Mais é menos? Menos é mais?

Estas duas perguntas, sendo opostas, acabam por ser representadas na multitude de videojogos que inunda a indústria anualmente, indo de extremos como Assassin’s Creed Odyssey, cujo conteúdo é tão vasto que assombra qualquer jogador que tenha um trabalho full-time, ou jogos como Gris, cuja simplicidade traz uma sensação de pacifismo.

Em nenhum caso que apontei verificamos maus jogos, antes pelo contrário: executam de forma concreta as ideias a que se propuseram. No entanto, quem muito joga num extremo, acaba por ter de recorrer ao outro em forma de desespero, como quem precisa de acalmar de imensidões.

Clone Drone in the Danger Zone

Entra em cena Clone Drone in the Danger Zone, um arena fighter em terceira pessoa, onde o nosso consciente é transferido para um robô, para que possamos limpar hordas de inimigos, todos eles variados. O único senão aqui é que se nos cortam um membro, é permanente. Divertido, sim?

Nota importante: O jogo, neste momento, encontra-se em Early Access, o que significa que é propenso a alterações. Recentemente, estas têm sido apenas melhorias, dada a facilidade de contacto com a Doborog Games, equipa norte-americana que desenvolve o jogo.

Clone Drone in the Danger Zone

A jogabilidade apresenta-se o mais simples possível: escolhemos uma arma no início do jogo e saímos para uma ronda de desmembramento robótico, aliado a um humor extremamente refinado e contagiante. Quando limpamos a arena, voltamos a descer à sala “comum” para adquirirmos uma actualização, entre colocar as armas em fogo, recarregamento mais rápido de energia, ou até mesmo aumento do tamanho da arma.

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A premissa do jogo é concisa, limpar a arena. Contudo, torna-se bastante viciante, pois aliados às melhorias que adquirimos, chegam uma diversidade de inimigos e arenas que requerem mecânicas ou ataques específicos, como utilizar um trampolim ou ter de cortar uma pata a uma aranha gigante para que possamos desferir o golpe final.

Clone Drone in the Danger Zone

Além do modo de história, que é bastante divertido, temos o famoso endless mode (também conhecido por arcade nos jogos de luta tradicionais), onde lutamos até mais não. O brilho deste jogo baseia-se na jogabilidade com amigos, dando-nos uma opção entre modo endless ou desafios específicos (jogar apenas com arco e flecha é um deles). A cooperação é bastante divertida, utilizando um sistema simples como um código gerado pelo próprio jogo para acedermos aos jogos do nosso jolly cooperator.

O jogo corre bastante fluído no computador, mesmo com resolução 4K e gráficos em “beautiful”. Nem eu nem o Diogo Lopes vimos quaisquer dificuldades em manter estabilidade na jogabilidade, independentemente do número de inimigos ou 0tamanho da arena que se encontravam no ecrã.

Clone Drone in the Danger Zone

Clone Drone in the Danger Zone consiste numa lufada de acção e humor contagiantes, servindo como uma distracção a jogos mais complexos, por um preço bastante acessível (16,79€ na Steam). Estando ainda em Early Access, logo é bastante provável que, nos próximos meses, cheguem actualizações carregadas de desafios novos e melhorias ao jogo.

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