Um jogo de tiros, um jogo de sobrevivência, uma aventura por uma terra fantástica cheia de criaturas míticas, um jogo de carros, um jogo de volleyball, um jogo de música – porque não um jogo de Tetris? Controlamos um cão, controlamos um rapaz, uma rapariga, uma bola, um carro, um carrinho de compras, um cubo, e controlamos um coelho? Também… Sonhos? Dreams!

Em 2008 recebia Little Big Planet, um dos porta-estandartes da PS3, pela sua originalidade e forma como consegue reunir qualquer tipo de jogador pela simplicidade com que se apresenta. Seguiu-se uma versão melhorada, com LBP 2 a conseguir elevar a fasquia, contribuindo para o aumento da comunidade que, com tanta veemência, segue a Media Molecule.

Passaram um pouco despercebidos com a aventura na PS Vita e Tearway, no entanto, reconhecia-se a qualidade. Então, e a entrada na “nova” geração? Faltava a magia da MM para avivar uma geração. E não é que a trouxeram? Após duas entradas sólidas nas consolas caseiras, a Media Molecule sabia que outro LBP não ia ter a mesma frescura, portanto pensaram “como é que podemos dar mais poder aos jogadores?”. Eis Dreams.

Dreams

Dreams surge como uma experiência, não se define como um jogo; é transcendente à simplicidade de vivermos uma aventura preparada para nós, não desprimorando qualquer outro jogo, mas nunca sentimos bem que temos liberdade para irmos até onde realmente queremos. No mundo de Dreams, trazemos os nossos sonhos à vida.

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Após uma introdução ao estilo Little Big Planet, com fogos de artifício e mensagens encorajadoras à mistura, deparamo-nos com duas opções: ou jogamos, ou construímos. Caso queiram jogar, a própria Media Molecule disponibilizou uma breve campanha (Art’s Dream), com forte valor emocional (surpreendeu-me), onde podemos passar duas ou três horas a divertirmo-nos e ao mesmo tempo a conhecer a história de Art.

Art’s Dream não só transmite valor emocional, mas também todo um universo em que nos vimos crescer, com mais do que um tipo de jogabilidade e variação artística. Damos um passeio não só pela mente de Art, mas também por todos os jogos que nos fizeram crescer, culminando numa aventura que eleva a Media Molecule a um estatuto que poucas equipas podem dizer que têm.

Dreams

Além da aventura de Art, podemos jogar outras construções, criadas por outros jogadores, variando consoante a criatividade dos mesmos, incluindo recriações famosas de outros títulos como Tomb Raider, Silent Hills, Dexter’s Lab, Super Mario 64 ou, até mesmo, Dragon Ball Z: Budokai Tenkaichi.

É nas mentes de outros jogadores que entramos em Dreams, o que eles criam (caso queiram partilhar ou não – também nos é dada essa opção) passará a fazer parte do “Dreamiverso”, sendo que mesmo fora de casa podemos consultar quais os títulos mais recentes e adicioná-los à nossa lista através do indreams.me, um site dedicado única e exclusivamente à comunidade de Dreams.

Nunca soube bem como expressar o jogo que quis ver para o ecrã. No entanto, após anos de trabalho da Media Molecule a facilitar o processo, a construção em Dreams é acompanhada ao mais ínfimo pormenor, permitindo uma integração relativamente simples com a interface do modo de construção.

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Dreams

Os tutoriais são bastante detalhados, nunca se tornando em algo pesado e sempre com um vídeo ao lado para termos a certeza que não saltamos um único passo. Caso já dominem o básico temos também vídeos dos membros da MM a explicarem como criam algo do zero, para que possamos absorver não só a criatividade, mas também a execução dos mestres.

Temos de ter em conta que nem todas as criações serão dádivas divinas, algumas serão apenas piadas, outras algo menos conseguido. Então, temos todo o tipo de filtros no Dreamiverso, para que nos mantenhamos sempre ao corrente das nossas preferências. Não obstante, o objetivo será mesmo o de haver todo o tipo de criações, pois a génese de Dreams são os nossos sonhos, e a maneira como os vemos.

Conclusão da Análise
Fantástico!
9.3

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