Depois de um ano de espera, finalmente chega-nos o mais recente capítulo da série principal de Dragon Quest: Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age. Numa análise muito breve, vamos descobrir se este capitulo valeu uma espera tão longa.

O jogo volta a colocar-nos na pele de um herói sem nome, mantendo as tradições desta série decidi mantê-lo com o nome de Eleven. Caso não saibam, os heróis de Dragon Quest desde a sétima aventura, são canonicamente chamados consoante o seu jogo correspondente. Evidentemente que podes colocar o nome que bem desejares. Até pode ser Batata.

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Quanto à história propriamente dita, até senti umas ligeiras (muito ligeiras) vibes, de Dragon Ball. Mas não pelo facto de o criador das personagens ser o célebre criador, Akira Toriyama, mas pelo enredo inicial. Contando a história de uma jovem mãe que é perseguida por um grupo de cavaleiros, e que a mesma decide deixar o seu bebé ao destino. Este, acaba encontrando uma nova família num ternurento avô, o parece familiar não parece?

Pois bem, anos mais tarde assistimos a essa criança, já como adulto, a viver na simpática vila de Cobblestone. Este na companhia da sua amiga de infância, Gemma (e do seu cão), para serem considerados adultos, devem subir ao cume de uma montanha pelos seus próprios meios. Contudo, e como nem tudo corre como devia, a rapariga é atacada por monstros. E o nosso herói, com o auxílio de uma misteriosa marca que possui à nascença na sua mão, conseguem salvar o dia.

Dragon Quest XI

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Depois de tornar-se no maior herói da sua aldeia, o nosso amigo, é confrontado com uma profecia. Os aldeões acreditam que este é a reincarnação do Luminacy, um herói lendário, que salvou o mundo de um grande mal à séculos atrás. Seguindo os conselhos da sua mãe adoptiva, e deixando um breve adeus aos aldeões e ao coração de Gemma, o herói parte em direcção ao castelo de Heliord, para descobrir se realmente é o herói que salvará o mundo da extinção.

Chegando perante um rei, (que não é desconhecido para quem acompanhou os instantes iniciais desta magnifica obra), descobre um efeito adverso. O nosso amigo, segundo o rei, não é um salvador, mas sim uma maldição. Cabendo ao jogador descobrir o porquê desta dualidade de critérios, acompanhado por personagens carismáticas, intermináveis combates, e uma história bem mais elaborada do que a maioria dos jogos desta franchise, assente noutro jogo muito popular, o Chrono Trigger.

Dragon Quest XI

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Sendo um Dragon Quest, obviamente que as batalhas por turnos marcam presença. E aqui sinto que a equipa assimilou o melhor do seu spinoff, atribuindo pequenos elementos de Dragon Quest Heroes. Já não há batalhas aleatórias, pois os monstros podem ser observados nos ambientes e ser combatidos ou evitados. O jogo flui com batalhas por turnos, com um ligeiro twist, onde podes posicionar a personagem, para evitar ou atacar com mais dano. Contudo esta ação tem um tempo limitado.

A mecânica “Tension” deu lugar a “Pep”. A qual actua como uma espécie de Limit Break, conhecido pela sua outrora marca rival, Final Fantasy. Os nossos heróis consoante o dano disferido ou recebido, podem entrar num estado superior. O qual contribui para um aumento temporário e dramático de todos os seus atributos, resultando num efeito de estratégia. Isto porque o jogador pode conservar este estado por cerca de sensivelmente cinco combates seguidos. Por último a progressão de personagens mais uma vez envereda por ambientes clássicos, onde em cada nível são-nos atribuídos pontos e os mesmos podem ser empregues numa skill list muito ao estilo dos jogos Final Fantasy. Uma mistura da Sphere Grid do capítulo X e do job system de Final Fantasy XII.

Dragon Quest XI

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A banda-sonora também é outro indicador do clássico de Dragon Quest. As suas melodias transportam-nos sem pestanejar aos diversos videojogos desta maravilhosa franchise. Nem mesmo os tradicionais efeitos sonoros foram deixados de fora, atribuindo um fantástico equilíbrio entre o retro e o moderno, essencialmente vejo este capítulo como um JRPG do mais clássico, só que com uma enorme facelift. Uma das novidades ocidentais foram a inclusão de vozes, e mais uma vez podem contar com sotaques bem britânicos que assentam que nem uma luva no ambiente medieval do jogo.

Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age, parece estar a replicar o efeito que Final Fantasy VII conseguiu reproduzir no seu lançamento. Numa era onde os RPG’s por turnos são vistos com um certo désdem, e muitos acham-nos aborrecidos e desprovidos de conteudo, a obra da Square-Enix chegou para não só colocar os RPG’s por turnos no mapa como também colocar o J no JRPG. Se realmente desejas a ressureição deste género por favor, experimenta.

Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age já se encontra disponível na Playstation 4 e na Steam para PC.

Conclusão da Análise
O regresso de uma boa velha fórmula
9
Veterano nestas andanças, acompanhou de perto a guerra entre a SEGA e Nintendo, e sonha um dia com o regresso da estrela cadente Ristar.

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