Vivemos numa era tecnologicamente avançada. Estamos todos interligados, em tempo real, seja para falar ou jogarmos. Os próprios jogos, actualmente, desafiam constantemente a noção de realismo. E o melhor é que podemos jogá-los a partir de outra máquina, também em tempo real.

Porquê este parágrafo? Porque Effie surge das mentes da Inverge Studios, uma equipa de seis pessoas que quis voltar atrás no tempo, onde os jogos de plataforma reinavam e enchiam mundos de alegria a crianças como eu. Jak and Daxter, Sly Cooper, Spyro e Crash Bandicoot, são alguns exemplos de inspirações para este platformer.

Effie transporta-nos para o corpo de Galand, um ser comum que, após rejeitar um pedido de ajuda de uma jovem desesperada, a vê transformar-se numa bruxa que imediatamente lhe lança uma maldição, envelhecendo-o. Partimos, então, numa demanda pela solução para a maldição.

Effie

Com uma palete de cores vibrantes, embarcamos numa aventura épica ao lado de Galand, à medida que vamos encontrando monstros que são mais engraçados que assustadores. Isto não é um sinal de que seja um mau jogo, simplesmente é o tom em que Effie se apresenta, tentando a originalidade que tanto se pede nesta indústria.

Effie

A banda sonora é alegre, mantendo-nos ao ritmo do jogo, acompanhada de um narrador que gosta de mandar piadas de longe a longe (mas pelo menos têm piada).

Effie

O platforming é relativamente simples: saltar, saltar e fazer boost para a frente, e trepar. Sendo ávidos jogadores do género, a Inverge Studios soube como equilibrar os níveis de forma a que nunca uma mecânica fosse incomodativa. Ou seja, tínhamos a dose certa de combate, de platforming e de resolução de puzzles.

Effie

Eis que o parágrafo anterior me leva ao combate. O combate de Effie foca-se no seu escudo, e é tal e qual o seu platforming: simples e directo ao assunto – demasiado simples, até. Temos um ataque leve e um pesado, sendo que o primeiro ataque é sempre um empurrão. Ora, se estiverem perto de um penhasco já sabem onde vão parar: lá abaixo.

Effie

Os puzzles seguem a mesma corrente de dificuldade, apresentando-se como enigmas relativamente fáceis, requerendo apenas observação do local em que nos encontramos para alcançarmos o objetivo.

Effie

Os níveis são maioritariamente pequenos, cada um distinto do anterior, interligados por um hub enorme onde podemos andar (ou deslizar) à vontade. Existem itens colecionáveis e baús com experiência para evoluirmos.

Effie

Creio que a Inverge podia ter almejado à diversidade, não só no combate como nas tarefas. Afinal de contas, temos um escudo que nos permite deslizar pelo mapa (e, consequentemente, apanhar boosts de velocidade), apenas para encontrarmos um único time trial, o que é desapontante do ponto de vista de quem se quer perder no mundo de Effie.

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É compreensível que seja a sua primeira aposta no mundo dos videojogos, o que pesa claramente nos factores diversidade e dificuldade, talvez no próximo título nos surpreendam com tudo o que não encontrámos nesta breve, mas bela e nostálgica experiência.

Conclusão da Análise
Bom
7.4

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