O Granblue Fantasy Versus é baseado num dos maiores sucessos para telemóveis no Japão. Pela primeira nos seus sete anos de história, este evade-se dos bolsos dando o salto para outras plataformas, tais como o PC ou daqui a umas semanas, a consola da Sony.

Nesta encarnação este emerge com um jogo de luta produzido pela Arc System Works, o nome responsável pela série Guilty Gear e Dragon Ball FighterZ. Esta empresa esteve também atenta à sua vertente ocidental, não intimidando o jogador, mas sim dando-lhe a conhecer a história base desta franquia, enquanto oferece mecânicas para os fãs de jogos de combate mais tradicionais.

Mas poderá um jogo singrar apenas nestes dois elementos?

Este é na sua essência um jogo de combate um contra um. Quando comparado com as já referenciadas séries do mesmo estúdio, imediatamente verificamos que não é tão frenético e o seu fluxo é mais lento e calculista. Não existem elementos que incentivem a velocidade, tais como Rush Attacks ou Air Combos impostas por outros jogos de combate.

A respeito de mecânicas, também é mais simples, e muito tradicional. Cada personagem tem três botões de ataque correspondentes a fraco, médio e forte. Além disso existe um botão para um golpe exclusivo, respeitante a personagem controlada, bem como uma barra de ataque especial. Uma característica muito interessante e penso que seja recorrente da sua natureza móvel, é que movimentos especiais podem ser accionados por atalhos. No entanto, estes podem também ser utilizados em forma de comandos, evitando o cooldown imposto pelos atalhos, e tornam-se devastadores desta forma.

Cada lutador também possui um auto-combo, que consiste numa sequência rápida de ataque fraco, médio e forte. Isto se estiver perto do oponente, já que este neste jogo, cada personagem tem dois ataques por botão correspondentes, e que se tornam diferentes de acordo com a nossa posição no terreno. Se a nossa personagem se mantiver perto do oponente, resultará de um ataque a corpo a corpo, ao passo que se o mesmo cenário acontecer, mas estivermos afastados, o ataque será trocado por um projéctil ou ataque a longa distância.

Este é um sistema interessante, o problema é a sua ambiguidade, já que muitas vezes a distância ditou operações que não queria executar. Não é que seja de todo negativo, mas certamente existe uma certa prática até habituarmos a esta utilização.

Granblue Fantasy Versus PC Steam PlayStation 4 Arc System Works

Na defensiva Granblue Fantasy Versus também conta com algumas mecânicas.

A primeira é que existem duas maneiras de bloquear ataques. Além de mantermos premido o botão de “ trás” do nosso d-pad, podemos usar um botão dedicado para este efeito. Certamente agradará todos os entusiastas já que certas séries de jogos de luta tais como Street Fighter, apostam em manter um botão do direccional para defesa, outras mais actuais como em alguns jogos de Dragon Ball, usamos um botão dedicado para defesa.

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Convém salientar que este elemento não cria efeitos negativos, ambos defendem o ataque, e descontam um pequeno índice da barra de saúde da personagem na hora de bloquear o mesmo. Como um todo, estas foram mecânicas muito interessantes já que não separam o seu publico directo, ao mesmo tempo que não retiraram competitividade aos veteranos deste género, incentivando um público mais casual aos poucos a interessar-se em aprender mais desta arte.

O jogo apresenta 11 jogadores diferentes, o que não é um grande número quando comparado com outras séries, mas devido a natureza única de cada, não considero este um factor negativo. Talvez o único senão aqui é que a Arc System Works, tem disponível já um passe de personagens da temporada, bloqueando o acesso a personalidades como Beelzebub, Narmaya e Zooey a não ser que sejam investidos mais fundos pelo jogador.

Referente a modos de jogo, Granblue Fantasy Versus por si mesmo, apresenta conteúdo de muita qualidade para o jogador solitário.

Para começar temos acesso a um interessante modo RPG. Este actua como modo de história no jogo. Como este é o primeiro título com peso no mercado ocidental, não é de estranhar que o jogo introduza novos jogadores a esta maravilhosa história. A empresa esteve de tal forma atenta ao seu maior mercado, que este modo tem lugar logo imediatamente após o final da sua adaptação anime, ao mesmo passo que também introduz novos jogadores as suas personagens locais, e momentos importantes ligeiramente decorridos antes.

Decididamente fiquei cheio de vontade em conhecer e aprofundar mais os meus conhecimentos neste universo, apenas com uma breve jornada neste modo. Felizmente existe um glossário incrivelmente detalhado, onde nos explicam desde constituintes, armamento a locais, enfim todos os elementos da franchise. É de louvar a organização e magnitude deste glossário.

Granblue Fantasy Versus PC Steam PlayStation 4 Arc System Works

Acerca da jogabilidade neste “RPG”, as missões apresentam variedade suficiente para manter o nosso interesse. Ao longo da nossa viagem, lutaremos contra inimigos de elevado número, como goblins, personagens desta franchise, e bosses de dificuldade moderada. Este desenrolar de eventos e mecânicas, foi de tal forma imenso que parece que estamos a jogar um Dungeon crawler RPG como Dragons Crown, especialmente pelo próximo elemento.

Tal como nesse título, se queremos adquirir o melhor armamento, temos bastante que fazer ao longo das suas espectáveis 15 horas de jogo. Além das nossas personagens aumentarem de atributos consoante a experiência recolhida, pelo caminho recolhemos também um sem fim de armamento que pode ser melhorado, ficando dourado através do dinheiro recolhido dos nossos encontros. Porém, existe ainda outra forma de recolher este armamento, e que de certa forma, honra a sua herança gacha. Ao recolhermos cristais, também existe uma probabilidade (mesmo que mínima) de um ser um objecto dourado. Basicamente aqui Granblue Fantasy Versus, recorre às lootboxes, felizmente e para já não existem micro-transições.

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Se estes dois apontamentos não forem suficientes, o jogador ainda pode tentar conquistar a Babyl para recolher algumas destas recompensas. Em todos estes modos, podemos jogar a solo, na companhia de um amigo, seja local ou online, ou optar por uma personagem controlada pelo CPU. Contudo, a adição de outra personagem fez com que o jogo se tornasse demasiado fácil, o que pode tirar um pouco a diversão e desafio. Por alt,o este modo é uma valiosa adição, sendo que só por si, quase parece um jogo independente de todo o resto do produto, além de ser uma grande porta de entrada para este universo.

Sendo Granblue Fantasy Versus, um jogo de luta, é lógico que um modo Arcade não podia faltar!

É neste que escolhemos a nossa personagem, dificuldade, e tentamos levar a nossa personagem à vitória durante uma sequência de combates. Para prosperamos neste e nos outros modos, o jogo introduz-nos a um modo treino, e de missões que actuam como tutoriais. Enquanto um ensina movimentos mais avançados como combos, no outro tentamos colocar na prática o que aprendemos com a nossa personagem.

À semelhança dos jogos da Arc System Works, o jogo tem uns visuais geniais! Desde personagens a animações, tudo está verdadeiramente estupendo, arriscaria mesmo a dizer, que é visualmente o jogo mais surpreendente produzido desta empresa! As personagens são do mais carismático que há, especialmente a Ladiva, uma praticante de luta-livre de barba-rija, aspirante ao eterno Hulk Hogan, e que cujo golpe final é possivelmente o mais original que vi num jogo de luta. O mesmo pode ser dito da banda-sonora, que além variada e ambientada, insere-se que nem uma luva em todos os momentos do jogo, quer sejam os mais épicos como os divertidos.

Relativamente aos modos online, esperam-nos os tradicionais Ranked matches e online lobbies, onde podemos convidar amigos para umas partidas. O modo Ranked apresentou uma mecânica muito interessante para a mudança de escalão. Em cada vitória recolhemos cristais, quando são amealhados 5 a nossa personagem sobe de escalão, ou quando perdemos os 5 desce. Com as discrepâncias que tenho avistado nos jogos mais recentes neste ponto, concordo que este sistema está muito bem implementado. Em suma, os modos online representam o que esperamos encontrar num bom jogo de luta: funcionais, simples e justos!

O Netcode é bom, mas não é perfeito, e apenas molhando os pés no mesmo não encontrei grandes inconsistências. O mesmo também me pareceu robusto, isto mesmo jogando com ponto de acesso de uma ligação WiFi. Tecnicamente esta versão apresenta as tradicionais opções gráficas, anti-alising, sombras e resoluções. Esta última atinge como máximo 4k, mas infelizmente o jogo encontra-se barrado a 60fps em todos os modos.

Granblue Fantasy Versus já está disponível para PC através da Steam e chega a 27 de Março à PlayStation 4.

Conclusão da Análise
Excelente ponto de partida!
9
Veterano nestas andanças, acompanhou de perto a guerra entre a SEGA e Nintendo, e sonha um dia com o regresso da estrela cadente Ristar.

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