Dizem que a primeira impressão é crucial e que faz despertar o interesse imediato. E realmente foi tiro e queda assim que vi as primeiras imagens de Inertial Drift. Foi de forma instantânea que o comparei com Initial D, um manga/anime dos anos 90, cheio de corridas de rua e com uma vertente especial para o drift. O jogo é claramente inspirado na obra de Shuichi Shigeno, desde o seu nome, visuais, pistas, carros, e até na sua soundtrack.

Inertial Drift trata-se de um jogo de corridas diferenciado – sim, o objectivo de bater os tempos dos adversários está lá, ganhar as corridas também, desafios de endurance em que o objectivo consiste em bater os tempos definidos através de checkpoints também – mas o maior diferencial é o uso necessário do drift.

É na jogabilidade que está toda a magia do jogo. Na teoria é bastante simples, usamos o R2 (versão PS4) para arrancar, L2 para travar, o analógico esquerdo para inclinar e equilibrar o ângulo do carro, e o segredo e toda a magia do jogo, usar o analógico direito, que controla toda a vertente drifting de Inertial Drift. Agora colocar tudo isto em prática com os 16 carros que o jogo nos oferece, pode ser tarefa árdua, mas muito satisfatória assim que dominamos as máquinas.

O jogo contém um modo história com 3 dificuldades iniciais, – easy, medium e hard – e mais tarde, assim que finalizas a tua primeira playthrough, desbloqueias o modo very hard. Cada dificuldade corresponde a uma personagem diferente, além dos carros igualmente proporcionais à dificuldade.

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Inertial Drift

Além da diferença dos carros, para cada dificuldade é também apresentado um plot diferente, e é exactamente aí que o jogo consegue desiludir. A escrita das 3 personagens tinha bastante potencial para algo diferente, mas é realmente aborrecida e quase todos os diálogos sabem ao mesmo. Demorei cerca de 1 hora para finalizar cada campanha.

Todos os carros são fictícios mas bem idênticos a modelos reais, e existem 20 pistas  também todas elas inventadas, mas muito bem construídas e propicias a puxar o melhor do drifter que há em ti. Destaco a pista Mount Kirino, que é bastante desafiadora e demorada, mas que nos faz contemplar bonitos e diferentes cenários durante os longos 6 minutos de prova, e nos deixa com um sorriso de orelha a orelha no final, e com sensação de dever cumprido.

Inertial Drift

Visualmente o jogo entrega uma belíssima mistura de gráficos cell-shading, que combina com uma banda sonora eletrónica razoável. Confesso no entanto, que senti falta daquelas faixas eurobeat bem ao estilo agressivo e rápido que caracterizaram o anime em que o jogo se inspira.

Além do modo história, existe também o modo arcade para uma jogatana mais descontraída, e também o modo Gran Prix para os jogadores mais exigentes, onde terão que passar por diversos requisitos para vencerem as mais duras provas do jogo.

Destaco também a inclusão de um modo online, o qual infelizmente não consegui testar por falta de jogadores ou falhas de conexão. Está também incluído no jogo um modo de leaderboards para competirem e compararem os vossos tempos e pontuação com os melhores drifters espalhados pelo mundo.

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Inertial Drift

Inertial Drift foi desenvolvido pela Level 91 Entertainment e está disponível para Playstation 4, Nintendo Switch e PC via Steam.

Conclusão da Análise
Gas gas gas!
8
Curioso, explorador, e fã de videojogos desde que me lembro, e em especial pela saga Metal Gear. Não jogo plataformas, jogo jogos.

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