a 20 pedaços de urânio, onde teremos de estar perto o suficiente para iniciar uma sequência que irá detonar uma bomba, assim que as 5 bombas são detonadas, são geradas bombas novas para repetirmos até chegarmos à pontuação alvo.

Este modo é bastante divertido, o problema é que meio ao estilo de Battle Royale de equipas, a comunicação é essencial para conseguirmos um bom resultado, sendo que se não jogarmos em equipa, acabamos por mal pontuar.

Call of Duty: Black Ops Cold War

Falo deste modo, no entanto, isto repete-se pelos diversos modos multi jogador, exceptuando o clássico Free-For-All, por exemplo, levando a uma experiência bipolar, sendo esta divertida ou aborrecida. Ainda mais aborrecida se torna se alguém que não compre micro-transações apanhe um jogador que tenha Playstation, dados os boosts de que esta comunidade dispõe (como, por exemplo, fins-de semana extra de double xp).

A vertente multijogador acaba por preferir satisfazer mais a curto termo, do que fidelizar jogadores para algo rotineiro.

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Temos por fim o modo Zombies, onde é sempre divertido jogar (com amigos), o que mais uma vez prova que a experiência Call of Duty precisa de um revamp, talvez num formato em que o modo Zombies seja vendido à parte, no entanto, todos sabemos que isso iria prejudicar bastante as vendas do jogo.

Call of Duty: Black Ops Cold War

Sentimos, no entanto, a repetitividade assentar, após cerca de 16-18 rondas onde tentamos descobrir o lore do mapa onde nos encontramos, passando depois a ser um modo onde simplesmente corremos de um lado para o outro até nos cansarmos.

Os visuais acabam por sofrer com a transição entre gerações, embora mantenham a qualidade que já conhecemos do antecessor, acrescentando ray tracing e os famosos loadings mais curtos, embora como já referi, não acompanhem os novos títulos. Também o som mantém a sua qualidade, acompanhado da tecnologia 3D Audio, fornecendo assim um maior grau de imersão ao jogo. Temos ainda um excelente uso das mecânicas do comando da PS5, onde, por exemplo oferece resistências diferentes para os tipos de armas nos gatilhos.

Call of Duty: Black Ops Cold War já se encontra disponível para XBox Series X|S e Xbox One, Playstation 4 e Playstation 5, e PC.

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