Posso dizer que sou o tipo de fã que prefere Pro Evolution Soccer pela jogabilidade, mas jogo FIFA, simplesmente porque reconheço a falta de evolução na mentalidade colectiva de PES. Decifrando o que acabei de dizer, é notório que PES fica atrás pela falta de interactividade entre jogadores online, mesmo que a qualidade de futebol jogado seja melhor.

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FIFA 19 traz uma remodelação do título anterior, como o faz de dois em dois anos, usando este período para fazer as alterações das mecânicas que melhor entende. Com isto dito, encontramo-nos perante uma máscara de FIFA 18, não colocando falhas graves em tal, era de esperar que corrigissem as maiores lacunas do videojogo, como o horrível *rubberbanding que aterroriza qualquer jogador com um velocista na equipa, mas assim não o foi.

*(Para quem não sabe, rubberbanding trata-se de uma técnica utilizada em jogos de desportos ou de corridas, servindo como uma espécie de elástico para o elemento que vai à frente, ou seja, imaginemos que iniciamos um sprint isolados com Cristiano Ronaldo, este pode até ter 99 de velocidade mas o rubberbanding vai fazer com que o jogador mais próximo seja puxado pelo sprint de Ronaldo para nunca ficar a uma margem “irrealista”)

Lembram-se de tudo o que não gostavam em FIFA 18? Está em FIFA 19. Mais um ano em que simplesmente actualizam os plantéis e mudam a banda sonora para que não se notem tanto as semelhanças. Já na análise de Pro Evolution Soccer falei na evolução dos tempos, onde jogos anuais vão deixar de ser viáveis, tendo as empresas de recorrer às actualizações pagas para que o produto subsista, e creio que vamos lá chegar mais cedo do que se esperava.

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No entanto, não estou aqui para ser um hater, FIFA tem muitas coisas más, mas também tem muitas coisas boas.

Como todos os anos, tenho de louvar a Electronic Arts pela maneira como incentivam à interacção com outros jogadores em qualquer canto do mundo, usando modos de jogo como o modo Clubes, Época Cooperativa, ou a aliança, que pode ser feita em Ultimate Team contra um jogador. É aqui que Pro Evolution Soccer é completamente esmagado, é surreal como passam anos a ver navios e não se lembram de embarcar em nenhum.

The Journey está de volta, a história cativante de Alex Hunter tem a sua continuação com inúmeras possibilidades no que toca ao futuro do famoso jogador cuja carreira ajudámos a construir. Caso prefiram apenas jogar contra outras pessoas, basta embarcarem nas épocas online, onde lutam pelos troféus até à 1ª Divisão, se preferirem jogar contra o computador também o podem fazer em modo época.

O maior trunfo de FIFA este ano é a Liga dos Campeões. Jogabilidades à parte, um jogo de futebol sem a Liga dos Campeões é triste, mas o dinheiro fala mais alto do que qualquer outra característica, e assim o legado de Pro Evolution Soccer terminou, iniciando assim uma nova era na história da Electronic Arts. Com um bom aproveitamento da taça, podem até ser campeões europeus com o Sporting (Aviso: se levaram isto a mal podem fechar a janela porque não pertencem a este sítio repleto de boa disposição e sentido de humor).

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A banda sonora traz consigo boa disposição como o faz sempre. Incrivelmente, ano após ano, FIFA consegue reinventar a banda sonora de forma consistente, não repetindo uma única música de ano para ano, e já descobri muitos bons artistas nos menus do Ultimate Team!

Em termos gráficos, estamos a chegar ao máximo que se consegue reproduzir num relvado, com o motor Frostbite assistimos à recriação de um clima intenso e fervoroso, onde qualquer erro faz o público assobiar-nos e um gesto certo causa um sismo nas bancadas. Não acho que FIFA aposte muito na individualidade dos jogadores, cada vez mais recorre ao equilíbrio da maneira errada, não vou sequer mencionar os trinta jogadores iguais na liga do Afeganistão só para dizerem que têm a liga…

FIFA 19 já está disponível para PlayStation 4Xbox OneNintendo Switch e na Origin para PC.