Creio que chegamos a uma altura em que lançamentos anuais numa saga são simplesmente ridículos. Tanto a Electronic Arts como a Konami já reconheceram que titãs como FIFA e Pro Evolution Soccer não conseguirão durar muito mais tempo a serem lançados anualmente, sendo a estratégia agora a adoptar uma fórmula bianual. Tomando estes exemplos, venho-me a questionar: “O que é que Call of Duty tem que valha 60€ todos os anos, se nem tem modo campanha sequer?”

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Já lá vão os tempos em que passava dias colado ao ecrã da televisão a jogar Call of Duty: Black Ops na Playtation 3 (saudades Firing Range…), tanto a jogar Search & Destroy como o épico One in the Chamber. Foram cerca de 1030 horas passadas no vício! Desde então, tenho jogado cada título que sai. Mas não com a mesma intensidade com que joguei Blops. Não só Black Ops, mas também Modern Warfare 1 e World at War são entradas geniais. Cada um com variação no ambiente e na história, com um multiplayer equilibrado e com modos de jogo adicionais para complementar a experiência First Person Shooter.

Esta introdução leva-me então a Black Ops III (4/IV/Quatro?), a mais recente entrada na saga de Call of Duty. Como já disse, este título não tem vertente single player, colocando todas as expectativas na competitividade que caracteriza Call of Duty. Na beta que várias pessoas tiveram oportunidade de jogar, incluindo eu, tínhamos acesso a vários modos de jogo, incluindo os clássicos Team Deathmatch ou Search & Destroy.

Call of Duty

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Assim que entrava neste jogo, morria. Tenho apenas uma fracção de segundo para olhar para o lado direito e ver alguém aos saltinhos a disparar, sendo que eu tenho de levar pelo menos 15 para morrer, e esse é o principal problema deste jogo: o TTK (Time to Kill). Este está demasiado elevado para um jogo de acção tão rápida, prejudicando apenas a fluidez na jogabilidade.

Além do TTK estar elevado, as sub-machine guns estão overpowered. Mas este overpowered é o que as armas normais deviam ser. Portanto, vamos ver se estas vão levar nerf ou se todas as armas vão ser melhoradas para chegarem ao mesmo estatuto. No entanto Quick scoping ainda é uma moda, não sei como…

Os mapas estão estruturalmente impecáveis! É de uma facilidade tremenda chegar de um extremo ao outro, mantendo o ritmo veloz com que se circula pelas cidades ou ruínas onde nos encontramos. São bastante diversos, o que ajuda a refrescar o facto de já conhecermos os mapas em apenas duas partidas. Em termos estruturais estão exímios, mas em termos gráficos é apenas mais do mesmo: gráficos da geração anterior praticamente…

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Não se concebe um videojogo utilizar um motor que não tome partidos dos visuais e físicas actuais e peça o mesmo valor que um videojogo que o faça e ainda nos ofereça a opção de 60 frames por segundo. Sim sim, já sei que o que conta é a jogabilidade, e eu aceito isso plenamente, mas não é justo quando se compara com outros títulos que oferecem ainda mais, por valores iguais ou mais baixos, daí a minha indignação.

O som foi melhorado este ano. Para quem gosta de jogar com headphones como eu, sente-se a adrenalina de estar num campo de batalha de impacto rápido. A banda sonora segue o ritmo do jogo, com breves impactos sonoros acelerados em pontos fulcrais das rondas, mantendo uma consistência no ritmo pretendido.

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Infelizmente, repetem a fórmula sem melhorar. Mais uma volta no carrossel, as mesmas atracções todos os anos, por quantos anos mais se manterá o carrossel vivo?

Call Of Duty – Black Ops IIII tem data de lançamento marcada para 12 de Outubro na Playstation 4, Xbox One e na Steam para PC.

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