São poucas as vezes em que posso analisar um jogo feito por uma equipa portuguesa, estando este em português (e que português, carago!).

Inspector Zé e Robot Palhaço em Crime no Hotel Lisboa já se tinha estreado no mundo dos videojogos, tendo sido lançado em 2014 na Steam. Desde então, já tivemos direito a uma sequela, O Assassino no Intercidades, mas após esta sequela, e uma petição online, a Nerd Monkeys revelou que a primeira iteração seria lançada na Nintendo Switch, e, para orgulho dos portugueses, cá estamos nós.

Inspector Zé e Robot Palhaço em Crime no Hotel Lisboa é uma aventura de investigação no tradicional e famoso formato point-and-click em que temos de descobrir o que se sucedeu no quarto 302 do Hotel Lisboa, local onde supostamente o Sr. Sebastian Love se suicidou com 14 facadas nas costas.

Inspector Zé e Robot Palhaço em Crime no Hotel Lisboa

Após termos recebido o Robot Palhaço como herança de família, este será o nosso armazenador de informação, tanto material como imaterial. Este estará sempre ao nosso lado, sendo que podemos contar com a sua dedução e capacidade inata para contar piadas (boas ou más, estamos cá para ouvir todas).

O cerne do jogo consiste bastante na recolha de informações na progressão da narrativa, sejam estas no local do crime ou na esquadra da polícia. Teremos fast travel disponível em qualquer altura através de um táxi que responde à chamada do Robot Palhaço. Para além de ser em qualquer altura, é em qualquer lugar, e quando digo qualquer lugar, falo também em interiores.

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Após a recolha de informações, teremos de interrogar os suspeitos, algo que nos é introduzido num breve tutorial no início do jogo, através da conjugação da frase com o objecto correcto. Este interrogatório será conduzido pela personagem escolhermos, ou seja, o Inspector Zé ou o Robot Palhaço.

Inspector Zé e Robot Palhaço em Crime no Hotel Lisboa

Serão várias as personagens que iremos interrogar, e cada uma tem uma personalidade bastante vincada, condizendo com o ambiente do jogo. Este ambiente trata uma paródia da sociedade Lisboeta, usando o humor como bode expiatório à crítica, o que assenta que nem uma luva em certos casos, em outros é engraçado, mas não condiz tanto.

Algo que me agradou bastante foi a banda sonora, com um tom clássico de jazz e blues mais alegre a acompanhar-nos na nossa aventura, algo que realmente realçou a atmosfera do jogo. Este ambiente “brincalhão” acaba por, também, proporcionar ao jogador uma experiência mais positiva do que o clássico ar sério e titânico dos videojogos actuais.

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