Hoje decidi trazer-te a edição mais negra de um Hack & Slash que tem vindo a saltar de plataforma em plataforma nos últimos tempos. Fall of Light, desenvolvido pela RuneHeads e editado pela 1C Entertainment, é um indie que embebe uma forte inspiração em Dark Souls, e que te desafia de forma exaustiva a derrotar imensos inimigos, ao passo que levas pela mão a tua querida filha numa nobre missão.

Com um cenário que se sente frio, inóspito e escuro, partimos numa aventura onde teremos que prevalecer sobre as Sombras e encontrar o último raio de Luz existente neste mundo. Pelo caminho, para além de inimigos, encontramos também imensos puzzles com armadilhas e tesouros secretos que dão ao nosso cavaleiro equipamentos mais eficientes. Contudo, a nossa missão é-nos dificultada pelo facto de levar-mos connosco a nossa filha, Aether, uma criança Indigo feita de luz resplandecente, que é completamente indefesa, mas que em contrapartida dá-nos maior força para lutar. Mas se para ti isto ainda parece tarefa fácil, fica também a saber que para dificultar ainda mais o jogo, sempre que fazes um checkpoint, todos os inimigos regressam à vida. E com isto, é altura de te falar no sistema de combate propriamente dito, que diga-se de passagem, quebra o ritmo do jogo com a introdução de uma barra de stamina para o nosso guerreiro.

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Ora, Nyx é um cavaleiro já com uma certa idade, pelo que na vida real seria de esperar que ele se cansasse tanto, e dado que chegamos mesmo a matar inimigos às dezenas, imagino a destreza descomunal deste pobre velho. Mas quando tens mesmo tantos inimigos, é muito difícil conseguires cooperar com um jogo que só te dá a chance de dares duas estocadas no inimigo, e te obriga a retirares-te até restabeleceres as energias. Claro que com alguma paciência, poderás tentar calcular cada golpe e o seu timing de forma a não ficares sem stamina, mas é de facto muito doloroso para um jogo destes, não se poder ter o verdadeiro gostinho de uma única batalha acesa, e volta e meia, andar a evitar inimigos para não cansar o nosso personagem. Pior, é que só tens dois tipo de ataque: o leve e o pesado, sendo que este último consume imensa energia e impossibilita-te de usar um ataque leve de seguida. Escusado será dizer que o jogo foi construído para viver deste seu sistema de combate, e que o mesmo marca também a sua sepultura…

Ainda assim, esforcei-me imenso para jogar isto e tentar ultrapassar esta mentalidade, tentando encontrar aqui alguma jóia escondida que fizesse valer a pena todo este esforço que tive, bem como que justificasse toda esta recorrente corrente que arrasta Fall of Light para todas as plataformas. -suspira-

Fall of Light

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A coisa mais dolorosa a seguir ao sistema de combate do jogo, é os seus controlos, que não são nada responsivos. Falham a executar as acções quando lá lhes apetece, levando-me a questionar o próprio equipamento com que estava a jogar, até troquei de rato e de teclado, mas de facto fui-me informar na net e é mesmo problema do jogo. É desesperante, com tudo o que já te contei ainda ter de lidar com esta falha. Tinha todas as razões para largar o jogo e nunca mais lhe tocar.

A única coisa que vejo com melhores olhos nesta obra, é a sua arte. Esta foi a razão porque decidi dar uma oportunidade a este indie, essa e a sua narrativa, que me deixou intrigada, sendo que ao final do dia também esta última não acrescentou nada à minha vida de gamer… O visual do jogo foi algo que me deixou com sentimentos mistos. Num primeiro olhar, apresenta-se maioritariamente simplista e polygonal, com detalhes rijos e sem tratamento, contudo algumas partes mais importantes dos cenários, e algumas personagens, apresentam-se com algumas texturas mais realistas, bem iluminadas e trabalhadas, não condizendo com o panorama anterior. O que me leva a perguntar qual era a direcção que queriam seguir aqui… Uma pergunta que estendo ao conceito geral do jogo.

Fall Of Light Darkest Edition já está disponível para PlayStation 4, Nintendo Switch, Xbox One e na Steam para PC e Mac.

Conclusão da Crítica
Desapontamento Maximum
4.3
Cedo me apaixonei pelo mundo do cinema e dos videojogos. A ficção agarrou-me e não me largou mais! A vida levou pelo caminho da Animação e Pós-Produção, mas nos tempos livres, escrevo para voçês.