A série Layton foi o primeiro jogo que joguei na Nintendo DS, puxando-me para um mundo de puzzles que nunca pensei serem tão viciantes! Já conhecendo a Level-5 (sendo Dark Chronicle o meu ARPG preferido de todos os tempos), sabia que o nível de qualidade em cada entrada iria ser alto, o problema deu-se quando se tentou mudar tanto, de forma a agradar a mais, que acabou por se perder o que captivou ao início.

Layton’s Mystery Journey: Katrielle and the Millionaires’ Conspiracy foi um título que saiu na altura, para telemóveis e para a Nintendo 3DS, tentando dar uma lufada de ar fresco à série. A versão retratada nesta análise (Nintendo Switch) traz consigo todos os conteúdos descarregáveis, remasterização dos gráficos e dezenas de puzzles novos.

Padece, no entanto, do mesmo problema que a versão original tinha: numa tentativa de apelarem a uma fanbase maior, acabaram por simplificar demasiado a fórmula. Embora esta seja constituída por puzzles interessantes, acabamos por “passear” pelo jogo sem qualquer noção de aplicação lógica, como é costume nas outras entradas da saga.

Encarnamos uma nova protagonista, Katrielle Layton, filha de Hershel Layton, tendo esta sido abandonada quando ainda era nova. De forma quase genética, possui as mesmas capacidades dedutivas que o seu progenitor, usando as mesmas para abrir a Agência de Detectives Layton para ajudar quem tenha sido alvo de situações peculiares, deixando ao mistério a sua resolução.

Katrielle and the Millionaires’ Conspiracy

O nosso primeiro cliente é, por acaso, um cão que fala (equipas japonesas…), dizendo este que padece de amnésia. Pois cabe a nós resolvermos o mistério, respeitando o lema de Katrielle: qualquer mistério se resolve. Juntamente com o nosso assistente Ernest Greeves, embarcamos na resolução deste caso.

Embora o caso tenha chegado primeiro, deparamo-nos com casos de maior urgência, como o furto de um dos ponteiros do famoso relógio Big Ben, deixando para a posterioridade a resolução da identidade de Sherl O.C. Kholmes.

Conforme vamos falando com as pessoas e possíveis suspeitos, é impossível deixar de reparar nos visuais lindíssimos que foram conseguidos na versão da Nintendo Switch, puxando o melhor da arte que a Level-5 utiliza, para caracterizar o estilo da saga Layton. Acompanhados de uma banda sonora clássica, estes compõem uma aliança extremamente agradável de se experienciar.

Katrielle and the Millionaires’ Conspiracy

Serei sempre apologista de qualidade > quantidade, pelo que esta entrada na série deixa bastante a desejar na qualidade dos seus puzzles. Querendo injectar um número astronómico de puzzles, acaba por se perder na repetição de vários enigmas, ao ponto de resolverem um, e o seguinte ser de resolução idêntica, o que retira qualquer tipo de replayability que o jogo possa ter – esta já se encontra presente no próprio jogo e não na experiência que é voltar a fazer um puzzle do género X.

Não só repetem inúmeros puzzles como os mistérios principais não nos dão a hipótese de sermos nós a resolver, remetendo-nos para uma mera colecção de peças que Katrielle acaba por combinar e resolver o caso. É anti-climático.

Layton’s Mystery Journey: Katrielle and the Millionaires’ Conspiracy já está disponível para Nintendo Switch, Nintendo 3Ds, Android e IOS.

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