Sempre fui um enorme fã de qualquer jogo que envolva parkour, principalmente de Mirror’s Edge, e, quando soube que Cyberpunk 2077 iria ter uma vertente de parkour fiquei o mais entusiasmado possível. O problema é que acabaram por deixar esse elemento de parte. No entanto, nem tudo foi mau, pois, pelos vistos, uma equipa gostou da ideia, e converteu-a no seu produto (talvez foi inspirado de Cyberpunk ou talvez fosse uma ideia já deles). Falamos de Ghostrunner, um jogo que faz subir os níveis de adrenalina só de vermos vídeos no Youtube.

Após uma introdução que mais mistério deixa do que explica, apenas ouvimos a voz de um indivíduo chamado Whisperer, guiando-nos pelos objetivos. Somos então lançados aos subúrbios futuristas com uma espada e inúmeros edifícios para trepar, incumbidos de cumprir um objectivo que a nossa antiga fação não conseguiu.

A história de Ghostrunner é-nos “dada” à medida que vamos correndo pelos níveis, o que em parte quebra a imersão, pois teremos de nos concentrar em apenas uma coisa, pois acreditem que à medida que vão avançando, cada nível será mais difícil, e a concentração terá de ser exímia para não cairmos no abismo. Vamos conhecendo personagens novas que aparecem, mas facilmente desvanecem, transmitindo um ou dois pontos de narrativa para dar seguimento à história, o que desvaloriza o impacto da história.

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O núcleo de Ghostrunner é extremamente bem executado. Apoiando a sua movimentação e combate em parkour, oferece variadas maneiras de chegarmos aos nossos inimigos, tendo apenas o pequeno problema de morrermos com uma única bala, o que por si não é o problema. Falo do loading pós-morte, que quebra a imersão de um jogo em que iremos cair/morrer bastantes vezes.

O combate de Ghostrunner, embora seja one shot, foca-se também na variedade de inimigos, tendo cada um a sua maneira de nos atingir, teremos de saber avaliar bem as situações em que vamos cair, de forma a não sucumbirmos a tiros laterais. À medida que progredimos, vamos desbloqueando habilidades que irão caracterizar melhor o nosso estilo de jogo, o que apenas contribui para a fluidez da jogabilidade.

Ora, não valia a pena ser parkour se não tivéssemos margem para exploração, e, embora não seja o característico open-world, o espaço de Ghostrunner é amplo e escalável o suficiente para encontrarmos maneiras diferentes de alcançarmos o objectivo. É pena que não existam mais modos de jogo, ou mesmo um género de freeplay, pois seria algo que contribuía para a replayability do mesmo.

Os visuais de Ghostrunner são bastante imersivos, tal como a banda sonora. Aliada a uma atmosfera mais escura, com uma pallette vibrante, corremos e saltamos ao som de um mix de EDM com músicas mais antigas que se enquadram no estilo cyberpunk, contribuindo para o ritmo frenético a que o jogo progride.

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