Já desde os primeiros meses de vida da Nintendo Switch que eu comentava que Cuphead deveria estar nesta consola. Apesar de o videojogo ser um exclusivo do PC e XBOX One, sempre houve uma pequena chama de esperança…

Passados dois anos, eis que finalmente este sonho foi concretizado, e Cuphead chega finalmente à híbrida da Nintendo! Mas será que valeu a pena ter esperado este tempo todo para poder jogá-lo?

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História

Altamente inspirado nos desenhos animados dos anos 30’s, este videojogo conta-nos a história de dois irmãos, Cuphead e Mugman. Estes, num acto de rebeldia, contra o seu avô Elder Kettle, decidem entrar num casino proibido, gerido pelo Diabo. É então aí que estes decidem apostar num jogo de roleta, entrando numa maré de sorte sem fim. Ou assim pensaram…

É então que o Diabo decide aparecer, colocando uma proposta demasiado tentadora para ser recusada em mesa: Se os irmãos ganhassem o próximo jogo, receberiam toda a riqueza do casino. Mas se perdessem, as suas almas seriam colectadas. Claro que isto não poderia correr muito bem, pois o Diabo acaba por ganhar a aposta.

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Suplicando que as suas almas não sejam colhidas, o Diabo propõe um pacto: Se eles conseguirem recolher as dividas de alguns de devedores, então eles poderão ficar com as suas almas. E é assim que a nossa aventura começa!

A sua história, apesar de não ser nada demais, não deixa de enfraquecer a experiência de jogo. Isto porque estamos a lidar com um videojogo estilo Arcada. Contudo, as suas cutscenes dão um toque mágico-nostálgico que nos ilude para um período onde a animação tradicional reinava.

Gameplay

Cuphead é conhecido como um videojogo bastante difícil, pelo que será completamente normal assistires à tua derrota vezes e vezes sem conta. Eu próprio confirmo isso, pois perdi mais vezes nestes jogo do que a quantidade de estrelas no céu. Lançamentos de comandos pela janela ou contra equipamentos podem tornar-se mais propícios de acontecer. Com isto a minha sugestão é parares um pouco, ires lá fora apanhar ar e repetir novamente.

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No que toca aos controlos, tive um pequeno desconforto no início pois não estava habituado a este tipo de disposição dos botões, mas ao longo de duas horas fui-me adaptando, acabando por domina-los na perfeição.

Os níveis em Cuphead são divididos em 3 tipos diferentes. Tens os Bosses, que predominam neste videojogo, com as suas animações e ataques únicos, que vão dar-te muitas dores de cabeça. Depois tens os níveis de plataforma Run ‘N’ Gun, onde segues um caminho especifico, derrotando os inimigos que surgirem pela frente e coleccionando moedas, para usares na loja. Por fim os Mausoleum que é um nível simples onde defendes uma urna, que está em cima de um altar, de fantasmas que a querem alcançar.

Uma vez que tenhas moedas suficientes, podes ir até à loja e adquirires novas habilidades e disparos, que poderão ajudar-te a vencer certos inimigos. É sempre bom ter variedade e Cuphead dá-me isso, mesmo que seja pouca.

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Para além do modo single player, há ainda a possibilidade de se jogar com um segundo jogador. Utilizando um segundo comando ou metade do outro Joy-Con, Mugman junta-se à festa para ajudar-te. Contudo, a ajuda aqui é muito relativa. Se a pessoa com quem jogares não tiver experiência, vai ser mais complicado derrotar os Bosses, devido à falta de coordenação entre os dois e numa tentativa de se salvarem um ao outro.

Se és daqueles que gosta de desafios, então da-te por contente, pois neste jogo também tens direito a achievements. Estes estão replicados como na versão da Xbox Live, onde uma pequena notificação aparece cada vez que conseguires um.

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Visuais e Banda Sonora

Este para mim, sem dúvida alguma, é dos videojogos com a melhor apresentação que alguma vez vi. Como já referi, Cuphead inspira-se nos visuais dos desenhos animados anos 30, e o estúdio MDHR Entertainment conseguiu acertar em cheio!

Contudo, é necessário prestar homenagem a Chad Moldenhauer, que conseguiu reproduzir a essência nostálgica, já muito perdida nesta era tecnológica. Claro que também à que aplaudir ao seu irmão Jared Moldenhauer pela criação do design do videojogo e aos restantes membros da equipa pelo grande esforço e dedicação em criar algo assim tão belo!

A Animação dos Bosses está totalmente fantástica e o seu design está totalmente fiel à sua era

Seguindo para a performance, Cuphead corre facilmente 1080p e 720p na dock e em modo portátil, respectivamente, a 60 frames por segundo. Contudo, notei em um “pequeno” bug em que algumas vezes, ao repetir um nível, os frames são reduzidos permanentemente até eu repetir o nível. Ainda que não seja nada demais para alguns, outros poderão sentir algum desconforto.

O filtro aplicado, que replica o efeito de película cinematográfica é um toque de mestre!

No que toca à música, esta só poderia seguir o mesmo caminho que o seu aspecto visual nostálgico. Composta por Kristofer Maddigan, um músico de Jazz, as músicas trazem de volta o bom que havia naqueles tempos. Sendo um apreciador de jazz, fui altamente seduzido por este videojogo, não é justo! Entretanto, para ficares com uma ideia do tipo de música presente em Cuphead, deixo-te aqui em baixo uma sample.

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Cuphead já se encontra disponível nas lojas e na Nintendo eShop, para a Nintendo Switch. Também está disponível para PC, MacOS e ainda XBOX One.

Conclusão da Crítica
Único!
9,5
Um fanático por Nintendo, de nome "Nintendista", que procura mostrar ao mundo o lado mágico da empresa que o acompanhou durante toda a vida.