Green Hell deixou-me com água na boca desde do momento em que vi o seu primeiro trailer, e isto porque sou uma grande fã do género survival (e sim, também faço parte do clube de um “bilião” de pessoas que jogou o The Forrest anos antes do jogo sair, mas again, quem é que não? E já agora quem é que deu por ele sair à um ano atrás?).

Desta feita, foi com uma imensa curiosidade em experimentar esta mais recente aposta da Creepy Jar, que aceitei o convite para participar na Beta do jogo. E agora, claro, trago-te as minhas primeiras impressões do videojogo que já está em Early Acess na Steam, e que tem data de lançamento marcada para o final deste ano (ahah).

Lê Mais:  Super Mario Maker 2 | Novidades Reveladas No Direct

Green Hell passa-se na Amazónia, e deixa-nos explorar uma floresta composta por uma flora profunda e por uma fauna ameaçadora. Com estas, temos de aprender a co-habitar no terreno se quisermos sobreviver, munindo-nos de tudo o que a Natureza nos fornece, para enfrentarmos todos os tipos de perigos com que nos deparamos, quer esses sejam eventuais ataques de animais, doenças contraídas, ou até o nosso próprio subconsciente a pregar-nos partidas… O jogo engole-nos neste mundo vasto e selvagem, tentando digerir-nos a nós, e não o contrário.

Mas nós não caímos aqui de pára-quedas, ou de avião, para que conste. A nossa dupla de personagens atravessou o oceano para aqui chegar, com a missão de reatar relações com a tribo local. Uma civilização muito antiga e reservada aos seus costumes e tradições ancestrais, que não é propriamente receptiva a gentes de outras terras. Contudo, nós já formámos anteriormente um certo elo de ligação com a mesma, pelo que não lhes somos estranhos. Em tempos, fomos aceites na tribo, e esta deixou-nos aprender os seus ensinamentos e o seu modo de vida. No entanto, toda a confiança que tinham para connosco foi traída, quando publicámos um livro no qual descrevemos tudo o que tínhamos visto e aprendido aqui.

Green Hell

Lê Mais:  GRIS | Análise

Com isto, quando aqui chegamos, montamos acampamento e preparamos-nos para interagir com esta população. É então numa bela manhã que descobrimos que a nossa esposa decidiu tentar a sua sorte, e ir confrontar a tribo antes que pudéssemos acordar. Depois do seu insucesso, que já era previsível, fica combinado que a mesma irá manter-se por perto e continuar a tentar conquistar de volta a confiança dos habitantes locais, enquanto que nós ficamos a aguardar na selva, preparados para agirmos em qualquer situação que seja necessária intervirmos.

Dias passam-se, e eis que somos despertados com o som do rádio estridente a chamar-nos. Algo de muito errado se está a passar, e temos de ser rápidos a socorrer a nossa amada. É a partir daqui que começa verdadeiramente a nossa aventura, onde teremos de sair da nossa zona de conforto, e trilhar caminho pela floresta a dentro, ao passo que a nossa própria sobrevivência está em jogo.

Com isto, é altura de falarmos finalmente no gameplay do jogo. Tal como em The Forest, aqui munirmos-nos de um livro de sobrevivência onde apontamos todos os conhecimentos que adquirimos, quer estes sejam sobre ferramentas que podemos criar, medicina que podemos conceber, ou até sobre estruturas que nos dêem abrigo entre muitas outras coisas. Com isto o crafting é absolutamente essencial. Recolher tudo e mais alguma coisa é regra, e temos sobretudo de farmar kits de medicina como se não houvesse amanhã, até porque efectivamente poderá não haver!

Green Hell

Há uma certa variedade de doenças que podes contrair ao explorar esta selva, e não querendo incitar-te a querer coleccioná-las a todas, acho realmente necessário destacar a forma como Green Hell te dá todos os controlos necessários para manteres a tua saúde in-check. Com isto, não só é possível te manteres ciente do teu ritmo cardíaco e sanidade, como é também possível inspeccionares o teu corpo, para verificares se há alguma anomalia que precise de ser tratada. Da mesma forma, possuís um relógio que mede o nível de hidratação do teu corpo e te avisa se estiveres a ficar debilitado. No caso de confirmares que o teu corpo sofre de algum tipo de doença, por mais inofensiva que a mesma possa parecer, é importante não a menosprezar, e tratá-la imediatamente! Pois em menos de nada, a mesma poderá se propagar e começar a afectar as tuas reacções, matando-te sem misericórdia.

Misericórdia é de facto uma palavra que não se encaixa em Green Hell. Entre caçar ou ser caçado, o nível de desafio procura ser sempre o mais realista e exigente possível, pelo que é extremamente importante fazermos-nos valer do que aprendemos e construirmos as nossas próprias defesas.

Green Hell

Lê Mais:  Anthem | Análise

No campo da arte do jogo, tenho a dizer que o seu visual realista tem sido o aspecto que mais tem “vendido” o mesmo, e embora nesta Beta tenha sentido que o mesmo ficou um pouco aquém das expectativas que tinha, não tenho dúvidas absolutamente nenhumas de que esta é uma vertente que ainda apresentará melhoramentos no futuro. Contudo, por mim, bem que este poderia ter um visual mais cartoonish, que a opinião com que fiquei ao terminar esta experiência não mudaria uma vírgula.

É de facto um jogo que se apresenta muito interessante no género, com uma história que se sente firme e segura a suportar toda a experiência por que aqui passamos. Dá-nos um bom contexto, e como fã de survival dá-nos também um bom desafio com que nos podemos deliciar. Ficarei a aguardar pela oportunidade de poder jogar o produto final na integra e partilhá-lo contigo.

Green Hell já está disponível em Early Acess na Steam, e tem data de lançamento prevista para o final do ano na Nintendo Switch.